Herdeiro do Caos

A revolução será remixada…

Archive for the ‘Jornalismo’

#intercom2010: jornalismo colaborativo e jogos sociais (parte 1)

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A oficina “Jornalismo cidadão: o uso da tecnologia móvel na reconfiguração dos espaços urbanos” marcou o início da minha terceira participação no Intercom, que neste ano acontece na agradável e repleta de neblina, Caxias do Sul (RS).

A oficina foi ministrada pela Sandra Henriques (PUCRS), que falou sobre pós-modernidade, sendo a fluidez a “regra” das associações tribais e “vontade/necessidade de pertencimento” o elemento regulador dessas associações. A fala da pesquisadora fora bem influenciada pela tese do Maffesoli, de como o desejo da existência é potencializado pelas tecnologias, assim como a construção de laços entre as redes sociais.

Henriques destacou como os laços fracos são importantes para a ampliação das redes sociais, pois muitas vezes é um contato efêmero (conhecer alguém em uma festa, por exemplo) que se alonga os seguidores. Retomando Maffesoli, “O sentimento de pertencimento nos une a um lugar (tribos urbanas)” e tal sentimento, ou melhor, o sentido do espaço urbano é reconfigurado, a partir da interação dos espaços físicos e virtual, mediado por tecnologia móveis (conceito de mídia locativa do André Lemos).

A pesquisadora apresentou alguns vídeos de smart mobs e projetos colaborativos, e aí uma moça fala algo brilhante: não se pode pensar em jornalismo colaborativo sem se pensar na comunidade, nas necessidades do “local” e, eu disse mais:  “Não existirá jornalismo sem a colaboração dos usuários”. Esse debate partiu do questionamento dos critérios de noticiabilidade do jornalismo colaborativo, baseado, sobretudo na onipresença dos cidadãos e exploração da participação em tragédias e tsunamis. Algo que precisamos mudar, mas aí é assunto para outro post.

Na volta do recreio, digo do almoço, fui na oficina “Análise e desenvolvimento de jogos sociais” do Thiago Falcão (POSCOM/UFBA) e Tarcizio Silva (POSCOM/UFBA). “Os jogos geram novas camadas de contextos”, disse o Falcão, que apresentou também 5 passos para sucesso dos bens virtuais (bens virtuais = itens digitais + contexto + significação + interação social), a saber:

(1) criação baseada no contexto;
(2) estimular o uso com bens gratuitos ou moeda virtual;
(3) desenvolva a demanda por conteúdo premium;
(4) renove o estoque (a ser trocada por pontos ou $$$);
(5) facilite a compra da moeda virtual.

A base da fala do Falcão está aqui

A fala do Tarcízio foi baseada em dados e diversas experiências práticas, mais na área de mercado, da utilização de jogos como ação de propaganda, agências de desenvolvimento e/ou gerenciamento dos games, o que deixou claro como o mercado de jogos sociais é algo interessante e…lucrativo. Vale dar uma olhada depois no perfil dos cabras para conferir os slides da apresentação, que ficou de subir para Web em breve.

Outros registros estão no Twitter. Daqui a pouco a cobertura segue ao longo do dia no #intercom2010

04

setembro
2010
Time: 1:11

Desafio da mídia é atrair a atenção do leitor, diz editor-chefe da ‘The Economist’

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O programa  Milênio desta segunda-feira entrevistou o jornalista, historiador e editor-chefe da revista britânica The Economist, John Micklethwait sobre a situação do mercado do impresso. A entrevista é salutar, tendo em vista as teses apocalípticas de fim dos jornais impressos e anúncios de falência de diversas publicações importantes.

A The Economist vende 1 milhãos e 400 mil exemplares por semana e vai na contra-mão da crise mundial dos veículos impressos. Questionado sobre o equlibrio entre impresso e online, Micklethwait acredita que os leitores eletrônicos serão um diferencial, isso porque eles proporcionam a mesma sensação ao ler uma revista no papel: admirar, ou simplesmentes, quando se lê uma revista as pessoas se inclinam para trás e, segundo ele, os leitores eletrônicos resgatam esse hábito.

Para Micklethwait a grande luta da imprensa, atualmente, é pelo tempo das pessoas, em como tornar o seu produto agradável para ser folheado por 1h ou 20 mim. A “receita” do sucesso da publicação você acompanha na entrevista divida em dois blocos (aqui e aqui - deu erro no embed da Globo.com, por isso direciono o link para lá), que ainda aborda a relação entre mídia e política, mídia e Justiça.

24

agosto
2010
Time: 12:45

BCC cria ferramenta para melhorar visualização de dados

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Uma das primeiras lições que se aprende em uma faculdade de jornalismo é “o texto deve ser claro e de fácil entendimento para o público”. Tarefa simples, mas quando a pauta é sobre números ou o foco da notícia implica uma questão númerica e/ou quantidade a situação se torna um pouco mais complexa.

Como facilitar o entendimento do leitor em uma matéria onde consta: “Ao menos 5.000 barris de petróleo estão vazando diariamente no Golfo do México”? Experiência bacana para oferecer uma saída para tal desafio é o Dimensions, ferramenta de visualização elaborada (ainda em desenvolvimento) pela BBC em parceria com a agência Berg.

O objetivo da ferramenta  é criar visualizações interativas de forma mais rápida e agilizar o trabalho daredação, uma vez que os infográficos possuem um potencial para melhorar as narrativas jornalísticas. Em um rápido exercício com o Dimensions é possivel notar que a dimensão ou grandeza de um evento ou dado se adequa/aproxima da minha realidade espacial, por exemplo. Sim, o Dimensions segue a mesma dinâmica do IfItWasMyHome.

Vale dar uma olhada no post do PDA (crédito da foto) sobre o Dimensions

23

agosto
2010
Time: 15:53

Uso das Redes Sociais nas Eleições

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O programa Cidadania da Agência Senado entrevistou na última semana o Pedro Sorrentino, diretor do documentário Obama Digital, acerca do uso das redes sociais nas eleições. Não há muita novidade na fala do entrevistado , mas serve como um resumo da relação entre a esfera política e as mídias sociais (muito bem abordada) e uma comparação entre o que houve nos Estados Unidos e no Brasil.

Os dois primeiros vídeos são da entrevista e o terceiro (para quem ainda não viu) o documentário #ObamaDigital.

Obama Digital #obamadigital from Obama Digital on Vimeo.

16

agosto
2010
Time: 16:01

O sigilo da fonte e o jornalismo

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“O Sigilo da Fonte de Informação: Um Direito Fundamental à Prática do Jornalismo” foi a tese defendida por Walléria Barros Marques Linhares ao programa de pós-graduação da Universidade de Fortaleza (Unifor) e pauta do debate no programa Academia, da TV Justiça. O vídeo tem quase uma hora de duração, portanto seja o caso de guardá-lo para uma eventual consulta.

No Brasil, o art. 5º da Constituição Federal (em especial o inciso 14) garante a preservação da identidade da fonte de informação na atividade jornalística. De acordo com Walléria Barros, o sigilo da fonte está presente na legislação brasileira e, que, por conseguinte é essencial para a prática do jornalismo.

Porém, o sigilo da fonte é um Direito Fundamental e não absoluto, portanto pode ser relativizado com outros direitos fundamentais, o que para a pesquisadora indica que em alguns casos o sigilo, apesar de essencial para a prática jornalística, pode ser revelado.

O sigilo, e a professora destaca isso em sua apresentação, beneficia tanto o jornalista como a própria fonte. Para ela, não cabe à Justiça definir os casos em que a fonte deve ser revelada ou não.”A fonte, ao dar uma informação precisa de garantia também quanto ao sigilo”. Para o professor de Direito Constitucional da Universidade Católica de Brasília Paulo Abrão Pires Junior, um dos debatedores no programa, o direito ao sigilo da fonte deve estar articulado aos Direitos Humanos, pois segundo ele, esse processo consolida a liberdade de expressão e proteção aos jornalistas.

11

agosto
2010
Time: 16:12

Memória de Ouro: projeto resgata história dos jornais em Jacobina (Bahia)

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Memória de Ouro é fruto da pesquisa acadêmica da jornalista Kívia Souza, cujo objetivo é resgatar a memória dos jornais publicados na cidade de Jacobina que fica a cerca de 330 km de Salvador. O Memória de Ouro é um acervo digital da imprensa da cidade onde é possível acompanhar a evolução dos jornais e a sua história. A memória jornalística, como já destaquei em um post anterior, é fundamental para a compreensão do jornalismo que fazemos atualmente, bem como os desafios futuros.

O projeto da Kívia é pioneiro e soma-se a iniciativas como o livro “Apontamentos para a história da imprensa na Bahia” na preservação da memória dos jornais baianos. Visitar o Memória de Ouro é obrigação para quem busca entender a história do jornalismo no estado.

Abaixo uma entrevista que fiz com a idealizadora do Memória de Ouro.

Yuri Almeida - Como surgiu a ideia do projeto? Quanto tempo foi dedicado?

Kívia Souza - A idéia nasceu em um momento de necessidade de material para pesquisa. Inicialmente tinha o interesse de fazer meu trabalho de conclusão de curso sobre um cinema antigo e extinto da cidade de Jacobina, o Cine Payayá. Porém, a única fonte impressa para pesquisa eram os jornais da época e um livro que conta a trajetória histórica do município e citava o tema. Pesquisando, descobri que na cidade havia mais que dois ou três jornais partidários que nasceram de interesses políticos, em épocas de eleições. Apesar de toda política envolvida, a imprensa de Jacobina participou e sentiu o impacto dos principais fatos históricos do país e do estado.

Isso me fascinou. Quis saber mais, mas não tinha onde procurar. Daí pensei no Memória de Ouro. Um livro que contasse toda a trajetória dos jornais que registraram a história do município. Precisei estar na cidade para ter contato com o material de pesquisa, que ainda tem difícil acesso. Foram três viagens para Jacobina dentro de um período de seis meses, dedicando cerca de cinco dias em cada viagem.

YA - Quais foram as fontes de pesquisa e como você avalia o acesso aos documentos históricos?

KV - O acervo do Arquivo Público Municipal de Jacobina foi encontrado ainda incompleto, pois não foi instituída, ainda, pela administração local, uma forma segura para conservação dos periódicos que lá circularam.

A maioria do acervo está arquivada de forma incorreta. Muitos jornais estão em se decompondo naturalmente. Alguns [poucos] foram digitalizados pelas famílias dos proprietários. Porém, a dificuldade em encontrar os dados necessários aplicados na metodologia persistiu.

O pouco tempo disponível para a pesquisa de campo, o desfalque no acervo e a ausência de familiares responsáveis pelas primeiras publicações, como A Primavera, O Centro e O Ideal, prejudicou o aprofundamento da pesquisa. Por conta disso foi priorizado o uso das imagens e das próprias edições para confirmar dados históricos.

Então, o projeto se materializou em um blog, com a idéia do acervo digital. Assim fica mais fácil explorar todo o material colaborativo que venha surgir dos próprios moradores, colecionadores, pesquisadores e familiares dos proprietários desses jornais.

YA - O que mudou para você, principalmente, no exercício do jornalismo, o estudo da memória dos jornais de Jacobina? Me parece que quanto maior o nosso conhecimento histórico sobre a evolução dos jornais mais fácil também se torna entender a nossa profissão.

KV- Mais fácil entender e mais fácil fazer. Foi com o Memória de Ouro que pude assimilar a relevância da história da imprensa. Principalmente, quando diz respeito a minha realidade. Dedicação de tempo para apurar e escrever deveria ser lei. Não basta saber, é preciso sentir para expressar. Pode até parecer clichê, mas essa é a essência do jornalismo. Estudar jacobina através dos jornais me fez conhecer outro lado da cidade onde morei durante 16 anos. Onde cresci e construí minha história.

Não vivi em outra época, mas pelo que posso constatar as pessoas davam mais valor ao momento e ao fato. Hoje tudo é muito superficial e o jornalismo não fica atrás. Os prazos são curtos. Os resultados são esperados e as metas devem ser cumpridas. Fico muito triste quando abro um jornal para ler, logo pela manhã, e a matéria está cheia de novas informações sobre o fato, porém recheada de erros. A qualidade do conteúdo, ou como se faz ele, se perde nesse processo.

04

agosto
2010
Time: 13:50

Jornal italiano venderá conteúdo através das operadoras de telefonia móvel

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O jornal italiano La Repubblica anunciou que os leitores poderão comprar a versão digital para smartphones a partir da conta de telefonia móvel. A medida vale apenas para clientes da Vodafone que possuam assinatura de algum plano da operadora. Os demais clientes poderão comprar as edições por cartão de crédito ou através do iTunes.

Em comunicado oficial, La Repubblica disse que bastará um clique para o usuário comprar os conteúdos via dispositivos móveis ou informando o número do telefone celular e uma senha, quando conectado através de um PC. A assinatura semanal custará 3,5 euro e uma edição simples 0,79 euro.

“O sistema será uma referência para o mercado de conteúdo do jornal em sua transição para novos modelos de acesso a conteúdos pagos e também será mais fácil para o cidadão comprar por impulso”, acredita Stefano Mignanego diretor do jornal.

Segundo Mignanego, apesar da cobrança via dispositivos móveis, o site do jornal continuará a ser livre. A versão digital do La Repubblica também estará disponível gratuitamente em tablets.

22

julho
2010
Time: 11:58

Meia Hora desembarca em SP e mantém estilo em campanha de marketing

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Não há como confundir as manchetes do jornal Meia Hora, que após “conquistar” o Rio de Janeiro desembarca em São Paulo com o seu estilo irreverente e popularesco (no melhor sentido da palavra). Mas o objetivo desse post não é ampliação da circulação do jornal, e sim, a campanha desenvolvida pela agência Espalhe.
A ação combinou o que o jornal tem de melhor (as manchetes) com os tradicionais “pratos do dia” dos restaurantes populares de São Paulo. Algumas mala-direta, na verdade “quentinhas”, foram enviadas para profissionais do mercado publicitário e público importante para o jornal. Para quem está em São Paulo pode acompanhar a campanha em alguns restaurantes locais.


Outro aspecto positivo da campanha é a possibilidade de colaborar. Segundo a agência Espalhe, a ação irá prosseguir nas próximas três semanas e o cidadão pode bolar sua manchete e etiquetar com a hashtag #meiahoraSP, que será analisada pelo jornal e, caso selecionada, estampada nos materiais publicitários.

Crédito das imagens: agência Espalhe

21

julho
2010
Time: 14:26

Jornal decide cobrar por comentário para acabar com o anonimato

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O Sun Chronicle, um jornal de Massachusetts, criou um mecanismo (no mínimo assustador) para evitar comentários anônimos no site do jornal: cobrar 99 cents dos leitores que quiserem fazer comentários nas notícias. A taxa é única e só pode ser realizada através do cartão de crédito.

A obrigação de fornecer o número do cartão de crédito foi adotada para identificar os autores dos comentários, uma vez que fornecer os dados do cartão significa fornecer um nome real e demais dados pessoais. De acordo com o Sun Chronicle, o mesmo nome que aparecer no cartão de crédito será utilizado para identificar o leitor ao registrar um comentário.

Segundo o blog do Roy Greenslade, o The Sun Chronicle chegou a suspender a caixa de comentários em seu site no mês de abril e com a medida espera impedir o anomimato em suas páginas. Oreste D’Arconte, editor do jornal, avisa “todos os comentários que violarem a política do veículo serão banidos”.

Em minha experiência prática no jornal Correio pude notar o quanto é simples moderar comentário, tendo em vista a mecânica binária - sim ou não, além disso, e o mais importante era o teor do comentário e não a sua identificação. Por outro lado, o anonimato, em alguns casos, era fundamental para complementar a informação veiculado no jornal. Vale destacar que, de forma anônima, as opiniões minoritárias tendem a aparecer mais e o anônimato é a segurança para o cidadão realizar uma denúncia.

A identificação, ainda que paga, como propõe o Sun Chronicle não diminui o rigor que os jornais precisam adotar para validar um comentário. Em suma, o jornal terá o mesmo trabalho na moderação, agora, certamente, em uma escala menor, já que o número de comentários será menor.

O ideal é ampliar as práticas colaborativas para a moderação/fiscalização dos comentários e mudar a cultura de moderação dos jornais. O HuffPo, por exemplo, desenvolve um eficiente sistema de auto-moderação. A partir do momento em que colaboram com o jornal, o cidadão ganham “bagdes” e a depender do nível/status podem até delatar comentários.

Dica do GJOL

14

julho
2010
Time: 12:44

Termos das buscas dos usuários pautará blog do Yahoo!

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O Yahoo! lançou nesta terça-feira (6) o blog The Upshot, cujo conteúdo será pautado pelos termos pesquisados no mecanismo de busca da empresa. A tentativa do Yahoo! é oferecer respostas para as “dúvidas” dos leitores - traduzidas nas buscas, bem como produzir conteúdo de acordo com a demanda e perfil dos leitores.

Segundo o Yahoo!, uma equipe irá analisar os termos mais pesquisados e sinalizar para a equipe de conteúdo - formada por dois editores e seis blogueiros - responsável pela elaboração de informações relacionadas às buscas. Você pode pensar que trata-se apenas de técnica CEO para atrair mais visitantes (e de fato é), porém alguns desafios são notórios:

1- os critérios de noticiabilidade podem modificar de acordo com os termos mais pesquisados, deixando de lado valores como a atualidade, relevância, proximidade e afins para cair em assuntos antigos.

2- a rotina dos jornalistas também será alterada pois a pauta será determinada (de fato) pela audiência, decodificada em termos pesquisados, e não os assuntos que a redação do Yahoo! pensa ser de interesse do seu público. Essa mudança de cultura profissional não é fácil.

James Pitaro, vice-presidente do Yahoo Media, disse ao NYT, que a grande diferença para os seus concorrentes será a capacidade de agregar todos esses dados. “A ideia de criação de conteúdo em resposta a demanda e necessidade do público é um componente importante para a estratégia”, opina.

De certa forma, essa tentativa de monitorar a “necessidade” dos usuários e, a partir daí, adequar o conteúdo, foi potencializada pela Web, principalmente com as ferramentas analíticas de visitas. As mais lidas, as mais comentadas e afins jã são utilizadas pelas redações como termomêtros para as apostas noticiosas dos jornais.

Os diferenciais do projeto do Yahoo! são :

1- organizar os termos mais pesquisados em uma base de dados dinâmica (quem sabe em tempo real) para a pesquisa dos “hits” do momento - mesmo que os termos não tenham uma relação direta com a atualidade;

2- incorpora práticas colaborativas na etapa inicial da construção da notícia: a pauta - a partir de milhares de buscas, que na verdade podem ser considerada uma mineração de dados realizada de forma aleatória pelos usuários;

3- aumenta a resolução semântica (Fidalgo, 2003) de determinado assunto, uma vez que a própria busca converte-se em dados - dados que estruturam o conhecimento e acesso a um determinado termos e/ou palavra - e são transformado em notícias complementares para os assuntos mais pesquisados.

07

julho
2010
Time: 16:23
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