Herdeiro do Caos

A revolução será remixada…

Jornal Correio cria projeto Leitor entrevista para potencializar colaboração

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Na mudança no site do Correio comentava o interesse do jornal em potencializar a colaboração e diálogo com o público. Uma ação para concretizar tal pensamento começa a ser desenvolvida pelo Correio, através do projeto Leitor entrevista.

A ideia é contar com a colaboração dos leitores na elaboração das perguntas para o entrevistado do mês. No total, as 10 melhores perguntas serão respondidas pelo entrevistado. Ivete Sangalo será a primeira entrevistada do projeto Leitor entrevista.

A iniciativa é interessante, principalmente por se tratar de uma nova fase para o Correio. Porém, é bem simples a ideia e poderia ser melhor desenvolvida. Quem sabe o autor da melhor pergunta poderia fazer a pergunta dos demais leitores, no momento da entrevista, coordenada por um jornalista da redação do Correio?

O Yoosk, por exemplo, permite aos usuários elaborarem questionamentos para relevância social ou política,formando uma rede de entrevistadores cidadãos. O Yoosk, composto por jornalistas e estudantes de jornalismo, se encarrega de entrar em contato com as personalidades pública e realizar a entrevista, com base nas perguntas elaboradas pela rede cidadã. Para isso, os questionamentos são colocados em votação e precisam atingir 100 votos.

20

julho
2010
Time: 12:12

Novo site do Correio potencializa navegabilidade

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Em agosto de 2008 eu escrevia uma crítica ácida ao então “novo site” do Correio e a recomendação era simplesmente “deletar” o site e construir outro. O que pouca gente sabe é que a crítica me valeu, posteriormente, o convite para trabalhar no Correio, mas isso é outra história.

Neste domingo chuvoso, na verdade, a exatamente às 0h1 desta segunda, a terceira versão do site Correio entrou no ar e volto ao blog para tecer comentários. Antes de iniciar os adjetivos vale retomar alguns debates/ações/pensamentos que motivaram as mudanças no site, afinal um projeto não nasce do espírito santo (amém).

Memórias
Quando pisei na redação do Correio, em dezembro de 2008, o editor de multimídia (que coordena o site), Gustavo Acioli, já comentava a necessidade de mudar a “cara” do jornal. Topei a tarefa e nos curtos quatro meses pude participar dessas tentativas de mudança.

A redação já estava integrada, mas, concretamente, ainda existia uma produção individual e sem comunicação entre o impresso e o online. Faltava uma cultura do “tempo real” para os jornalistas. Lembro das iniciativas da Amanda Luz, Jorge Gauthier, Carol Neves, Luciana Diniz e do próprio editor em “evangelizar” a redação sobre a importância do online, em como o site poderia convergir e complementar o impresso, ajudar, inclusive a vender mais jornal no dia seguinte, ou de como era importante divulgar a lista de um vestibular primeiro no site.

Apesar de poucos recursos humanos e tecnológicos nos aventuravamos nas redes sociais, seja distribuindo conteúdo pelo Orkut ou produzindo vídeos e subindo no YouTube, como na cobertura do Festival de Verão, para mim a melhor entre os jornais brasileiros em 2009. Fomos o primeiro jornal da Bahia a entrar e usar o Twitter em cobertura noticiosa, como o incêndio no Instituto de Química da UFBA, que sem dúvida influenciou os demais veículos jornalísticos a adotarem a mesma prática. Até o RSS foi criado durante esse tempo e algumas iniciativas potencializaram a colaboração no jornal.

Essa viagem continua, afinal o jornal é diário, mas paro por aqui para não esquecer de citar algum detalhe. Detalhes como os que foram citados acima, que julgo importantes para entender a fase gestacional de um projeto, que se materializou nesta segunda (24) com o lançamento do novo site. E vou falar dele pois é mais importante do que minhas memórias.

Análise
Na última quarta-feira (19) estive na redação do Correio para conhecer como funciona o sistema de gerenciamento de conteúdo e conhecer o novo site e, é claro, dar algumas sugestões para otimizar o projeto. É genial o novo site do Correio, principalmente a arquitetura, baseada em módulos, em contraponto a estrutura de colunas que ainda vigora no ciberjornalismo, bem como a navegabilidade que proporciona. O projeto foi desenvolvido pela Nomad (Malagueta Interativa)

Por falar em navegabilidade, essa é a grande aposta do editor de multimídia do Correio, Gustavo Acioli. “O objetivo é aumentar o tempo de navegação do leitor, proporcionar mais conteúdo e melhorar a usabilidade para o leitor”.

Fiquei encantado com o CMS (TYPO3) adotado pelo jornal, pois ele permite construir uma home rapidamente e com isso o leitor terá a sensação de uma atualização constante ao acessar o site. No CMS antigo você mudava um por um (manchete, flip, destaques). A liberdade que o CMS permite de organizar a página possibilita também usuar a arquitetura como componete para a narrativa (a manchete pode ser de esporte e depois mudar para mundo). Em uma palavra: os módulos podem dançar na página (a critério do editor). O que será constante também no site será a “dança” do logo do Correio, que mudará de lugar a depender do movimento dos módulos.

Na crítica de 2008 sinalizava a ausência do hipertexto no Correio. Agora o jornal passa a ter notícias relacionadas (é o básico mais não tinha) e a barra lateral serve ao objeto de Acioli, que é aumentar a navegabilidade do usuário, com vídeos, links para matérias e afins.

O espaço dedicado à colaboração (Vc no Correio) foi otimizada. Um sistema de votação das melhores notícias produzidas pelos cidadãos-repórteres foi criado, e as notícias mais votadas ganham destaque na home do VC no Correio. Coberturas colaborativas realizada via Twitter também serão incorporadas no espaço colaborativo.

Para colaborar será necessário um cadastro, pois cada usuário terá um perfil e suas colaborações ficarão organizadas/arquivadas em uma lista. A medida resolve parte do problema da credibilidade, pois o histórico colaborativo de determinado autor pode sinalizar a veracidade de suas informações.

A área de Multimídia ficou mais limpa e continuará a “armazenar” a produção audiovisual do jornal, que finalmente terá conteúdo multimídia. Os blogs migraram para plataforma Wordpress e a “capa” dos blogs ficaram mais amigáveis. O bom é que tanto “multimídia” como os blogs passam a compor as narrativas do jornal. Você terá a informação sobre o BA-VI e ao lado a opinão do blogueiro sobre o clássico do futebol baiano ou os gols da partida.

Na análise de 2008 utilizei a palavra “péssimo” para o site do jornal. Hoje “excelente” é a melhor definição. Em termo de arquitetura, navegabilidade e proposta conceitual julgo o Correio como o melhor site jornalístico da Bahia e entre os melhores do Brasil.

O grande desafio ainda diz respeito aos recursos humanos e cultura profissional. Apenas 10 pessoas (especificamente para o site) precisam dar conta da produção de conteúdo, do relacionamento com o leitor, atuar nas redes sociais, produzir conteúdo multimídia e mais, como a redação do impresso vai se relacionar com as demandas do novo momento do site. As estratégicas de marketing vão funcionar? As matérias serão um pouco mais analíticas e menos informativas? Como potencializar a colaboração?

Diante das “memórias” as previsões são otimistas. E para deixar vocês curiosos: fala-se em um editor de mídias sociais, mas também é ventilado a ideia de cobrar pelo acesso ao jornal online.

24

maio
2010
Time: 0:14

Jornais baianos brigam por classe C e D

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Enquanto as empresas de comunicação debatem alternativas para lucrarem com o ciberjornalismo, na Bahia, os dois maiores jornais do Estado (A Tarde e Correio) apostam no poder de consumo das classes C e D na mídia impressa.

De acordo com informações do Jornalistas&Cia, o Grupo A Tarde estuda a possibilidade de lançar um jornal diário com uma roupagem popularesca. O novo produto deve chegar ao mercado no primeiro semestre de 2010, no formato berlinder ou tablóide, entre 24 e 32 páginas e custará menos de um real.

O preço é uma das estratégias do Grupo A Tarde para enfrentar o Correio (custa R$ 1), que após a mudança apresentou crescimento de 60% na circulação, o maior entre a mídia impressa do país. Ainda de acordo com a coluna do Jornalista&Cia, o Correio também prepara uma versão impressa ainda mais popularesca para competir com a possível publicação do A Tarde. E a briga promete, pois o Correio aguarda o lançamento do rival para definir o preço, ao que tudo indica será a metade do concorrente.

27

outubro
2009
Time: 10:07

Blogosfera baiana é destaque no jornal Correio

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Reportagem desta segunda-feira, publicada na versão impressa (pg. 14 e 15) e online (11) do jornal Correio, escrito pela Maíra Moraes destaca a umbigosfera baiana, os principais projetos, como o mapeamento dos blogs do estado e o blogcamp-ba e os principais blogueiros da terra. O bacana, que apesar de citar exemplo individuais, mostrou que existe um grupo empenhado em fortalecer o cena blog na Bahia.

Maíra trouxe uma abordagem nova para a pauta, fugindo do tradicional o que são blogs e afins. A repórter, que também escreve no blog Papo de Gordo, sinaliza o voo de alguns blogueiros para além dos limites do estado, tornando-se referência em suas respectivas áreas, como Humberto Oliveira, do Buteco da Net, o Danillo Ferreira, do Abordagem Policial e o Leonildo dos Santos Junior (nome feio do diacho), 25, o Leo Baiano que gerencia 10 blogs e ganha uma $$$ com esta atividade, e outros camaradas.

A matéria cita o projeto que iniciei em 2008 de mapear a umbigosfera baiana e tem um bate-papo com este que vos fala. Ah! o mapeamento da blogosfera está em curso e é totalmente colaborativo, ainda falaei dele com mais detalhe aqui no blog, mas desde já vocês podem se cadastrar o blog neste link www.blogsba.com.br .

Confira a matéria na íntegra

* Imagem copiada do Xiscando, já que aqui do trabalho o upload de imagens é bloqueado
* Umbigosfera é apenas uma provocação/conceito

11

maio
2009
Time: 12:50

CORREIO é o único jornal brasileiro a ganhar uma medalha da Society Newspaper Design

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As mudanças deram resultado, não apenas em termos financeiros e na própria mudança em se encarrar o jornal Correio (antigo Correio da Bahia), veículo que este que vos fala dedica algumas horas do seu tempo e alguns neurônios também.

Vocês devem lembrar da reformulação da versão impressa do Correio, em agosto de 2008. O projeto gráfico fora elaborado por Guillermo Nagore, designer do The New York Times. Sairam do standard para o berliner. Minha crítica está aqui.

Bom, para alegria de tod@s na redação do CORREIO, a reformulação na versão impressa rendeu ao jornal a  medalha de prata na categoria de melhor remodelação visual pela tradicional Society for News Design. Vale ressaltar que esta foi também a única medalha concedida a um veículo brasileiro nesta edição do prêmio.

Confira  algumas capas do CORREIO:

O prêmio internacional coloca o jornal baiano à frente de publicações internacionais de renome, como a Chicago Tribune, dos Estados Unidos, e o Clarín, da Argentina. A medalha de ouro foi recebida pelo jornal semanal português Expresso.

A Society for News Design, sediada em Syracuse, nos Estados Unidos, foi fundada em 1979 e premia trabalhos na área do jornalismo visual. Mais de 2,6 mil membros fazem parte da organização, em 50 países.

Neste vídeo as mudanças foram apresentadas

(Either JavaScript is not active or you are using an old version of Adobe Flash Player. Please install the newest Flash Player.)

A cerimônia de premiação será realizada em Buenos Aires, nos dias 24 a 26 de setembro, quando também será lançado o catálogo de luxo da edição deste ano, com todas as páginas e jornais premiados.

É isso, parabéns ao jornal e aos seus repórter. Agora (puxando a sardinha para o lado do site, onde trabalho), quem sabe em 2010 o site do CORREIO seja premiado…

18

fevereiro
2009
Time: 20:33

Estou no Correio, mas não entrego cartas

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Não gosto de falar da minha vida pessoal aqui no blog. Primeiro: ela não é nada interessante. Segundo: vocês não teriam saco de ler meus devaneios e por fim, eu não tenho paciência para tal. Mas, neste domingo ensolarado, escrevendo este post à beira da piscina, quero compartilhar uma notícia com tod@s.

No início desta semana, deixei o (tranquilo) cargo de assessor de comunicação da Ouvidoria Geral do Estado da Bahia para assumir a (caótica) vida de repórter no jornal Correio*, o antigo Correio da Bahia. As mudanças já foram criticadas aqui no blog e agora posso vivenciar o processo por dentro, sendo co-autor de tal renovação. O melhor, e o que me fez trocar de emprego na hora, foi a proposta para produzir conteúdo para o site, ou em termos mais teóricos ciberjornalismo.

É chegada a hora da práxis. Em misturar a teoria e a prática, em observar in loco como se processa o habitus jornalístico, como são definidos os critérios de noticiabilidade, a corrida pela informação exclusiva, o eterno retorno da rotina jornalística, as tensões no campo do jornalismo e falhas, muitas falhas que ocorrem nas redações. Aliás, a redação de um jornal é o melhor ambiente para observação da teoria do caos.

Não me resta muito tempo, a bateria do notebook dá sinais que irá acabar em três minutos. Me distrai olhando a moça de biquini aqui na piscina. Putz! Chegaram mais duas moças. Agora são três. Sem problemas, consigo olhar para todas ao mesmo tempo, lá na redação (para os íntimos, radar) funciona de forma semelhante: rádio, tv, internet, telefone, tudoaomesmotempoeagora.

Não sei se dará tempo de publicar esse post, mas caso consiga, espero que ele funcione como o diário de Evan, no filme “Efeito Borboleta”, utilizado para recuperar sua memória e mudar o destino, tanto dele, como daqueles envolvidos em suas decisões.

07

dezembro
2008
Time: 11:19