Herdeiro do Caos

A revolução será remixada…

#intercom2010 jornalismo colaborativo em debate (parte 2)

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Apresentamos (eu e o Jorge Rocha, vulgo @exucaveiracover) no #gpciber do Intercom o artigo o webjornalista e a configuração de uma (nova) esfera pública comunicacional. A ideia básica é que a configuração de uma esfera pública comunicacional baseada em espaço relacionais e mediações conversacionais implica para o Jornalismo novas estratégias discursivas e produtivas em ecossistemas digitais.

No artigo buscamos evidenciar um maior embasamento teórico que oriente um modelo de atuação do jornalista em ambientes digitais relacionais e colaborativos, partindo do conceito de cartografia da informação e associando-o ao modelo News Diamond. Tal reconfiguração do papel do jornalista como mediador interacional está correlacionada com uma potencialização dos modelos de Jornalismo Colaborativo, buscando integração de ferramentas hipermidiáticas como redes sociais, em seu fazer produtivo.

Foi um bom debate e considerações bem interessantes sobre o artigo, que, certamente, auxiliarão o pensamento sobre o jornalismo colaborativo. Como digo sempre, o melhor dos eventos é a “materialização do avatar”, conhecer a turma pessoalmente e trocar ideias sobre as temáticas abordadas aqui no blog. Tem outros registros lá no Twitter.

O link para o artigo é esse e abaixo a apresentação realizado no #gpciber do #intercom2010

07

setembro
2010
Time: 20:54

Los Angeles Times aposta em mapeamento colaborativo para elaborar cartografia de bairros

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O Los Angeles Times desenvolve um projeto “Bairros” interessante de mapeamento colaborativo com estatísticas e informações sobre bairros de Los Angeles. Além de informações sobre a quantidade escolas, demografia, renda dos habitantes, o jornal indexa também as notícias sobre cada bairro elaborada pelo veículo e em breve irá adicionar dados da criminalidade por área.

De acordo com Los Angeles Times o projeto é inteiramente desenvolvido em software livre (Django, jQuery, OpenLayers e PostgreSQL) . A base de dados também foi disponibilizada  (API aberta) para os usuários sob uma licença de uso livre para remix e compartilhamento.

Crédito Foto: Google Maps Mania

23

agosto
2010
Time: 15:24

O que aprendi no Encontro de Blogueiros e Twitteiros com @jaqueswagner

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Salvador foi palco de um momento simbólico para as mídias sociais e colaborativas e sua relação com a esfera política nesta quarta (28). No Comitê Central do PT (BA) ocorreu o primeiro Encontro de Blogueiros e Twitteiros da Bahia com o governador e candidato a reeleição Jaques Wagner e demais candidatos em sua chapa. E é daí que deriva o simbólico da frase anterior.

Simbólico, pois foi o primeiro encontro entre políticos e a base, um momento onde as barreiras e burocracias foram deixadas de lado e a interação pode fluir livremente. Ainda que a interação entre o público presente fisicamente e virtualmente com os candidatos (?) não tenha sido realizada, ocupamos (falo enquanto usuário de redes sociais e colaborador) espaço importante no debate, ocupamos tradicionais espaços de poder e mostramos, na verdade materializamos, o discurso de como as mídias sociais e colaborativas podem fazer diferença em uma eleição.

A ubiquidade da comunicação, os efeitos pós-massivos potencializados pela Internet, a colaboração, a mobilidade e, sobretudo as possibilidades da conversação mediada pela Web e as Novas Tecnologias de Informação e Comunicação, foram repetidas como mantras em um ritual xamânico durante o encontro.

E aí temos mais um momento simbólico, pois quando um político diz que a Internet mudou a forma que ele se relaciona com o seu público/eleitor e reconhece que as pessoas tem mais poder para criticar, participar e sugerir temas para a campanha após a Web justifica um candidato a reeleição (vale ressaltar Wagner lidera a pesquisa - e a regra é não se expor quando se estar em primeiro lugar) convocar blogueiros e twitteiros para um encontro.

Durante o evento, Wagner disse duas frases, permita-me o leitor repetir a palvra, simbólicas. Primeiro diz que atualmente é impossível governar sem ouvir e dialogar com a sociedade, ainda mais que a Web potencializou as esferas de debate público e a segunda - ao seu estilo: papagaio velho tem medo de aprender.

@jaqueswagner, @dilmaboyoficial e @marcelobranco

As frases não revelam apenas um pensamento de Wagner, e sim, de uma geração, um método de se fazer política, ou melhor os desafios colocados para gestores e o próprio Estado. Esse desafio já começa de certa forma na campanha. Você até pode pensar que estou muito otimista nesse post, mas os mais de dois anos trabalhando no setor público permite diferenciar quando alguma mudança substancial se desenvolve na esfera pública.

O Marcelo Branco disse que a Internet retomou o sentido do voluntariado e o seu argumento é ratificado quando você assistir o vídeo abaixo elaborado por Pedro Henrique, o famoso @dilmaboyoficial. O cabra não é filiado ao PT, estuda publicidade e disse que sua ideia foi mostrar que o jovem se interessa por política e essa era sua forma de mandar o seu recado.

É engraçado, eu sei.

O certo é que essa mudança, ou desafios colocados para a política, também influenciam a comunicação. Se a Web reconfigura as relações entre esfera política e público/eleitor, se ampliou as ferramentas para a expressões das opiniões da sociedade, a comunicação e suas respectivas estratégias devem se basear pela conversação, em resumo: o objetivo da comunicação não deve ser apenas esperar que o blogueiro ou twitteiros publique o seu release. O ideal é gerar conversação na rede, incorporar a colaboração na plataforma política e comemorar quando o cidadão expressar sua opinião sobre a campanha.

Por fim, quando é que os candidatos vão transformar suas propostas de governo, sua plataforma política em ambientes wikis para amplo diálogo e escrita coletiva?

Quando é que as imagens das campanhas estarão sob uma licença livre?

crédito das imagens: Manu Dias/Bahiafotos

28

julho
2010
Time: 22:38

Revista Espírito Livre aborda vigilantismo na Web

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“Sorria, você está sendo filmado…” Esta frase é sempre lida em diversos locais que visitamos, como bancos, supermercados, shopping center, etc. E na internet? Como é atualmente ou como deveria ser?

Vigilância e internet é o assunto de capa da edição 16 da revista colaborativa Espírito Livre, que dentre outros destaco a entrevista com João Caribé sobre ciberativismo e um artigo interessante do Thalles Waichert, que é jornalista da editoria de Mídias Sociais do Terra Networks Brasil fala do controle, vigilantismo e resistências nas redes sociais.

Meu artigo (pag. 69 e 72) versa sobre uma lei municipal aprovada em Lauro de Freitas, município da Bahia, que regula o funcionamento de Lan Houses na cidade. Em resumo, a lei promove a invasão de privacidade e instala um clima de insegurança nos estabelecimentos.

20

julho
2010
Time: 14:45

Indymedia e o jornalismo colaborativo

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A rede Indymedia (CMI) é um marco na produção de conteúdo colaborativo, principalmente nos modelos em que transformam a comunicação e as novas tecnologias em ferramentas de luta para os movimentos sociais. Em entrevista à Eitb.com, Marko Txopitea, um dos milhares de colaborades do Centro de Mídia Independente (CMI), destaca bem a função do Indymedia desde 1999: plataforma para novos discursos (quase sempre silenciados pelos mass media), garantir a privacidade e anonimato dos colaboradores (ao contrário do Google, eles não identificam o seu IP) e fortalecer uma rede mundial de movimentos sociais a partir da Internet.

06

julho
2010
Time: 16:31

Evolução do consumo de informação nos últimos dez anos

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Apresentação do Lee Rainie, diretor da Pew Research Center’s Internet & American Life Project (abaixo), aponta as mudanças nos últimos dez anos no hábito de consumo de informação nos Estados Unidos. Destaco o consumo multimidiático de conteúdo, que de acordo a pesquisa, 92% dos entrevistados acompanham de 2 a 6 plataformas para manterem-se informados. A audiência também tornou-se mais participativa nos últimos dez anos. O crescimento neste período foi de:

- 25% comentam as narrativas;
- 17% publicam links em suas redes sociais;
- 11% etiquetam notícias;
- 9% publicam novas informações;
- 3% criam novos tweets

Os leitores usam cada vez mais as redes sociais para compartilhar e/ou comentar as informações, a saber:

- 72% comentam com amigos e familiares sobre o que acontece no mundo;
- 69% acreditam que acompanhar os jornais é uma obrigação cívica;
- 50% das pessoas confiam nas recomendações e/ou informações compartilhadas por seus amigos e familiares;
- 57% compartilham links de notícias;
- 30% recebem notícias diárias a partir das suas redes sociais;
- 13% seguem organizações e jornalistas nas redes sociais;
- 6% seguem notícias a partir de atualizações no Twitter

Os resultados indicam que os jornais precisam transformar as redes sociais em áreas de atuação do jornal, e isso precisa ser desenvolvido a partir de uma estrutura colaborativa e mediação diálogica. É preciso pensar em ventilar as notícias, tendo em vista o alto índicie de pessoas que compartilham informações em suas respectivas redes. A tarefa é potencializar os jornais como fornecedores de argumentos para as conversas cotidianas.

28

junho
2010
Time: 8:45

Criador do Google News lista cinco tendências para o jornalismo

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Krishna Bharat, criador do Google News, elencou cinco tendências para o jornalismo nos próximos cinco anos, durante sua conferência na Universidade de Stanford sobre inovação no jornalismo.

No vídeo abaixo, o criador do Google News defende que o jornalismo profissional não irá “morrer” e nos próximos cinco anos sofrerão grandes mudanças, a saber:

1- Especialização - as publicações serão mais especializadas, tanto em assuntos como por locais;
2- Foco nas redes sociais - nos próximos cinco anos, o uso das redes sociais será muito mais ampla pelos jornais e jornalistas;
3- Conteúdo será pago - Bharat acredita que as empresas de comunicação desenvolverão mecanismos mais eficientes para cobrar por conteúdo, bem como otimizar para o leitor a busca por artigos antigos;
4- Publicidade - Os anúncios serão mais inteligentes e focados no perfil d leitor;
5- Novos formatos - apesar de um pouco vago nesse tópico, Bharat acredita os conteúdos serão multidisciplinar e baseados no assunto e não mais nas editorias. Um determinado assunto será abordado por diversas editorias, substituindo as editorias como “agregadoras” de informação. Os assuntos moldarão a estrutura do jornal.

Exceto o tópico 5, os anteriores são bem óbvios, ou melhor esperamos que o assim se comportem os jornais daqui a cinco anos. Á lista de Bharat acrescento dois tópicos:

1- Potencialização das práticas colaborativas. Penso que os canais colaborativos irão cair em desuso, ou seja os leitores mandarão cada vez menos informações para os jornais. A tendência é que os jornais mapeiem e indexem os conteúdos a partir das plataformas sociais e colaborativas.

2- Os jornais serão mais abertos não apenas em termo de produção de notícia, mas irão suas respectivas API’s para a criação de novos aplicativos, tanto de consumo como de distribuição/produçãod e informações.

16

junho
2010
Time: 11:01

Apenas 25% dos jornais colaborativos publicam conteúdo diariamente, aponta pesquisa

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Estudo da Newspaper Research Journal comprova (obviamente): o jornalismo colaborativo não “matou” e nem “matará” os meios de comunicação massivos, pelo contrário, a colaboração complementa espaços deixados pelos mass media e contribui para se “fazer” um jornalismo melhor.

Para além dos aspectos meramente jornalísticos, os pesquisadores indicam que, economicamente, os jornais colaborativos não influenciam a venda (ou a queda) dos jornais ou acesso aos respectivos sites, tendo em vista que o acesso/distribuição gratuita dos produtos colaborativos complementa o consumo, ou seja, o cidadão não deixou de comprar um jornal tradicional para optar por um veículo colaborativo.

A pesquisa levanta uma questão interessante sobre o consumo: a substituição de um veículo por outro depende: 1) os atributos do primeiro produto deixa de atender as necessidades dos leitores; 2) a substituição ocorre entre produtos semelhantes: posso trocar o The New York Times pelo CNN, visto que ambos me ofertam o mesmo produto (o que muda é a qualidade), mas não deixo de ler o NYT para ler o meu blog, por exemplo.

Nessa seara de “deixar de atender as necessidades dos leitores”, os jornais colaborativos mostram sua força em coberturas locais e preenche as lacunas deixadas pelos próprios meios de comunicação massivos, tendo em vista que os mass media se ocupam em temas relacionados à grandes áreas geográficas.

Outro ponto em que o jornalismo colaborativo se destaca é em aproveitar a própria característica da Web: conteúdo livre, interação com o leitor e mais links (geralmente para outros sites) em suas narrativas informativas.

Entretanto, o estudo que analisou 86 blogs, 53 jornais colaborativos e 63 sites profissionais, ambientados na colaboração, (entre junho e julho de 2009) apontou que apenas 25% deles publicam conteúdo diariamente. A constatação é: mesmo que as mídias colaborativas tivessem por objetivo “matar” o jornalismo tradicional não conseguiria, por uma simples questão numérica (não tem conteúdo diário e, jornal é hábito/consumo diário, ou, atualizando o jargão, em tempo real)

07

junho
2010
Time: 6:00

Limites e desafios para o jornalismo colaborativo

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O professor Alejandro Rost (Universidade Nacional de Comahue) apresentou uma discussão interessante sobre a participação no jornalismo digital durante o 3er Foro de Periodismo Digital, realizado em Rosário (ARG). Não há novidade em relação ao que já abordei aqui no blog, mas o material é uma boa síntese para o debate.


Destaco a conclusão do Rost que sinaliza para uma necessidade em melhorar a qualidade dos canais para a participação, a partir da identificação dos usuários e que estes precisam aprender a colaborarem. “O jornalismo colaborativo não é a salvação do jornalismo”, pontua.

06

junho
2010
Time: 16:01

P2P é debatido na revista Espírito Livre

Posted by admin

A edição 14 da revista colaborativa Espírito Livre aborda o P2P e suas diversas nuances. Josh Bernard, que é um de nossos entrevistados da edição, utilizará BitTorrent para promover e distribuir sua próxima produção, uma série de TV chamada Pionner One. Também conversamos com Andrew Resch, desenvolvedor do Deluge, um software para compartilhamento de arquivos em BitTorrent. Walter Capanema comenta exatamente sobre o BitTorrent ser uma ferramenta para compartilhamento ou para pirataria, uma discussão que vai longe…

Jomar Silva inclusive diz que combater as redes P2P para impedir o compartilhamento é matar o mensageiro e não a mensagem. Alexandre Oliva também diz que o compartilhamento de obras culturais é natural do ser humano e que embora muitos tenham recorrido a modelos cliente/servidor, como é caso do BitTorrent, para ganhar acesso a obras através de bibliotecas, as práticas de empréstimo, doação, escambo e venda de obras diretamente entre pares é ainda mais antiga que a escrita.

Meu artigo desse mês é uma reflexão sobre ciberdemocracia, a partir do livro “O futuro da internet - em direção a cibermocracia planetária” de André Lemos e Pierre Lévy, lançado em abril. O artigo está nas páginas 65 a 67. Destaque também para as páginas 68 e 70, onde o Edgard Arthut Michel apresenta uma plataforma de crowdsourcing brasileiro, o CrowdLabore. Vale a pena conhecer o projeto.

03

junho
2010
Time: 11:13
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