Herdeiro do Caos

A revolução será remixada…

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08

fevereiro
2010
Time: 14:12

Jornalista cidadão ou fonte de informação

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Por mais que você não goste de carnaval é impossível evitar o envolvimento (profissional) com o Carnaval, ainda mais quando se mora na capital da bahia, ou conhecida nesta época como We are Carnaval, We are Folia..

Em meio aos preparativos, pausa para recomendar a leitura do artigo “Jornalista cidadão ou fonte de informação: estudo exploratório do papel do público no jornalismo participativo dos grandes portais brasileiros”, do Francisco Madureira e Beth Saad.

“O artigo procurou traçar o estado do jornalismo colaborativo praticado por dois grandes portais brasileiros —Terra e Globo.com”, explica o autor em seu blog.

Leitura fundamental. Depois coloco um resumo aqui no blog.

08

fevereiro
2010
Time: 13:29

O Globo é o jornal mais popular do Brasil na Web, aponta pesquisa

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O jornal carioca, O Globo, é o veículo mais popular do Brasil, de acordo com a pesquisa da 4 International Media & Newspapers. No ranking mundial, O Globo ocupa a modesta 81ª posição, a melhor de um jornal brasileiro.

No top 10 brasileiro estão O Globo, O Estado de São Paulo, Correio Braziliense, Jornal do Brasil, Estado de Minas, O Dia, Correio do Estado, Lance!, Gazeta Esportiva e A Tarde (Bahia).

Já no top 10 mundial estão o The New York Times (EUA), The Guardian (Inglaterra), The People’s Daily (China), USA Today (EUA), El Mundo (Espanha), The Independent (Inglaterra), China Daily (china), International Herald Tribune (France), The Daily Telegraph (Inglaterra) e The Wall Street Journal (EUA).

A 4 International Media & Newspapers utiliza três critérios para definir o ranking de popularidade dos jornais, a saber: o PageRank do Google, total de links recebidos pelos jornais, baseados no Yahoo e o tráfego de visitantes identificados pelo Alexa.

Confira a lista dos jornais da Bahia mais populares da Internet*
A Tarde (Salvador) 10
Correio (Salvador) 26
Tribuna da Bahia (Salvador) 50
Agora (Itabuna) 124
Jornal Feira Hoje (Feira de Santana) 222
Jornal do Sol (Porto Seguro) 255
O Sollo (Porto Seguro) 261
Bahia Negócios (Salvador) 266
Novoeste (Barreiras) 300
Tabu (canavieiras) 311
Folha do Estado (Feira de Santana) 316
Jornal Primeira Página (Jacobina) 330
Folha da Bahia (Salvador) 340
Jornal do Sudoeste (Brumado) 359
A Notícia do Vale (Juazeiro) 371
Folha Sertaneja (Paulo Afonso) 373
Diário Sudoeste da Bahia (Vitória da Conquista) 384
Gazeta da Lapa (Bom Jesus da Lapa) 413
Jornal Impacto (Vitória da Conquista) 426
Tribuna da Região (Ubaitaba) 429
O Sertão (Conceição do Coité) 448
Tribuna da Costa (Porto Seguro) 705
A Voz (Xiquexique) 711

* No Brasil são cadastrados 746 jornais.

05

fevereiro
2010
Time: 14:55

Lançada a 10ª edição da Revista Espírito Livre

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Já está no ar a décima edição da Revista Espírito Livre, publicação colaborativa sobre software livre, cultura digital, jornalismo, Web e afins. O tema desta edição é “diversão livre” e reúne um seleto time de colaboradores.

Para esta edição escrevi dois artigos. O primeiro é sobre o entrave entre o Google e a China, intitulado “Verdades inconvenientes sobre a relação Google X China?” (Págs 61 a 63). O segundo aborda os modelos de negócios online para o jornalismo, em destaque a relação de Rupert Murdoch e o Google, sob o título “Os jornais conseguirão obter lucro na Web sem o Google?” (pag. 73 a 75).

Faça o download da Revista Espírito Livre

02

fevereiro
2010
Time: 16:29

Cai a circulação dos jornais brasileiros, aponta IVC

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Pesquisa do Instituto Verificador de Circulação (IVC) indica que houve queda de 6,9% na circulação dos principais jornais do Brasil em 2009. Dos 20 maiores títulos do país, 11 registram queda na circulação.

Cairam

O Dia (-31,7%);
Meia Hora (-19,8%);
Diário de S. Paulo (-18,6%);
Jornal da Tarde (-17,6%);
Extra (-13,7%);
O Estado de S. Paulo (-13,5%);
Diário Gaúcho (-12%);
O Globo (-8,6%);
Folha de S. Paulo (-5%);
Super Notícia (-4,5);
Estado de Minas (-2%).

Cresceram

Daqui (31%);
Expresso da Informação (15,7%);
Lance (10%);
Correio Braziliense (6,7%);
Agora São Paulo (4,8%);
Zero Hora (2%)

Estáveis (comparado a 2008)
Correio do Povo, A Tribuna e Valor Econômico

Ranking dos maiores jornais (quesito circulação)

Folha de S. Paulo (média diária de 295 mil exemplares);
Super Notícia (289 mil);
O Globo (257 mil);
Extra (248 mil);
O Estado de S. Paulo (213 mil);
Meia Hora (186 mil);
Zero Hora (183 mil);
Correio do Povo (155 mil);
Diário Gaúcho (147 mil);
Lance (125 mil)

02

fevereiro
2010
Time: 12:25

iPad? Não, obrigado.

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Na década de 70, a Apple revolucionou o mundo dos personal computers (PC) com o lançamento do Apple II. Em 2001 mudou o universo da venda de música com o iTunes e em 2007 revolucinou a telefonia com o iPhone. Na última quarta-feira (27), com o lançamento do iPad, a Apple espera ser um novo divisor de águas da indústria de PCS.

Apesar do Steve Jobs, CEO da Apple, apresentar o gadget e dizer que o iPad irá suprir uma lacuna entre smartphones e notebooks, a mídia especializada criticou a falta de funcionalidade do iPad. Em meio as críticas, destaco a opinião de Matt Gemmell, desenvolver de software para produtos da Apple, publicada em seu Twitter:“O iPad é o maior avanço na tecnologia de leitura de banheiro da história da humanidade.”

O iPad não possui a “multi tarefa”, ou seja é impossível ouvir música e escrever um texto ao mesmo tempo. Não tem câmera fotográfica, só roda aplicativos apenas da App Store, não é widescreen e precisa de adaptador até para usar USB.

Para além das críticas, analistas do mercado de tecnologia apostam que o iPad irá vender ainda este ano 3,5 milhões de unidades e deverá se consolidar em 2011, com a venda de 8 milhões de gadgets.

Tendo em vista a legião de fãs dos produtos da Apple certamente o iPad será um sucesso de vendas pelo simples fato para que você possar mostrar aos seus amigos que você possui o “modelo ultra-revolucionário gadget da Apple”. Por outro lado, as estratégias da Apple sempre visam a segunda geração dos seus produtos. A primeira é sempre mambembe e a segunda sempre contorna as críticas e incorpora novos atributos.


Característica do iPad

O gadget possui processo de 1 GHz, Bluetooth 2.1 + EDR, Wi-Fi, 3G, bússola, tela touchscreen de 9,7 polegadas, com espessura de 1,2 centímetro, e autonomia de bateria de 10 horas (com execução de vídeos). O iPad pesa menos de 700g, capacidade de armazenamento de 16 GB, 32 GB e 64 GB e custa entre 499 e 829 dólares (segundo a capacidade e tecnologia 3G).


O iPad utiliza o navegador Safari, gerenciador de fotos, vídeos, música, com acesso ao iTunes, App Store, e-mail, YouTube, sistema de mapas e os tradicionais aplicativos do iPod/iPhone.

iPad e o jornalismo


O The New York Times, um dos jornais mais importantes do mundo, fechou parceria com a Apple para que o jornal possa ser lido no iPad. Para isso, foi desenvolvido um aplicativo para o gadget, que simula o formato do “velho jornal de papel”. No iPad é possível escolher a quantidade de colunas, tamanho do texto, virar as páginas, marcar textos interessantes para leitura posterior e outras funcionalidades.

iPad e a indústria pornográfica
Se o iPad não agradou alguns especialistas e potenciais usuários, a Digital Playground, uma das principais empresas de conteúdo adulto do mundo, anunciou que irá produzir o primeiro filme pornô para o novo produto da Apple.

“Usuários poderão aproveitar agora a experiência do toque manual a partir da tela de 10 polegadas, melhor do que assistir nas telas do iPhone e do iPod.”, disse Farley Cahen, relações públicas da empresa.

02

fevereiro
2010
Time: 7:17

Credibilidade e jornalismo colaborativo

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Mecanismos para mensurar a credibilidade no jornalismo colaborativo é o principal desafio para as experiências pautadas pela colaboração dos usuários na produção de conteúdo.

Se já era difícil “validar” e “apurar” as escritas coletivas em um modelo de jornalismo colaborativo cidadão-media, a dificuldade aumenta quando adicionamos serviços de microblogs (Twitter) e redes sociais, pois o fluxo torna-se multidirecional e diante de um dilúvio informacional a capacidade para gerir a informação com êxito fica na berlinda.

Para tornar mais claro os argumentos acima basta relembrar da crise política em Honduras após o golpe que afastou Manuel Zelaya da presidência do país. Milhares de tweets informavam sobre os conflitos, pessoas feridas, discurso dos golpista e do presidente. Mas, como saber, diante da gama colaborativo o que era ou não verdadeiro, era ou não credível?

É uma equação matemática complexa: quanto maior o número de colaboradores maior o trabalho para “apurar” e/ou “validar” o conteúdo. Porém, se a “filtragem” for realizada pelos próprios cidadãos-repórteres pode existir também um ganho na credibilidade do produto final, ou seja a notícia.

Você deve estar pensando em um modelo wiki ou até mesmo o desenvolvimento de um software open source. E é com essa mesma concepção que o Ushahidi, umas das experiências mais inovadoras em jornalismo colaborativo na África, desenvolveu o Swift River, plataforma open source para gestão de informação.

An Introduction to Swift River from WhiteAfrican on Vimeo.

A idéia é reunir o maior número de informações sobre determinado fato e filtrá-lo (com o auxilio de máquinas e da própria comunidade) e convertê-lo em uma informação “apurada” e “credível” em tempo quase real. O Swift River foi pensado após a equipe do Ushahidi atuar no Haiti e ter ajudado a salvar algumas vítimas do terremoto a partir de um Tweet.

O Swift River pode ser dividido em três etapas:

1. Predictive Tagging - filtrar o conteúdo através das tags;

2. Verification and Taxonomy - considera localização e relevância das informações publicadas e posteriomente apurada com a rede de colaboradores;

3. Filtering by Authority and Trust - fontes confiáveis podem ser priorizadas aliada a potencialização do local de origem da informação.

O projeto mostra-se útil em questões hiperlocais e onde uma rede de colaboradores já está estabelecida para atuar na validação dos dados. Ainda há que se pensar se tal modelo teria êxito em experiências colaborativas mais globais. De qualquer forma é uma experiência em curso que pode responder aos desafios de credibilidade no jornalismo colaborativo.

Em tempo, vale lembrar o argumento da Ana Brambilla quanto pontua que a notícia jamais será beta. Diz a pesquisadora:

“uma vez publicada, a notícia ganha reconhecimento público e influencia no curso da sociedade, muitas vezes, de modo irreversível. Isso significa: ainda que os erros na notícia em jornalismo open source sejam como os bugs no que toca à fácil correção, a justificativa de um erro não é tão facilmente aceita na notícia como no software.”

29

janeiro
2010
Time: 15:34

Newsday falha ao cobrar por acesso à notícias na Web

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Ainda sobre a questão do conteúdo pago, a notícia de que o jornal norte-americano Newsday conseguiu apenas 35 assinantes em três meses coloca em dúvida o possível sucesso dos jornais em sua política criar “pedágios informativos” nos respectivos sites.

Após investir quase 4 milhões de dólares na reformulação do site, o Newsday resolveu cobrar pelo acesso ao seu conteúdo na internet em outubro de 2009. O valor cobrado era 5 dólares mensais ou US$ 260 pela assinatura anual.

Nesse período, o jornal arrecadou apenas US$ 9 mil dos seus 35 assinantes. No comentário do Newsday sobre o fracasso da receita gerada pelo conteúdo pago sinaliza que a “culpa” é decorrente do pequeno mercado atendido pelo jornal. Ainda de acordo com a versão oficial, o Newsday não tinha “intenção de gerar receita com asssinaturas”, uma vez que os assinantes da versão impressa ou do serviço de Tv paga (Cablevision Optimum Online) já possuem o acesso à versão online do veículo.

O que me intriga é se após criar “pedágio” o jornal perde leitores. Obviamente que não é uma pesquisa oficial, mas ao fazer uma rápida consulta no site de análise Alexa nota-se a queda no número de leitores e pageviews nos últimos três meses, justamente no periodo em que o Newsday resolver cobrar pelo acesso ao conteúdo.

Interssante, não é?

29

janeiro
2010
Time: 14:15

Todas as terças no Classe Política

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Já está no “ar” o mais novo portal de notícias da Bahia, o Classe Política (siga também no Twitter) dos amigos Jones Almeida e Daniel Ferreira. Escreverei todas as terças-feiras sobre novas tecnologias, mídias sociais e colaborativas, Web e afins.

A primeira coluna já foi publicada. Acompanhe as próximas.

29

janeiro
2010
Time: 9:22

Corporações são as grandes responsáveis pelo desenvolvimento do Linux

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crédito: http://lh4.ggpht.com/Durante o Linux.conf.au 2010, realizado entre 18 a 23 de janeiro, na Nova zelândia, Jonathan Corbet, fundador do Linux Weekly News, apresentou o resultado de uma pesquisa polêmica sobre o desenvolvimento no kernel do Linux.

Segundo o estudo, 75% do Linux foi escrito por profissionais (desenvolvedores pagos por grandes empresas). Ainda de acordo com a pesquisa, 18% foram feitas pela própria comunidade, de forma voluntária, e 7% não foram classificadas.

A Red Hat (com 12%) lidera o ranking das corporação que investiram no desenvolvimento do código-fonte do Linux, seguida pela Intel (8%), IBM e Novell com 6% cada e a Oracle com 3%.

O estudo foi realizado de 24 de dezembro de 2008 a 10 de janeiro de 2010 e analisou 2,8 milhões de linhas de código e 55.000 mudanças importantes da versão 2.6.28 para 2.6.32.

O resultado da pesquisa levantou um debate interessante sobre o desenvolvimento “open source” do Linux. Para além da utopia de voluntários ao redor do mundo contribuindo para o aprimoramento (gratuitamente) do código-fonte existe um mercado lucrativo para os desenvolvedores e empresas. O que é ótimo, pois:

1- Mostra o profissionalismo do Linux, já que não é feito por rebeldes anti-capitalistas;
2- Revela que os modelos de negócios, baseados em colaboração, são viáveis;
3- Redução de custo para as empresas e benefício para a comunidade de usuários do Linux;
4- Ao contrário do que pensa os “defensores do Linux”, as corporações estão envolvidas no desenvolvimento dos aplicativos e não apenas nerds viciados em coca-cola e pizza;
5- O Linux permanece gratuito.

Eu só escrevi esse post para fazer uma pergunta: será que, assim como o desenvolvimento de softwares, onde há um grande investimento das corporações, um dia a produção de conteúdo colaborativo terá tal financiamento?

25

janeiro
2010
Time: 14:30
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