Herdeiro do Caos

A revolução será remixada…

A Tarde aposta em infográficos na cobertura da chuva em Salvador

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Na mesa redonda que participei sobre os desafios do jornalista no século XXI apontei a necessidade de potencializar as narrativas multimídias nas páginas dos jornais. Para minha surpresa, o jornal A Tarde produziu nesta quinta-feira (8) um bom infográfico sobre a ameaça de chuva (que se concretizou) em Salvador. Podem ficar atentos que mais infográficos serão produzidos pelo jornal.

No infográfico é possível visualizar áreas com risco de desabamento, deslizamento e alagamento. A criação multimídia e editoração eletrônica foi realizada pelo Leandro Actis e a produção multimídia ficou ao cargo de Felipe Barbalho e Paula Pitta.

Para a professora Adriana Alves, mestre em comunicação e pesquisadora de infografia multimídia, “esta infografia demonstra avanços no que se refere à produção de infografias mais dinâmicas em relação ao que vinha sendo feita no jornal A Tarde, algumas totalmente estáticas e sem incremento quanto à narrativa infográfica”

Questionei a Adriana se o hiperlocal seria uma tendência para a infografia. A resposta: “não seria, em essência, tendência que vem se desenhando. Não é produtivo pensar em infográficos por temas, onde tudo pode ser infografado hoje em dia, em que as barreiras e limites são mínimos para tais produções. O que houve foi uma produção que retrata as chuvas que estão ocorrendo em Salvador, o Jornal é em Salvador, portanto, nada mais natural. É como se fosse fazer reportagem em texto sobre a chuva. A diferença é que eles infografaram”.

É justamente essa “diferença de infografar” que coloca-se como uma necessidade, um desafio para o jornalismo contar as histórias cotidianas e o mais importante como contar bem uma história.

A jornalista Paula Pitta que participou da elaboração do infográfico comenta que o produto “falou” mais do que um texto e atendeu aos internautas. Para ela, o conteúdo multimídia no jornalismo on line é o grande “filão do momento”. “Os internautas demonstram interesse nesse tipo de conteúdo e o jornalismo on line não pode se limitar a narrar os fatos através dos textos”, diz.

Paula Pitta pontua ainda que a notícia multimídia não deve se limitar ao texto. É preciso “pensar qual o melhor formato para contar essa história. Se for através de infográfico, você precisa fazer textos curtos e precisos, utilizar imagens, de preferência incluir vídeo e áudio (se for o caso). É necessário pensar a estrutura do infográfico para que ele fique claro e seja de fácil leitura e de preferência que seja interativo”.

Questionei a Paula se na prática é possível pensar a colaboração dos leitores/usuários em infográficos. A resposta:  “Sou defensora da participação do leitor (internauta) na produção da notícia. Acho que os leitores gostam de participação e se aproximam mais (fidelizam também) através da participação. Percebo que toda solicitação de interatividade é bem aceita pelos internautas, tem participação instantânea”

09

abril
2010
Time: 12:04

O Globo é o jornal mais popular do Brasil na Web, aponta pesquisa

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O jornal carioca, O Globo, é o veículo mais popular do Brasil, de acordo com a pesquisa da 4 International Media & Newspapers. No ranking mundial, O Globo ocupa a modesta 81ª posição, a melhor de um jornal brasileiro.

No top 10 brasileiro estão O Globo, O Estado de São Paulo, Correio Braziliense, Jornal do Brasil, Estado de Minas, O Dia, Correio do Estado, Lance!, Gazeta Esportiva e A Tarde (Bahia).

Já no top 10 mundial estão o The New York Times (EUA), The Guardian (Inglaterra), The People’s Daily (China), USA Today (EUA), El Mundo (Espanha), The Independent (Inglaterra), China Daily (china), International Herald Tribune (France), The Daily Telegraph (Inglaterra) e The Wall Street Journal (EUA).

A 4 International Media & Newspapers utiliza três critérios para definir o ranking de popularidade dos jornais, a saber: o PageRank do Google, total de links recebidos pelos jornais, baseados no Yahoo e o tráfego de visitantes identificados pelo Alexa.

Confira a lista dos jornais da Bahia mais populares da Internet*
A Tarde (Salvador) 10
Correio (Salvador) 26
Tribuna da Bahia (Salvador) 50
Agora (Itabuna) 124
Jornal Feira Hoje (Feira de Santana) 222
Jornal do Sol (Porto Seguro) 255
O Sollo (Porto Seguro) 261
Bahia Negócios (Salvador) 266
Novoeste (Barreiras) 300
Tabu (canavieiras) 311
Folha do Estado (Feira de Santana) 316
Jornal Primeira Página (Jacobina) 330
Folha da Bahia (Salvador) 340
Jornal do Sudoeste (Brumado) 359
A Notícia do Vale (Juazeiro) 371
Folha Sertaneja (Paulo Afonso) 373
Diário Sudoeste da Bahia (Vitória da Conquista) 384
Gazeta da Lapa (Bom Jesus da Lapa) 413
Jornal Impacto (Vitória da Conquista) 426
Tribuna da Região (Ubaitaba) 429
O Sertão (Conceição do Coité) 448
Tribuna da Costa (Porto Seguro) 705
A Voz (Xiquexique) 711

* No Brasil são cadastrados 746 jornais.

05

fevereiro
2010
Time: 14:55

A Tarde aposta em mobilidade para potencializar jornalismo colaborativo

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Tenho defendido aqui que é impossível pensar jornalismo colaborativo sem pensar nos dispositivos móveis. As experiências colaborativas começaram a perceber (bom sinal) de como o mobile pode potencializar a cobertura coletiva do cotidiano.

Após a CNN, o Grupo A Tarde (Salvador-Bahia) lançou mecanismo que permite aos cidadãos-repórteres enviarem conteúdo, sugestão de pauta ou denúncias em mobilidade. A iniciativa integra a expansão/aprimoramento do Cidadão Repórter - canal colaborativo desenvolvido pelo jornal.

O aplicativo pode ser acessado através do canal Mobi A Tarde (versão móvel do site e que também envia informações por SMS aos assinantes) e o usuário pagará apenas o custo dos dados enviado (preço definido pelas respectivas operadoras).

De acordo com o jornal, “as mensagens e arquivos enviados dos dispositivos móveis com acesso à internet caem diretamente na caixa postal do Cidadão Repórter, que, se necessário, poderá entrar em contato com o usuário de celular para este fornecer mais informações”.

Antes você clicar em outra aba aí do seu navegador, vale dar uma olhada em outras iniciativas do Grupo A Tarde envolvendo o ciberjornalismo.

06

janeiro
2010
Time: 9:48

Jornais baianos brigam por classe C e D

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Enquanto as empresas de comunicação debatem alternativas para lucrarem com o ciberjornalismo, na Bahia, os dois maiores jornais do Estado (A Tarde e Correio) apostam no poder de consumo das classes C e D na mídia impressa.

De acordo com informações do Jornalistas&Cia, o Grupo A Tarde estuda a possibilidade de lançar um jornal diário com uma roupagem popularesca. O novo produto deve chegar ao mercado no primeiro semestre de 2010, no formato berlinder ou tablóide, entre 24 e 32 páginas e custará menos de um real.

O preço é uma das estratégias do Grupo A Tarde para enfrentar o Correio (custa R$ 1), que após a mudança apresentou crescimento de 60% na circulação, o maior entre a mídia impressa do país. Ainda de acordo com a coluna do Jornalista&Cia, o Correio também prepara uma versão impressa ainda mais popularesca para competir com a possível publicação do A Tarde. E a briga promete, pois o Correio aguarda o lançamento do rival para definir o preço, ao que tudo indica será a metade do concorrente.

27

outubro
2009
Time: 10:07

Apontamentos para a história da imprensa na Bahia

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“Apontamentos para a história da imprensa na Bahia”. Este é o título do livro organizado pelo jornalista Luís Guilherme Pontes Tavares, lançado em homenagem ao bicentenário da instalação da imprensa no Brasil, comemorada em 13 de maio de 2008. A obra foi uma proposta da Academia de Letras da Bahia e da Assessoria Geral de Comunicação do Governo do Estado da Bahia – Agecom.

O livro, como indica o título, é um apontamento para se compreender os momentos mais marcantes da imprensa na Bahia, passando pela fundação do primeiro jornal, os cenários e realidades de cada época e como estes influenciaram a criação dos jornais e/ou dão pistas para o entendimento sobre o desenvolvimento dos jornais no estado. A obra é uma coletânea de artigos, memórias e discurso de governadores, jornalistas, historiadores e pesquisadores da temática. Em alguns textos, o relato quase pessoal da atuação da imprensa e suas características valem mais do que cronologia histórica de detalhes épicos sobre o tema.

“Cada contribuição busca enfocar um aspecto individual ou coletivo, sendo todos significativos para a reconstrução da história da imprensa. Trata-se de uma tentativa de preservar registros feitos, de maneira espontânea e a partir de várias dimensões e perspectivas, sem rigor acadêmico e sem maiores pretensões, salientando aspectos da trajetória da imprensa baiana”, diz o professor Sérgio Mattos, no prefácio do livro.

Os artigos reunidos no livro foram elaborados entre 1889 e 1986 por Aloysio de Carvalho, Aloísio de Carvalho Filho, Antonio Loureiro de Souza, Antonio Viana, Arthur Arezio da Fonseca, Honestílio Coutinho, Jorge Calmon, Luiz Viana Filho, Milton Santos, Octavio Mangabeira, Pedro Calmon e Raimundo Bizarria.

Narrar a história já um trabalho laborioso, fazer um resumo de detalhes volumosos presentes no livro, é uma tentativa frustrada de resumir. De qualquer modo, fica a indicação para aqueles que busquem entender parte da história da imprensa baiana e três momentos que julguei mais importantes do livro:

O início

Em seu artigo, o ex- Governador Octavio Mangabeira lembra que em 24 de dezembro de 1810 el-rei dom João VI autorizou o negociante português Manoel Antonio da Silva Serva que fundasse uma oficina de imprensa em Salvador, porém qualquer artigo a ser publicado precisava de autorização prévia do governo.

Em 14 de maio de 1811 iniciava a história do jornal Idade d’Ouro do Brazil, o primeiro do estado, em um pequeno cômodo no bairro do Comércio. A publicação contava com os escritos do bacharel Diogo Soares da Silva Bivar, emigrado português, e do padre Ignácio José de Macedo. O formato era in-4º, com tiragem bissemanal sob o lema “Falae em tudo verdades, a quem em tudo as deveis”. O jornal trazia ainda a nota “com permissão do governo”.

Imprensa Moderna

Até 1912, com o surgimento de A Tarde, os jornais baianos eram, acima de tudo, um instrumento político. O ex-Governador, Luiz Viana Filho costumava dizer que os jornais era um “seguro degrau para a vida pública”. Os repórteres e redatores eram praticamente amadores, sem nenhuma profissionalização, como mais tarde se notou com o nascimento do Jornal da Bahia em 1958. Em termo de organização da imprensa, observa-se o principio com a criação da Associação Bahiana de Imprensa, por Ranulfo Oliveira

Imprensa oficial

A história da Imprensa Oficial do Governo do Estado da Bahia teve início em 1912, após a posse de José Joaquim Seabra, que planejou a criação de um programa para normalizar o serviço de publicações oficiais, que até então era realizado por empresas particulares.

A inauguração data de 7 de setembro de 1915. O primeiro prédio estava localizado na rua da Misericórdia, entre a Praça Rio Branco e a Igreja da Sé, sob o comando de José de Aguiar Costa Pinto. 588 pessoas trabalhavam no órgão.

A primeira edição do Diário Oficial saiu a 1º de outubro de 1915 com 64 páginas. Na capa a foto do governador, e na seqüência informações sobre o regulamento da Imprensa Oficial, economia, política e notícias sobre o Estado.

Confira a ordem cronológica das primeiras publicações na Bahia

1812 – As Variedades ou Ensaios de Litteratura

1821

1 de março – Semanário Cívico

7 de abril – Minerva Bahiense

4 de agosto – Diário Constitucional

1822

10 de abril – O Constitucional

21 de junho – Sentinella Bahiense

12 de agosto – Espreitador Constitucional

24 de agosto – Idade de Ferro

2 de dezembro – A Abelha

1823

19 de agosto – Echo da Pátria

1824

13 de fevereiro – Grito da Razão

16 de novembro – Correio da Bahia

1827 – O Farol

1828 – O Soldado de Tarimba Sentinella Constitucional da Liberdade e a Gazeta da Bahia

1829 – A funda de David defronte do Bahiano, A Massa de Hercules

1830 – Imperial Brazileiro, Campeão Brazileiro, O Português

1831- O Sentinella da Liberdade, A Milícia, o Esquadrinhador, O Voto Bahiense, O Pereira, O Paschoal, A Jovem Bahiana, A Ronda dos Capadocios e Os Contrabandistas

1832 – O Tolo Fallador, Choradeira dos Banzelistas, a Quaresma Política, O Paschoal contra os Banzelistas, O Viajante, O Escrivão e revistando o portacollo, O descobridor de verdades, O diabo disfarçado em urtiga

1833 – O doudo nos seus lúcidos intervallos, a Conversa dos sinos da Bahia e a Gazeta Commercial da Bahia

1834 – O Frade, O Tribuno Brazileiro

1836 – O Gallo de Campina, Aurora da Bahia

1837 – O Recopilador ou Livraria dos Meninos

1839 – O Theiopolita, O Brazileiro, Dois de Julho

1840 – O Gafanhoto, O Peru, o Frade Leigo

1841 – Escola Domingueira , O Progresso

1843 – O Rabequista

1845 – A Marmota

1848 – O Século

1856 – Jornal da Bahia, O Povo, O Patriota, Diário de Notícias, Correio da Bahia

1857 – A Semana, A Opinião, O Norte, O Correio Mercantil, O Noticiador Católico, O Caixeiro NAcional

1858 – Jornal da Tarde

1875 – O Diário de Notícias

1887 – Gazeta da Bahia

1897 – O Abolicionista, A República Federal, O Republicano, O Pantheon, O Álbum Nova Cruzada, O Papão

1900 – Revista do Grêmio Literário da Bahia, Revista Moderna de Letras e Artes

1911 - Os Annaes

1913 – Bahia Nova, A Justiça, Ad Lucem, A Malagueta, Revista da Associação Typographica Bahiana, Seara de Ruth, O Correio, O Anúncio, O Bentivi

1915 - O Democrata

1918 - O Imperial, A Hora, Correio da Tarde, A Renascença, as revistas,A Fita, Revista da Bahia, o Etc, Jornal Moderno

1919 - Revista Única, A Máscara

1920 – O Correio, A Notícia, A Cidade, A Manhã, A Noite

1930 – A Época, Era Nova, Fôia dos Rocêro, A Luva

1958 – Jornal da Bahia, sob o comando de João Carlos Teixeira Gomes


Ficha técnica
Apontamentos para a história da imprensa na Bahia
Luís Guilherme Pontes Tavares (org.)
EGBA, Salvador, 2008

23

junho
2009
Time: 8:18

A Tarde lança versão móvel para iPhone

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Para aqueles que tem iPhone, a partir desta segunda-feira (1) podem acompanhar o canal do jornal para celular, com uma versão própria para o aparelho da Apple. A Tarde que já havia lançado a sua versão móvel (Mobi A Tarde), aposta agora no layout personalizado para o iPhone.

De acordo com o anúncio, os usuários podem acessar vídeos da Web TV, galeria de imagens, bem como o áudio das matérias. O Fernando Firminino destacou em seu blog, que a notícia em forma de áudio ainda é pouco explorada nas versões móveis dos jornais, o que merece destaque no projeto do veículo.

Por fim, vale citar o Marcelo Barreiro, gerente da área de TI de A Tarde, que diz:

“A versão do iPhone do Mobi vai estar em constante mudança e ampliação. Ainda em junho devem ser lançados novos canais voltados para serviços, como horóscopo e trânsito. O Mobi A TARDE já está disponível para todos os celulares desde janeiro, com mais de 20 canais, que contemplam notícias, promoções e serviços”.

*foto: Fernando Vivas | Agência A Tarde

01

junho
2009
Time: 12:02

A Tarde lançará projeto colaborativo Repórter Cidadão

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Duas boas notícias para quem pesquisa sobre o jornalismo colaborativo. Primeiro é o lançamento do livro “Citizen Journalism: Global Perspectives”, que será realizado durante esta  semana no ICA conference 2009. São 21 capítulos que abordam sobre as perspectivas e experiências colaborativas em diversos países (inclusive sobre o Brasil).

A segunda notícia soube através da jobomfim (via Twitter) que informa que o A Tarde irá lançar o projeto Repórter Cidadão na próxima segunda-feira (25). A idéia é “ouvir sugestões, denúncias e críticas do nosso público, checar informações e acompanhar todo o fluxo de produção do material jornalístico que possa ser pautado ou elaborado pela nossa audiência”, explicou o secretário de redação de planejamento do jornal, Wilson Gasino à reportagem do Master em Jornalismo.

Segundo Gasino, o Repórter Cidadão contará com uma “equipe treinada e dedicada para o diálogo com o cidadão”. Os colaboradores poderão participar através do email reportercidadao@grupoatarde.com.br e pelo telefone (71) 3340.8990. Repórter Cidadão contará ainda com o blog reportercidadao.atarde.com.br e do twitter www.twitter.com.br/reportercidadao para potencializar o diálogo com o cidadão.

Ainda de acordo com a matéria, o projeto levou oito meses para se consolidar e para a gerente de marcado de A Tarde, Hélide Borges, a iniciativa acompanha a tendência mundial de abrir mais espaço para o leitor: “Cada vez mais as pessoas querem participar da construção das notícias. Exemplo disto são as mais de 500 fotos de flagrantes da chuva torrencial que parou Salvador na primeira semana de maio. As imagens - publicadas inclusive na primeira página do jornal - foram enviadas pelos internautas, que participaram ativamente da cobertura em todas as mídias do Grupo A Tarde”.

Então é isso…a ver, a ver….

21

maio
2009
Time: 0:52

A Tarde inicia digitalização de acervo

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E seguem as inovações de A Tarde…após o QR Code, o jornal anunciou que até o final de 2009 o acervo de 1912 a 1999 será digitalizado. A partir de abril do próximo ano 25% dos arquivos já estarão na versão digitalizada.

Se a digitalização significa a preservação de parte da história da Bahia, contada nas páginas de A Tarde, o mais interessante do projeto é que ele será acessível ao público em terminais a ser instalado no Arquivo Público da Bahia e na Biblioteca Central dos Barris.

De acordo com o anuncio, o público terá acesso a todo o material produzido ao longo de 88 anos, poderá fazer buscas por temas e imprimir a página do seu interesse. O projeto custará R$ 700 mi, já aprovado pela lei Rouanet e Fundo de Cultura, com isenção de 100% do Imposto de Renda. Um bom negócio….

Ao todo serão 467 rolos de 35 milímetros, com redução de 21 vezes e cerca de 3 mil documentos/rolos, contendo toda a coleção do jornal no século XX, que passarão do suporte microfilmado para o digital. Para assegurar a conclusão do projeto no prazo previsto (12 meses), o trabalho será dividido em quatro lotes – cada um deles corresponderá a um período de 22 anos do jornal.

20

dezembro
2008
Time: 1:25

A Tarde aposta no QR Code para ampliar versão impressa

Posted by admin

atarde
O problema do jornal impresso sempre foi o espaço. O velho Chatô já dizia que notícia era algo para separar os anúncios publicitários, para piorar a vida dos colegas de redação. Como contar uma boa história em meia lauda? Como fazer com que o leitor entenda o caso, em poucas palavras? Além das falhas profissionais, o espaço do impresso é um dos agravantes para a crise por que passa o jornalismo.

Uma alternativa começou a ser testada pelo Jornal A Tarde: usar o QR Code para ampliar o conteúdo das matérias da versão impressa, seja audiovisual, gráficos, imagens ou complementações textuais.  Ainda é cedo para fazer previsões sobre o sucesso ou não da ferramenta, se o leitor utilizará ou não o sistema para se aprofundar em determinadas matérias, ou se manterá o hábito de leitura, que termina na quinta linha do primeiro parágrafo,o chamado LEAD. As vezes a manchete é suficiente…

O interessante é que, diante da anunciada morte do jornalismo, especialmente do impresso, o A Tarde aposta na convergência. A pouco tempo tivemos a reformulação do Correio da Bahia, agora apenas Correio * que comercialmente já apresenta resultados. Sinal dos tempos? Sem dúvida…

Antes de explicar como funciona o QR Code, algo me preocupa: a nossa cultura jornalística está preparada para tal mudança? Encontrei a resposta em uma semana de redação no jornal CORREIO*, para um questionamento que me acompanha desde que entrei na faculdade de jornalismo. Eis a resposta: a web é uma plataforma, a atividade/função/característica permanece a mesma, aliás com o apoio a tecnologia o jornalismo tem uma puta potência de se aproximar do que verdadeiramente o é, em teoria, é claro.

Por causa do anúncio de última hora a matéria caiu de três laudas para trinta linhas? Sem problemas…Reescrevo a matéria direcionando para o QR Code, onde poderei adicionar vídeos, o áudio da entrevista, imagens, texto relacionados. Tal possibilidade dá uma vida mais longa a notícia, mas, claro está na mão dos leitores. Usar ou não, eis a questão.
Parafraseando o nosso presidente Lula,”nunca na história desse país” os jornais se reinventaram tanto e ainda resta muito a se fazer…Se os jornalistas mataram o jornalismo, seremos nós os responsáveis por dar-lhe uma nova vida. Abaixo um QR Code

qr code

Segundo a matéria do A Tarde, “é a primeira empresa de comunicação do País a utilizar um QR Code acompanhando matérias de uma publicação impressa. A novidade faz parte do projeto de convergência de mídias do grupo. É a consolidação de uma dentre muitas outras ações multimídia que vêm sendo lançadas em sintonia com os avanços tecnológicos”.

Palmas para o A Tarde! E agora vamos ao funcionamento do QR Code, diretamente do blog do Gerson Souza, do qual copio, colo e dou o devido crédito pelas informações abaixo:

O que é QR Code?

O QR Code é um código de barras 2D que transmite diversas informações quando interpretado por um aplicativo especifico no celular. É uma tecnologia muito utilizada no Japão para publicidade e acesso a conteúdos exclusivos.

O que muda para o leitor?

Com a utilização do QR Code, o A Tarde pretende disponibilizar informações complementares ao texto da matéria. O leitor terá a possibilidade de ver outros textos, vídeos, fotos e áudio com um simples clique.

Como posso utilizar o QR Code?

Para utilização do QR Code é necessário fazer um download e instalação de um software especifico para interpretação do código. Celulares mais avançados como N95 já possuem nativamente o software.

Onde Baixar o software para utilização do QR Code?

Existem diversos sites que oferecem o serviço para criação e leitura de um QR Code. Eu recomendo o KaywaQR Code. que permite tanto a criação como a leitura de um

Veja como criar o seu QR Code

Baixe o software para leitura do QR Code

Software instalado, vamos ler o código de barras

Com o software instalado, basta abrir o programa e enquadrar o código de barras na telinha do aparelho.

Ao decifrar o código o usuário é redirecionado para o conteúdo que, no caso do Jornal A Tarde, será um link na internet. Lembrando que o usuário está sujeito a cobrança por parte da operadora para visualização do conteúdo.

*crédito da foto: Marco Aurélio Martins/Agência A Tarde

12

dezembro
2008
Time: 12:30