André Lemos fala sobre ciberdemocracia e o Futuro da Internet no Ciber.Comunica 5
A quinta edição do Ciber.Comunica (evento que acontece na Unijorge, em Salvador, até o dia 13 de maio) tem como foco o debate sobre a ciberdemocracia e as suas nuances. A abertura foi realizada nesta terça-feira (11) com a palestra do André Lemos, cujo foco foi o “Futuro da Internet”, seguido do lançamento do livro homônio escrito em parceria com o Pierre Lévy.
Eu e a Jeniffer Santos fizemos a cobertura da palestra via Twitter (a hashtag utilizada foi #cibercomunica5). Jeniffer gravou trechos fala do Lemos e disponibilizou aqui. Gravei um vídeo onde o Lemos comenta sobre Direito Autoral e Internet. (abaixo)
Compartilho as principais ideias do livro “O Futuro da Internet”, ou pelo menos as que julguei mais importante para facilitar o entendimento dos tweets, aúdio e vídeo. Já li a obra e destaco a atualidade e análise dos desafios e oportunidades ao se pensar em ciberdemocracia.
Para os autores, a ciberdemocracia tem como sinônimo a governança mundial, Estado transparente, cultura da diversidade, ética da inteligência coletiva. “A passagem ao governo eletrônico (e a reforma administrativa que ele supõe) visa reforçar as capacidades de ação das populações administradas em vez de sujeitá-las ao poder. As novas ágoras on-line permitem aos novos modos de informação e de deliberação política aparecem, enquanto o voto eletrônico vem completar o quadro de uma sintonia da democracia com a sociedade da inteligência coletiva” (pg. 33)
“A computação social aumenta as possibilidades da inteligência coletiva, e por sua vez, a potência do “povo”. Outro efeito notável dessa mutação da esfera pública é a pressão que ela exerce sobre as administrações estatais e sobre os governos para mais transparência, abertura e diálogo. Por último, devido ao caráter mundial da nova esfera pública, os movimentos de opinião e de ação cidadã atravessam cada vez mais as fronteiras e entram em fase com o caráter, ele mesmo planetário, dos problemas ecológicos, econômicos e políticos”. (pg. 14)
Pensando a comunicação nesse cenário, Lemos diz que mais comunicação implicará mais liberdade. “Sem controle estatal ou policial de produzir, consumir e distribuir informação”. (pg. 44) A Internet também potencializa a esfera pública midiática, uma vez que, ampliando a circulação da palavra minimiza o poder das grandes corporações midiáticas.
Sobre o voto eletrônico um argumento preciso “o voto eletrônico, é provavelmente um aspecto menor da ciberdemocracia, pois o que conta são as formas emergentes de conversação, de circulação da opinião e de debate. O voto deve ser a conseqüência dessa dinâmica” (pg 150)
Por fim, os autores traçam o grande desafio para a governança eletrônica: “os governos estão passando de uma relação de autoridade sobre os sujeitos a uma relação de serviço aos cidadãos, aos quais eles têm cada vez mais contas a prestar” (pg. 140)

Acabo de comprar o livro “







