Herdeiro do Caos

A revolução será remixada…

Hábito de consumo de notícias nos EUA é multimidiático, aponta pesquisa

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Pesquisa do Flowtown indica o hábito de consumo de notícias dos leitores dos Estados Unidos. Destaco dois índices importantes que ratificam a migração do impresso para o digital e como esse processo influenciou por sí só o hábito de leitura (me perdoem o clichê, mas muito mais ativo):

92% dos norte-americanos utilizam diveras plataformas para ter ciência dos acontecimentos;

37% dos leitores de jornais na Web participam na circulação das notícias, bem como colaboram na produção de conteúdo, a saber:

25% fazem comentários;
17% compartilham as notícias em suas redes sociais
11% fazem o taggeamento de informações
9% criaram novos textos
3% tuitam sobre as notícias lidas nesses jornais

Vale destacar que apenas 21% dos leitores dizem ser “fiéis” aos jornais, contra 65% que afirmam não ter um site favorito, ou seja, os leitores buscam aquilo que é do interesse particular e não leem jornais de acordo com a sua relevância e menu informativo. Curiosamente, as notícias mais populares nos jornais digitais dizem respeito a previsão do tempo, com 81%.

28

abril
2010
Time: 16:22

Jornalistas trabalham mais após a Internet

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Pesquisa da PRWeek 2010 / PR Newswire Media Survey sobre os profissionais e o mercado de comunicação nos Estados Unidos e Canadá indica que a Internet é o principal desafio e a oportunidade para o setor.

De acordo com a pesquisa, o medo de perder o emprego é continua presente entre os profissionais, mesmo após a crise econômica. Por outro lado, a Internet é vista como uma possibilidade de “fazer” um jornalismo melhor, porém, a carga horária ficou muito maior com a adoção das ferramentas online/integração das redações/migração do impresso para o online.

Principais conclusões

Jornalistas trabalham mais após a Internet

70% dos entrevistados disseram que a carga de trabalho ficou ainda mais pesada após a necessidade de escrever para Web se incorporou as rotinas produtivas. Dos entrevistados, 62% são obrigados a escrever para as seções de notícias online, 39% escrevem para o blog do jornal. Nos Estados Unidos,  37% dos jornalistas também são obrigados a atualizar o Twitter.

No Canadá, o índice é 55%, 30% e 30%, respectivamente.

Cresce o medo de perder o emprego

31% dos entrevistados disseram que temem a demissão. Em 2009, esse índice foi de 22%. De acordo com a pesquisa, o “corte de pessoal e no orçamento” impactam negativamente em seu trabalho. No Canadá a situação é semelhante, sendo o índice de “pessimismo” 21%.

Internet é a tendência para os próximos três anos

57% dos entrevistados disseram que a migração para o ciberespaço será a principal fator para o desenvolvimento dos jornais. Essa migração é visto como positiva, tanto como na evolução da interação com a audiência como  no desenvolvimento de novos produtos.

A velha utopia e a vaidade ainda reinam

Educar e informação é apontado como o principal papel dos jornalista na sociedade (50%). O curioso é que após a Internet, os jornalistas acreditam que está mais fácil “opinar” e que o seu papel não é apenas informar, mas também interpretar as notícias.

Questionados sobre o sucesso e a importância da construção de uma marca pessoal, 52% responderam como extremamente importante ou importante.

A ilusão dos blogueiros e a relação dos jornalistas como as redes sociais e mídias colaborativas

Para 52% dos blogueiros entrevistados, ele são jornalistas. De qualquer sorte, 20% deles vivem dos seus blogs e atuações na Web.

91% dos blogueiros outros blogs para pesquisa e apuração de uma informação. Nesse quesito, cai para 61% quando o recorte são jornalistas (explicável uma vez que blogs se baseiam em opiniões pessoais e jornais em apuração e novas notícias).

48% dos blogueiros ficam atentos as redes sociais como pauta. Esse número cai para 31% (jornais) e 27% (revistas).

Quando o assunto é Twitter (e seu uso como fonte de pesquisa) o índice é 68% para blogueiros e 36% para jornalistas - 19% repórter de jornal e 17% de revista impressa.

RP enxerga nas redes sociais uma possibilidade de diálogo com o público

74% ainda acreditam que e-mail é a melhor forma de divulgar um release e afins. Porém cresce de 31% (2009) para 43% aqueles que apostam nas redes sociais como mecanismos de ventilar as informações sobre seus assessorados.

03

abril
2010
Time: 9:00

Mercado de aplicativos para celular movimenta economia, aponta reportagem

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Vi no blog da Daniela Osvald, matéria do Jornal da Globo sobre o mercado de aplicativos para celular. De acordo com a reportagem, cerca de 3 bilhões de reais já foram movimentados pelos produtos para dispositivos móveis.

Aqui no Brasil apresenta-se as principais tendências do mercado e uma entrevista com Renato Pessanha, criador dos aplicativos mais populares do iTunes, que fala sobre o desenvolvimento de produtos para os dispositivos móveis.

No Japão, os aplicativos são uma alternativa para aumentar as vendas e enfrentar a concorrência, como um tradutor de idiomas que será lançado em breve no país. Pulando para os Estados Unidos e ironizando as “escapadinhas” de Tiger Woods, a matéria apresenta o app Tigertext, que apaga mensagens de textos após 40 segundos e o uso “proibidos” de aplicativos no trânsito, por exemplo.

25

março
2010
Time: 16:17

Notícia precisa ser “ventilada” e jornalista precisa repensar mediação na Web

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Pesquisa realizada pelo Pew Research Center sobre o hábito de consumo de notícia nos Estados Unidos revela dados curiosos sobre a “ventilação” da informação e a colaboração dos norte-americanos.

De acordo com o estudo, 75% das notícias lidas pela internet vêm do compartilhamento via e-mail ou redes sociais. Tenho dito aqui no blog que não basta pensar a otimização das técnicas de SEO, pensar em arquitetura da informação, em potencializar a interação a partir do visual, sem pensar em estratégias de “ventilação” das informações para além das páginas dos jornais. E aqui é claro entra as redes socias e mídias colaborativas.

Outro aspecto, que diz respeito a colaboração, apontado pelo estudo é que 37% dos norte-americanos interagem de alguma forma com a notícia, por meio de comentários, compartilhamento em sites como Facebook ou Twitter ou discussão em redes sociais.

Os dados ratificam o carater conversacional da Web e indica para o jornalista uma mudança no seu papel de mediador entre “realidade” e público. Não basta uma mediação conectiva (entre o fato e os leitores), mas um mediação relacional, que considere a audiência como co-autora na produção de conteúdo.

A pesquisa indica também uma reconfiguração da esfera de visibilidade pública, uma vez que a agenda pessoal dos cidadãos é cada vez mais influenciada pelas relações interpessoais, apesar desse conteúdo ser em grande parte filtrado do próprio mainstream midiático.

Aqui também cabe pensar na “multimidialidade do consumo”, tendo em vista que 92% dos norte-americanos acompanham a mesma notícia em múltiplos meios de comunicação. Atualmente, os comentários sobre a atuação dos personagens no Big Brother Brasil encontram no Twitter um campo fértil para o debate, troca de impressões entre os telespectadores do BBB conectados e até mesmo “campanhas” para eliminar um dos “hérois”, como prefere o Pedro Bial.

É um bom debate, quem sabe um artigo para o Intercom.

Em tempo…vale dar uma olhada no vídeo abaixo elaborado pelo Jesse Thomas com números da Web em 2009

JESS3 / The State of The Internet from Jesse Thomas on Vimeo.

02

março
2010
Time: 16:19

Geolocalização do Twitter não decola, aponta pesquisa

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O crescimento de novos usuários do Twitter está em queda nos Estados Unidos, mas, a boa notícia é o site de rede social tem atraido pessoas de outros países. Esta é a constatação da pesquisa Sysomos divulga nesta quinta-feira (14).

Em junho de 2009, 62% dos usuários eram originários dos Estados Unidos, agora o índice caiu para 50%. O Brasil cresce 2% e figura na segunda colocação no ranking de perfis, porém, em termos de tweets publicado o Brasil cai para terceiro lugar (6,73%).

São Paulo figura na terceira posição em número de usuários (1,47%) e o Rio de Janeiro em nono. Já em relação ao número de tweets, São Paulo fica em sexto (1,18%).

Geolocalização
Lançado em agosto de 2009, a API do Twitter, que permite a geolocalização nos tweets, não decolou. Apenas 0,23% dos tweets possuia dados de localização. Entretanto, existe algo a ser questionado na pesquisa entre a relação do local e os tweets. Os usuários publicam muitas informações sobre a sua realidade, seja informaçãoes sobre o clima, a situação do trânsito ou dicas de lazer para o fim de semana.

No contexto conversacional, o indivíduo não precisa frisar o “local”, tendo em vista que os seus seguidores sabem (a maioria) a sua localização. Por outro lado,  apesar do Zuckerberg apostar no “fim da privacidade”, o dado sinaliza que as pessoas não querem tornar pública sua localização. Outra questão é: até que ponto a localização acrescenta elementos a uma informação.Sem dúvida esse aspecto influenciou na pesquisa, bem como a pouco tempo de lançamento do API e o circulo fechado de usuários que contam com o serviço.

15

janeiro
2010
Time: 15:44

Toyota cria “ecotorres” de Wi-Fi para divulgar marca de carro nos EUA

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Genial a ação de marketing da Toyota para reforçar a marca do Prius, carro ecologicamente correto, nos Estados Unidos. A montadora espalhou células solares, em forma de margaridas, para funcionarem como “tomadas” para recarregar notebooks e celulares.

Além disso, as “ecotorres”, possuem ainda sinal de Wi-Fi gratuito para conexão dos usuários nas áreas onde foram instaladas. O projeto piloto foi lançado em Boston e de acordo com a Toyota, Nova York, Chicago, Seatle, São Francisco e Los Angeles serão as próximas localidades beneficiadas.

*crédito da foto: ecorazzi

27

julho
2009
Time: 0:12

Assim como no Brasil, EUA também podem censurar Internet

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Não é apenas no Brasil que projetos de lei atentam contra a privacidade, instalam o vigilantismo na internet e castram o poder colaborativo e o compartilhamento de conteúdo através da rede mundial de computadores. Nos Estados Unidos circulam duas propostas, no mínimo “escrotas” para regulamentar a web no país:

1- No Senado circula o Cybersecurity Act de 2009, que, resumidamente dá poderes ao presidente, sem nenhuma amarra judicial ou do Congresso, para desconectar da rede computadores públicos e privados em caso de uma “crise de cibersegurança”.

2- Se o Gofa (Global Online Freedom Act) for aprovado, as empresas americanas de tecnologia que atuam fora do país seriam proibidas de entregar diretamente dados de seus usuários em outros países aos governos locais. Para que os dados fossem distribuídos seria necessário a validação da “solicitação” pelo Departamento de Justiça dos EUA.

Matéria da Folha de São Paulo, destaca que os impactos que o Gofa teria sobre o Brasil:

“se o seu princípio fosse aplicado a todos, gente no Orkut investigada no Brasil, por exemplo, teria seus dados entregues à polícia brasileira somente após aprovação dos EUA”.

Então é isso, um olho no PL do Azeredo, o AI-5 Digital e o outro na legislação de outros países sobre a internet.

10

julho
2009
Time: 16:21

Formulação de políticas públicas contará com participação do cidadão, diz Casa Branca

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No post anterior citei as experiências da Agecom na utilização das redes sociais para o exercício da comunicação e destaquei  papel da comunicação na gestão pública. Mais uma ação comunicacional desenvolvida na/com a internet vem dos Estados Unidos.

A Casa Branca anunciou nesta semana o “Open Government Initiative”, que funcionará como um canal de interlocução com a sociedade para a formulação de políticas e participação popular na administração pública.

“Esta é uma oportunidade para debater ideias, discutir as mais promissoras e colaborar em nossos próximos passos”, disse Valerie Jarrett, assessora do presidente Barack Obama, em um vídeo disponível no blog.

Outro iniciativa, integrante do “Open Government Initiative”, foi o Data.gov, site que reúne informações sobre assuntos federais.

23

maio
2009
Time: 7:38

Leitores não se preocupam com morte dos jornais

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A morte de jornais locais não afeta os leitores nos Estados Unidos. Pelo menos é o que mostra a pesquisa do Pew Center for People and the Press divulgada nesta semana. O estudo foi realizado entre 2 e 4 de março de 2009 com moradores daquele país.

Para 43% dos leitores, a morte do jornal não causará algum dano. Entretanto, antes de qualquer conclusão premeditada, vale ressaltar que apenas 27% da geração Y (nascidos a partir de 1977) leem jornais, enquanto entre os mais antigos (nascidos antes de 1946) esse valor atinge 55%.

Segundo a pesquisa, entre aqueles que não se importam com o fechamento de jornais locais, 29% sabe que existe outras formas de se obter notícias (rádio, tv e internet). E apenas 10% disse que não ler jornais (locais).

Para quem pensa que os novos formatos “mataram” os jornais locais, engana-se. Para 20% das pessoas, estes veículos são pobres de conteúdo e para 5% eles são manipulados. E o pior, 9% dos entrevistados não acreditam que estes jornais sejam lidos por seus vizinhos.

Nem tudo está perdido
Os leitores que acreditam ou sentirão falta do jornais locais, argumentam: eles são importantes para noticiar a realidade local (30%). Para 18% as notícias são fundamentais e para 6% os jornais locais são melhores do que outros meios (tv, rádio, internet). 10% das pessoas disseram que gostam dos jornais e 12% só consomem-os por falta de diversidade.

Algumas considerações
Apesar do título impactante, vale destacar: o número de pessoas que deixaram de ler os jornais (em papel) e partiram para outros formatos é de 29%, dado semelhante aos que consideram os jornais ruins (20% = ruim + 5% = manipulados, totalizando 25%). Uma pergunta que a pergunta que a pesquisa não responde: é o mesmo público. Os insatisfeitos procuraram outras fontes? Perceba que eles não se importam com a morte dos jornais locais (impresso), mas já foram beber em outra fonte.

Para os leitores otimistas, estes jornais desempenham um papel importante,principalmente, para unir uma comunidade (por isso a moda é jornalismo hiper-local) e 6% ainda fazem uma cobertura melhor. Qualidade é investimento e não retorno. Esta é a grande lição da pesquisa.

15

março
2009
Time: 9:03

Nos EUA, jovens de classe média são os maiores colaboradores

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Pesquida da Netpop Research, o Media Shifts to Social 2009, revela que o perfil dos colaboradores na internet, nos Estados Unidos, é um público jovem (em média 33 anos) e de classe média. Não há diferença entre mulheres e homens.

A pesquisa é tendenciosa, já que teve como amostra 4.384 usuários de banda larga, acima de 13 anos de idade. De qualquer forma, indica para os profissionais de marketing (e para isso que foi realizado o estudo) os “hábitos e o perfil dos novos consumidores de mídia moldando os negócios hoje”.

De acordo com a pesquisa, o número de colaboradores equivale a 7% do total de usuários, que blogam, twitam, sobem vídeo no YouTube e afins.

Uma boa questão a ser analisada é a relação da classe social/idade e a natureza da colaboração.

10

março
2009
Time: 7:01
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