Herdeiro do Caos

A revolução será remixada…

Desafio da mídia é atrair a atenção do leitor, diz editor-chefe da ‘The Economist’

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O programa  Milênio desta segunda-feira entrevistou o jornalista, historiador e editor-chefe da revista britânica The Economist, John Micklethwait sobre a situação do mercado do impresso. A entrevista é salutar, tendo em vista as teses apocalípticas de fim dos jornais impressos e anúncios de falência de diversas publicações importantes.

A The Economist vende 1 milhãos e 400 mil exemplares por semana e vai na contra-mão da crise mundial dos veículos impressos. Questionado sobre o equlibrio entre impresso e online, Micklethwait acredita que os leitores eletrônicos serão um diferencial, isso porque eles proporcionam a mesma sensação ao ler uma revista no papel: admirar, ou simplesmentes, quando se lê uma revista as pessoas se inclinam para trás e, segundo ele, os leitores eletrônicos resgatam esse hábito.

Para Micklethwait a grande luta da imprensa, atualmente, é pelo tempo das pessoas, em como tornar o seu produto agradável para ser folheado por 1h ou 20 mim. A “receita” do sucesso da publicação você acompanha na entrevista divida em dois blocos (aqui e aqui - deu erro no embed da Globo.com, por isso direciono o link para lá), que ainda aborda a relação entre mídia e política, mídia e Justiça.

24

agosto
2010
Time: 12:45

Uso das Redes Sociais nas Eleições

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O programa Cidadania da Agência Senado entrevistou na última semana o Pedro Sorrentino, diretor do documentário Obama Digital, acerca do uso das redes sociais nas eleições. Não há muita novidade na fala do entrevistado , mas serve como um resumo da relação entre a esfera política e as mídias sociais (muito bem abordada) e uma comparação entre o que houve nos Estados Unidos e no Brasil.

Os dois primeiros vídeos são da entrevista e o terceiro (para quem ainda não viu) o documentário #ObamaDigital.

Obama Digital #obamadigital from Obama Digital on Vimeo.

16

agosto
2010
Time: 16:01

Jornal italiano venderá conteúdo através das operadoras de telefonia móvel

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O jornal italiano La Repubblica anunciou que os leitores poderão comprar a versão digital para smartphones a partir da conta de telefonia móvel. A medida vale apenas para clientes da Vodafone que possuam assinatura de algum plano da operadora. Os demais clientes poderão comprar as edições por cartão de crédito ou através do iTunes.

Em comunicado oficial, La Repubblica disse que bastará um clique para o usuário comprar os conteúdos via dispositivos móveis ou informando o número do telefone celular e uma senha, quando conectado através de um PC. A assinatura semanal custará 3,5 euro e uma edição simples 0,79 euro.

“O sistema será uma referência para o mercado de conteúdo do jornal em sua transição para novos modelos de acesso a conteúdos pagos e também será mais fácil para o cidadão comprar por impulso”, acredita Stefano Mignanego diretor do jornal.

Segundo Mignanego, apesar da cobrança via dispositivos móveis, o site do jornal continuará a ser livre. A versão digital do La Repubblica também estará disponível gratuitamente em tablets.

22

julho
2010
Time: 11:58

Revista Espírito Livre aborda vigilantismo na Web

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“Sorria, você está sendo filmado…” Esta frase é sempre lida em diversos locais que visitamos, como bancos, supermercados, shopping center, etc. E na internet? Como é atualmente ou como deveria ser?

Vigilância e internet é o assunto de capa da edição 16 da revista colaborativa Espírito Livre, que dentre outros destaco a entrevista com João Caribé sobre ciberativismo e um artigo interessante do Thalles Waichert, que é jornalista da editoria de Mídias Sociais do Terra Networks Brasil fala do controle, vigilantismo e resistências nas redes sociais.

Meu artigo (pag. 69 e 72) versa sobre uma lei municipal aprovada em Lauro de Freitas, município da Bahia, que regula o funcionamento de Lan Houses na cidade. Em resumo, a lei promove a invasão de privacidade e instala um clima de insegurança nos estabelecimentos.

20

julho
2010
Time: 14:45

Jornal Correio cria projeto Leitor entrevista para potencializar colaboração

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Na mudança no site do Correio comentava o interesse do jornal em potencializar a colaboração e diálogo com o público. Uma ação para concretizar tal pensamento começa a ser desenvolvida pelo Correio, através do projeto Leitor entrevista.

A ideia é contar com a colaboração dos leitores na elaboração das perguntas para o entrevistado do mês. No total, as 10 melhores perguntas serão respondidas pelo entrevistado. Ivete Sangalo será a primeira entrevistada do projeto Leitor entrevista.

A iniciativa é interessante, principalmente por se tratar de uma nova fase para o Correio. Porém, é bem simples a ideia e poderia ser melhor desenvolvida. Quem sabe o autor da melhor pergunta poderia fazer a pergunta dos demais leitores, no momento da entrevista, coordenada por um jornalista da redação do Correio?

O Yoosk, por exemplo, permite aos usuários elaborarem questionamentos para relevância social ou política,formando uma rede de entrevistadores cidadãos. O Yoosk, composto por jornalistas e estudantes de jornalismo, se encarrega de entrar em contato com as personalidades pública e realizar a entrevista, com base nas perguntas elaboradas pela rede cidadã. Para isso, os questionamentos são colocados em votação e precisam atingir 100 votos.

20

julho
2010
Time: 12:12

Jornal decide cobrar por comentário para acabar com o anonimato

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O Sun Chronicle, um jornal de Massachusetts, criou um mecanismo (no mínimo assustador) para evitar comentários anônimos no site do jornal: cobrar 99 cents dos leitores que quiserem fazer comentários nas notícias. A taxa é única e só pode ser realizada através do cartão de crédito.

A obrigação de fornecer o número do cartão de crédito foi adotada para identificar os autores dos comentários, uma vez que fornecer os dados do cartão significa fornecer um nome real e demais dados pessoais. De acordo com o Sun Chronicle, o mesmo nome que aparecer no cartão de crédito será utilizado para identificar o leitor ao registrar um comentário.

Segundo o blog do Roy Greenslade, o The Sun Chronicle chegou a suspender a caixa de comentários em seu site no mês de abril e com a medida espera impedir o anomimato em suas páginas. Oreste D’Arconte, editor do jornal, avisa “todos os comentários que violarem a política do veículo serão banidos”.

Em minha experiência prática no jornal Correio pude notar o quanto é simples moderar comentário, tendo em vista a mecânica binária - sim ou não, além disso, e o mais importante era o teor do comentário e não a sua identificação. Por outro lado, o anonimato, em alguns casos, era fundamental para complementar a informação veiculado no jornal. Vale destacar que, de forma anônima, as opiniões minoritárias tendem a aparecer mais e o anônimato é a segurança para o cidadão realizar uma denúncia.

A identificação, ainda que paga, como propõe o Sun Chronicle não diminui o rigor que os jornais precisam adotar para validar um comentário. Em suma, o jornal terá o mesmo trabalho na moderação, agora, certamente, em uma escala menor, já que o número de comentários será menor.

O ideal é ampliar as práticas colaborativas para a moderação/fiscalização dos comentários e mudar a cultura de moderação dos jornais. O HuffPo, por exemplo, desenvolve um eficiente sistema de auto-moderação. A partir do momento em que colaboram com o jornal, o cidadão ganham “bagdes” e a depender do nível/status podem até delatar comentários.

Dica do GJOL

14

julho
2010
Time: 12:44

Termos das buscas dos usuários pautará blog do Yahoo!

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O Yahoo! lançou nesta terça-feira (6) o blog The Upshot, cujo conteúdo será pautado pelos termos pesquisados no mecanismo de busca da empresa. A tentativa do Yahoo! é oferecer respostas para as “dúvidas” dos leitores - traduzidas nas buscas, bem como produzir conteúdo de acordo com a demanda e perfil dos leitores.

Segundo o Yahoo!, uma equipe irá analisar os termos mais pesquisados e sinalizar para a equipe de conteúdo - formada por dois editores e seis blogueiros - responsável pela elaboração de informações relacionadas às buscas. Você pode pensar que trata-se apenas de técnica CEO para atrair mais visitantes (e de fato é), porém alguns desafios são notórios:

1- os critérios de noticiabilidade podem modificar de acordo com os termos mais pesquisados, deixando de lado valores como a atualidade, relevância, proximidade e afins para cair em assuntos antigos.

2- a rotina dos jornalistas também será alterada pois a pauta será determinada (de fato) pela audiência, decodificada em termos pesquisados, e não os assuntos que a redação do Yahoo! pensa ser de interesse do seu público. Essa mudança de cultura profissional não é fácil.

James Pitaro, vice-presidente do Yahoo Media, disse ao NYT, que a grande diferença para os seus concorrentes será a capacidade de agregar todos esses dados. “A ideia de criação de conteúdo em resposta a demanda e necessidade do público é um componente importante para a estratégia”, opina.

De certa forma, essa tentativa de monitorar a “necessidade” dos usuários e, a partir daí, adequar o conteúdo, foi potencializada pela Web, principalmente com as ferramentas analíticas de visitas. As mais lidas, as mais comentadas e afins jã são utilizadas pelas redações como termomêtros para as apostas noticiosas dos jornais.

Os diferenciais do projeto do Yahoo! são :

1- organizar os termos mais pesquisados em uma base de dados dinâmica (quem sabe em tempo real) para a pesquisa dos “hits” do momento - mesmo que os termos não tenham uma relação direta com a atualidade;

2- incorpora práticas colaborativas na etapa inicial da construção da notícia: a pauta - a partir de milhares de buscas, que na verdade podem ser considerada uma mineração de dados realizada de forma aleatória pelos usuários;

3- aumenta a resolução semântica (Fidalgo, 2003) de determinado assunto, uma vez que a própria busca converte-se em dados - dados que estruturam o conhecimento e acesso a um determinado termos e/ou palavra - e são transformado em notícias complementares para os assuntos mais pesquisados.

07

julho
2010
Time: 16:23

Jornais na Web devem ser mais compactos? The Guardian aposta na ideia

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Após hackear a própria redação, o The Guardian resolve abrir a API para a comunidade e o Phil Gyford tem a brilhante ideia de potencializar a navegabilidade do jornal a partir de uma arquitetura de “passar a página”, semelhante a edição impressa.

Gyford escreveu um extenso texto onde explica “teoricamente” as suas impressões sobre arquitetura, usabilidade e navegabilidade dos jornais, atualmente, e datalhe o seu projeto, intitulado “The Guardian de hoje”.

Para Gyford, os leitores perdem muito tempo e precisam tomar muitas decisões para ler uma notícia nas versões digitais dos jornais. Segundo ele existe muito atrito, pois o leitor precisa filtrar uma grande lista de notícias publicadas na home (manchetes e destaques), escolher uma e depois voltar a home, por exemplo, para passar para a próxima informação.

Perceba que no projeto, o leitor “vira a página” a partir das setas laterais, após escolher uma editoria específica. Essa estrutura, segundo Gyford diminui a quantidade de atrito e transporta a sensação de “surpresa” para a Web, semelhante à folhear um jornal impresso.

Outro ponto de crítica diz respeito a legibilidade. Gyford foca sua queixa sobretudo aos espaços ocupados pela publicidade nas páginas dos jornais na Web. Para ele, as decisões de escolha do local para inserir um anúncio prioriza mais o interesse dos anunciantes do que a experiência do usuário. “O anúncio aumenta o tempo de carregamento de páginas e são uma distração irrelevante para o leitor enquanto ler o artigo”, pontua.

Radical, Gyford alfineta: o propósito principal de uma página é a leitura de um artigo (a publicidade e os jornais não pensam da mesma forma, viu Gyford).

Por fim, e o mais curioso, e que vai na contracorrente do ciberjornalismo, Gyford diz, diferente do jornal imprenso, no ciberjornalismo é impossível a sensação de “já sei tudo  o que aconteceu hoje”, ou que o autor chama de finishability. Note que a crítica é sobretudo a “extensão” do jornal na Web. No impresso, as notícias terminam quando você chega ao fim, mas no online, graças ao hipertexto e hiperlinks rompe com a ideia de linha de chegada.

“Não vou perder um pedaço de notícia importante pois esqueci de clicar em um link para uma seção de um site, ou porque voltei para home e fui ler outra coisa, me distrai”, argumenta.

O The Guardian de hoje deve ser visto como uma opção de leitura e não a arquitetura principal de qualquer jornal. Será interessante para aqueles usuários que busquem uma leitura mais dinâmica e, principalmente, de uma editoria específica. A arquitetura de “passar a página” certamente será potencializada em aplicativos como o iPad e o Kindle, mas dificilmente “adotada” como estrutura em websites, tendo em vista que a babel de links e a possibilidade de navegar em uma notícia, principais características do ciberjornalismo, colocam no clique do usuário o poder de definir o que ler e em que ordem será a sua experiência.

10

junho
2010
Time: 17:06

Salvador ganha totens com Wi-Fi, mas Prefeitura ainda estuda mecanismos de “cadastro” nos hotposts

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A Prefeitura de Salvador, em parceria com o setor privado, desenvolve uma iniciativa de instalação de hotpost público interessante na capital baiana. Até meados de julho serão instaladas 50 totens em diversos bairros equipados com Wi-Fi. Atualmente, cinco totens já funcionam parcialmente na orla de Salvador, segundo o executivo municipal.

De acordo com a ascom da SUCOM, órgão municipal responsável pelo licenciamento dos totens, os mecanismos que irão nortear o acesso aos serviço de Wi-Fi ainda não estão definidos, bem como se haverá cadastro, como ele será feito e os dados que (se adotado) serão solicitados ao cidadão. A previsão é que após a instalação dos 50 totens essas questãos sejam definidas.

Desde já vale destacar que endereços de IP não podem ser vinculados aos dados de um cidadão. É necessário ter cuidado com o tipo de cadastro adotado evitando ferir a privadicade do usuário e promover a vigilância da apropriação dos hotpost e, é claro, deve ser um serviço gratuito.

Além do Wi-Fi, os totens são equipados também com medição de raios solares, câmeras que monitaram o trânsito e toda movimentação em um ângulo de 90º, termômetro, relógio, entre outros.

crédito da foto: SUCOM

10

junho
2010
Time: 12:12

Caravana Digital: Em Salvador, Marcelo Branco debate Internet e Eleições

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“A sociedade em rede potencializa o empoderamento do indivíduo de forma inédita e esse processo pode mudar o curso das eleições”. A tese é do Marcelo Branco, ativista do software e conhecimento livre e atualmente coordenador de redes sociais da campanha de Dilma Rousseff, durante a etapa da Caravana Digital realizada nesta quarta-feira (26), em Salvador.

Branco lembrou que as redes sociais não foram criadas pela Internet. As redes sociais são espaços de convivência e sendo assim é impossível pensar uma campanha eleitoral na Internet sem potencializar a colaboração entre os cidadãos. “O cidadão não quer apenas ler as notícias sobre o candidato/campanha, ele quer participar, interagir”, disse.

Questionado sobre o desenrolar da campanha eleitoral na Web deste ano, Branco aposta que as ações na Internet serão baseadas em nichos e que a mediação nos processos conversacionais nas redes sociais e mídias colaborativas serão agregados pelos candidatos.

“A principal tarefa da campanha na Internet é organizar as pessoas. Devemos monitorar a campanha na Web, intervir nas redes e ir para as ruas”, recomenda.

Vale ressaltar a defesa do Marcelo Branco de que a “internet recupera o sentido de voluntariado nas campanhas eleitorais”, uma vez que o cidadão conta com mais ferramentas para participar, compartilhar ideias, influenciar pessoas, e a própria filosofia colaborativa da rede potencializa essa “participação ativa”.

Por fim, duas dica importantes para quem vai fazer campanha: 1- Busque audiência para o conteúdo e não para a plataforma (blog, orkut, twitter e afins). Ventilar o conteúdo é a lei. 2 - Não alimente trolls.

Registrei outras impressões sobre a palestra no Twitter e vale dar uma olhada na escrita coletiva da #caravanadigital em Salvador.

26

maio
2010
Time: 23:54
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