Herdeiro do Caos

A revolução será remixada…

Desafio da mídia é atrair a atenção do leitor, diz editor-chefe da ‘The Economist’

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O programa  Milênio desta segunda-feira entrevistou o jornalista, historiador e editor-chefe da revista britânica The Economist, John Micklethwait sobre a situação do mercado do impresso. A entrevista é salutar, tendo em vista as teses apocalípticas de fim dos jornais impressos e anúncios de falência de diversas publicações importantes.

A The Economist vende 1 milhãos e 400 mil exemplares por semana e vai na contra-mão da crise mundial dos veículos impressos. Questionado sobre o equlibrio entre impresso e online, Micklethwait acredita que os leitores eletrônicos serão um diferencial, isso porque eles proporcionam a mesma sensação ao ler uma revista no papel: admirar, ou simplesmentes, quando se lê uma revista as pessoas se inclinam para trás e, segundo ele, os leitores eletrônicos resgatam esse hábito.

Para Micklethwait a grande luta da imprensa, atualmente, é pelo tempo das pessoas, em como tornar o seu produto agradável para ser folheado por 1h ou 20 mim. A “receita” do sucesso da publicação você acompanha na entrevista divida em dois blocos (aqui e aqui - deu erro no embed da Globo.com, por isso direciono o link para lá), que ainda aborda a relação entre mídia e política, mídia e Justiça.

24

agosto
2010
Time: 12:45

BCC cria ferramenta para melhorar visualização de dados

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Uma das primeiras lições que se aprende em uma faculdade de jornalismo é “o texto deve ser claro e de fácil entendimento para o público”. Tarefa simples, mas quando a pauta é sobre números ou o foco da notícia implica uma questão númerica e/ou quantidade a situação se torna um pouco mais complexa.

Como facilitar o entendimento do leitor em uma matéria onde consta: “Ao menos 5.000 barris de petróleo estão vazando diariamente no Golfo do México”? Experiência bacana para oferecer uma saída para tal desafio é o Dimensions, ferramenta de visualização elaborada (ainda em desenvolvimento) pela BBC em parceria com a agência Berg.

O objetivo da ferramenta  é criar visualizações interativas de forma mais rápida e agilizar o trabalho daredação, uma vez que os infográficos possuem um potencial para melhorar as narrativas jornalísticas. Em um rápido exercício com o Dimensions é possivel notar que a dimensão ou grandeza de um evento ou dado se adequa/aproxima da minha realidade espacial, por exemplo. Sim, o Dimensions segue a mesma dinâmica do IfItWasMyHome.

Vale dar uma olhada no post do PDA (crédito da foto) sobre o Dimensions

23

agosto
2010
Time: 15:53

Los Angeles Times aposta em mapeamento colaborativo para elaborar cartografia de bairros

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O Los Angeles Times desenvolve um projeto “Bairros” interessante de mapeamento colaborativo com estatísticas e informações sobre bairros de Los Angeles. Além de informações sobre a quantidade escolas, demografia, renda dos habitantes, o jornal indexa também as notícias sobre cada bairro elaborada pelo veículo e em breve irá adicionar dados da criminalidade por área.

De acordo com Los Angeles Times o projeto é inteiramente desenvolvido em software livre (Django, jQuery, OpenLayers e PostgreSQL) . A base de dados também foi disponibilizada  (API aberta) para os usuários sob uma licença de uso livre para remix e compartilhamento.

Crédito Foto: Google Maps Mania

23

agosto
2010
Time: 15:24

Jornal italiano venderá conteúdo através das operadoras de telefonia móvel

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O jornal italiano La Repubblica anunciou que os leitores poderão comprar a versão digital para smartphones a partir da conta de telefonia móvel. A medida vale apenas para clientes da Vodafone que possuam assinatura de algum plano da operadora. Os demais clientes poderão comprar as edições por cartão de crédito ou através do iTunes.

Em comunicado oficial, La Repubblica disse que bastará um clique para o usuário comprar os conteúdos via dispositivos móveis ou informando o número do telefone celular e uma senha, quando conectado através de um PC. A assinatura semanal custará 3,5 euro e uma edição simples 0,79 euro.

“O sistema será uma referência para o mercado de conteúdo do jornal em sua transição para novos modelos de acesso a conteúdos pagos e também será mais fácil para o cidadão comprar por impulso”, acredita Stefano Mignanego diretor do jornal.

Segundo Mignanego, apesar da cobrança via dispositivos móveis, o site do jornal continuará a ser livre. A versão digital do La Repubblica também estará disponível gratuitamente em tablets.

22

julho
2010
Time: 11:58

Jornal Correio cria projeto Leitor entrevista para potencializar colaboração

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Na mudança no site do Correio comentava o interesse do jornal em potencializar a colaboração e diálogo com o público. Uma ação para concretizar tal pensamento começa a ser desenvolvida pelo Correio, através do projeto Leitor entrevista.

A ideia é contar com a colaboração dos leitores na elaboração das perguntas para o entrevistado do mês. No total, as 10 melhores perguntas serão respondidas pelo entrevistado. Ivete Sangalo será a primeira entrevistada do projeto Leitor entrevista.

A iniciativa é interessante, principalmente por se tratar de uma nova fase para o Correio. Porém, é bem simples a ideia e poderia ser melhor desenvolvida. Quem sabe o autor da melhor pergunta poderia fazer a pergunta dos demais leitores, no momento da entrevista, coordenada por um jornalista da redação do Correio?

O Yoosk, por exemplo, permite aos usuários elaborarem questionamentos para relevância social ou política,formando uma rede de entrevistadores cidadãos. O Yoosk, composto por jornalistas e estudantes de jornalismo, se encarrega de entrar em contato com as personalidades pública e realizar a entrevista, com base nas perguntas elaboradas pela rede cidadã. Para isso, os questionamentos são colocados em votação e precisam atingir 100 votos.

20

julho
2010
Time: 12:12

Jornal decide cobrar por comentário para acabar com o anonimato

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O Sun Chronicle, um jornal de Massachusetts, criou um mecanismo (no mínimo assustador) para evitar comentários anônimos no site do jornal: cobrar 99 cents dos leitores que quiserem fazer comentários nas notícias. A taxa é única e só pode ser realizada através do cartão de crédito.

A obrigação de fornecer o número do cartão de crédito foi adotada para identificar os autores dos comentários, uma vez que fornecer os dados do cartão significa fornecer um nome real e demais dados pessoais. De acordo com o Sun Chronicle, o mesmo nome que aparecer no cartão de crédito será utilizado para identificar o leitor ao registrar um comentário.

Segundo o blog do Roy Greenslade, o The Sun Chronicle chegou a suspender a caixa de comentários em seu site no mês de abril e com a medida espera impedir o anomimato em suas páginas. Oreste D’Arconte, editor do jornal, avisa “todos os comentários que violarem a política do veículo serão banidos”.

Em minha experiência prática no jornal Correio pude notar o quanto é simples moderar comentário, tendo em vista a mecânica binária - sim ou não, além disso, e o mais importante era o teor do comentário e não a sua identificação. Por outro lado, o anonimato, em alguns casos, era fundamental para complementar a informação veiculado no jornal. Vale destacar que, de forma anônima, as opiniões minoritárias tendem a aparecer mais e o anônimato é a segurança para o cidadão realizar uma denúncia.

A identificação, ainda que paga, como propõe o Sun Chronicle não diminui o rigor que os jornais precisam adotar para validar um comentário. Em suma, o jornal terá o mesmo trabalho na moderação, agora, certamente, em uma escala menor, já que o número de comentários será menor.

O ideal é ampliar as práticas colaborativas para a moderação/fiscalização dos comentários e mudar a cultura de moderação dos jornais. O HuffPo, por exemplo, desenvolve um eficiente sistema de auto-moderação. A partir do momento em que colaboram com o jornal, o cidadão ganham “bagdes” e a depender do nível/status podem até delatar comentários.

Dica do GJOL

14

julho
2010
Time: 12:44

Termos das buscas dos usuários pautará blog do Yahoo!

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O Yahoo! lançou nesta terça-feira (6) o blog The Upshot, cujo conteúdo será pautado pelos termos pesquisados no mecanismo de busca da empresa. A tentativa do Yahoo! é oferecer respostas para as “dúvidas” dos leitores - traduzidas nas buscas, bem como produzir conteúdo de acordo com a demanda e perfil dos leitores.

Segundo o Yahoo!, uma equipe irá analisar os termos mais pesquisados e sinalizar para a equipe de conteúdo - formada por dois editores e seis blogueiros - responsável pela elaboração de informações relacionadas às buscas. Você pode pensar que trata-se apenas de técnica CEO para atrair mais visitantes (e de fato é), porém alguns desafios são notórios:

1- os critérios de noticiabilidade podem modificar de acordo com os termos mais pesquisados, deixando de lado valores como a atualidade, relevância, proximidade e afins para cair em assuntos antigos.

2- a rotina dos jornalistas também será alterada pois a pauta será determinada (de fato) pela audiência, decodificada em termos pesquisados, e não os assuntos que a redação do Yahoo! pensa ser de interesse do seu público. Essa mudança de cultura profissional não é fácil.

James Pitaro, vice-presidente do Yahoo Media, disse ao NYT, que a grande diferença para os seus concorrentes será a capacidade de agregar todos esses dados. “A ideia de criação de conteúdo em resposta a demanda e necessidade do público é um componente importante para a estratégia”, opina.

De certa forma, essa tentativa de monitorar a “necessidade” dos usuários e, a partir daí, adequar o conteúdo, foi potencializada pela Web, principalmente com as ferramentas analíticas de visitas. As mais lidas, as mais comentadas e afins jã são utilizadas pelas redações como termomêtros para as apostas noticiosas dos jornais.

Os diferenciais do projeto do Yahoo! são :

1- organizar os termos mais pesquisados em uma base de dados dinâmica (quem sabe em tempo real) para a pesquisa dos “hits” do momento - mesmo que os termos não tenham uma relação direta com a atualidade;

2- incorpora práticas colaborativas na etapa inicial da construção da notícia: a pauta - a partir de milhares de buscas, que na verdade podem ser considerada uma mineração de dados realizada de forma aleatória pelos usuários;

3- aumenta a resolução semântica (Fidalgo, 2003) de determinado assunto, uma vez que a própria busca converte-se em dados - dados que estruturam o conhecimento e acesso a um determinado termos e/ou palavra - e são transformado em notícias complementares para os assuntos mais pesquisados.

07

julho
2010
Time: 16:23

CMS e a produção colaborativa de conteúdo

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CMS. Estas três letras foram fundamentais para potencializar escritas coletivas e a plurivocalidade na rede mundial de computadores. No início da Internet, a ausência de sistemas e aplicativos de fácil manuseio impedia a apropriação pelos usuários das possibilidades de conversação e produção de conteúdo. A Web era mais “lida” do que “escrita”. Essa é a introdução do artigo que escrevi para a ed. 15 da revista colaborativa Espírito Livre. (link direto para o artigo)

Tem entrevista com Tristan Renaud, vice-presidente do Jahia Software Group, responsável pelo CMS Jahia; Mark Evans, líder do projeto glFusion e batemos um papo com Dan Fuhry e Neal Gompa, criadores do EnanoCMS. Também recebemos contribuições de Rafael Silva, criador do site Drupal Brasil, que em sua matéria traz motivos bastante convincentes quanto ao uso do Drupal, inclusive apresentando casos bem sucedidos de uso deste famoso CMS. Rafael Leal traz um questionamento pertinente no título de sua matéria: Usar CMS desvaloriza o meu trabalho?

Destaco também a coluna do Cezar Taurion fala sobre como contribuir para o Kernel Linux, enquanto Alexandre Oliva, aborda o tema Portabilidade, porém aplicado ao campo do software, uma proposta bem interessante por sinal.

Faça o download da revista e compartilhe

29

junho
2010
Time: 9:37

Evolução do consumo de informação nos últimos dez anos

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Apresentação do Lee Rainie, diretor da Pew Research Center’s Internet & American Life Project (abaixo), aponta as mudanças nos últimos dez anos no hábito de consumo de informação nos Estados Unidos. Destaco o consumo multimidiático de conteúdo, que de acordo a pesquisa, 92% dos entrevistados acompanham de 2 a 6 plataformas para manterem-se informados. A audiência também tornou-se mais participativa nos últimos dez anos. O crescimento neste período foi de:

- 25% comentam as narrativas;
- 17% publicam links em suas redes sociais;
- 11% etiquetam notícias;
- 9% publicam novas informações;
- 3% criam novos tweets

Os leitores usam cada vez mais as redes sociais para compartilhar e/ou comentar as informações, a saber:

- 72% comentam com amigos e familiares sobre o que acontece no mundo;
- 69% acreditam que acompanhar os jornais é uma obrigação cívica;
- 50% das pessoas confiam nas recomendações e/ou informações compartilhadas por seus amigos e familiares;
- 57% compartilham links de notícias;
- 30% recebem notícias diárias a partir das suas redes sociais;
- 13% seguem organizações e jornalistas nas redes sociais;
- 6% seguem notícias a partir de atualizações no Twitter

Os resultados indicam que os jornais precisam transformar as redes sociais em áreas de atuação do jornal, e isso precisa ser desenvolvido a partir de uma estrutura colaborativa e mediação diálogica. É preciso pensar em ventilar as notícias, tendo em vista o alto índicie de pessoas que compartilham informações em suas respectivas redes. A tarefa é potencializar os jornais como fornecedores de argumentos para as conversas cotidianas.

28

junho
2010
Time: 8:45

Crítica de Arte no Jornalismo Online

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Mini-documentário elaborado por João Araújo; Laís Vita; Marcel Ayres e Marcelo Lima aborda a “Crítica de Arte no Jornalismo Online”. Os entrevistados são Karla Brunet, Messias Bandeira e Fernando Firmino.

Dica da Adriana Rodrigues

27

junho
2010
Time: 16:20
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