Herdeiro do Caos

A revolução será remixada…

Cennarium aposta em exibir peças via internet para fortalecer teatro

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Em um país onde 95% da população não tem acesso a teatro,  transmitir peças (gravadas) via Internet pode ser uma alternativa para aproximar o público da arte. Pelo menos essa é a concepção do Portal Cennarium, que entrou no “ar” no último sábado (27).

O projeto de 10 milhões, bancado pela empresa de mídias digitais Nortik, conta com cerca de 25 peças, e mais 40 já têm sua filmagem negociada. O valor do ingresso (virtual) para assistir as peças tem o preço minímo de R$ 10. A meta do projeto é a transmissão em tempo real de espetáculos.

“Mais que uma forma de diversão, a Cennarium se configura como uma nova ferramenta de inclusão social, cultural, educacional e digital, além de um recurso para a valorização desta milenar forma de manifestação artística, que é o teatro”, diz a nota oficial.

De acordo com o diretor do projeto, Roberto Lima, o Portal Cennarium permitirá também a interação entre atores e público. “A interatividade se dará por meio de chats com atores, blogs, Twitter e demais redes sociais. Outro serviço diferenciado será a loja virtual com produtos referentes aos espetáculos”. Segundo Lima, será possível acompanhar peças e demais recursos através do iPhone.

02

abril
2010
Time: 12:43

III Fórum de Música, Mercado e Tecnologia será realizado em Salvador

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De 11 a 14 de novembro será realizado o III Fórum de Música, Mercado e Tecnologia (FMMT), no ICBA Goethe-Institut (Corredor da Vitória) em Salvador. O objetivo do evento é organizar e fortalecer redes de trabalho na área musical. Destaque para os debates do dia 14 sobre Redes: Música e Ativismo, com Jeder Janotti, Cláudio Manoel e H.D Mabuse.

Programação abaixo:

04

novembro
2009
Time: 17:06

YouTube muda foco para gerar lucro

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Como traduzir o tráfego em lucro? Em tempo de Web 2.0 (sejá lá o que isso queria significar) é a questão mais polêmica e a sua resposta é mais buscada entre as empresas. O YouTube passou a apostar em conteúdo profissional como fórmula de geração de $$$. No mês passado, o YouTube fechou contrato com estúdios de Hollywood para criar canais oficiais das produtoras norte-americanas.

A idéia não é fechar as portas para o conteúdo colaborativo, mas incorporar o conteúdo profissional das empresas. A estratégia foi comentada por Ricardo Reyes, relações-públicas do site, durante evento em São Paulo.

Quem já trabalha neste modelo de negócio é o Hulu, que apesar de ter menos audiência do que o YouTube gera mais lucro do que o gigante. A Screen Digest estima gere US$ 65 milhões de investimentos com propagandas nos EUA, dos quais US$ 12 milhões se converteram em lucro líquido. Já o YouTube, gerou US$ 114 milhões, mas sem nenhum lucro.

Algumas emissoras pagam fortunas para ter seus shows e eventos (online). Pretendemos usar o site de vídeos como forma de “nortear a informação (…) É uma mudança de foco, da direção na qual pensamos”, disse Reyes.

Via iMasters

01

junho
2009
Time: 11:45

Crise faz BBC cancelar projeto de jornalismo colaborativo

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O resultado das experiências do jornalismo colaborativo começam a aparecer de forma mais concreta. A BBC anunciou o fim do Your Story, projeto colaborativo do media, iniciado em junho de 2008.

Nina Robinson, jornalista que coordenava o Your Story, comentou na página da BBC e no Twitter que a crise financeira foi a causa do encerramento do projeto colaborativo. “É triste, mas as prioridades financeiras são assim”, disse Nina.

Segundo a jornalista, a BBC irá manter os canais de colaboração e a perspectativa do jornalismo colaborativo, através do blog World Have Your Say ou o envio de imagens para a página do BBC News.

Percebam que a experiência colaborativa era bancada pela própria BBC, enquanto, penso eu, o jornalismo colaborativo deveria articular também a sustentabilidade econômica. Não que o objetivo fim fosse o lucro, mas que pelo menos o custo operacional do projeto fosse pago.

Os jornais ainda tratam o modelo colaborativo de produção de notícia, como um canal de participação ou uma necessidade de marketing, o desafio é tornar o jornalismo colaborativo uma atividade em si. Experiências recente do The Local, do New York Times, que busca autores e anunciantes no próprio local ou O Tucson Citizen da Ganneett, que criou um portal de blogueiros que produzem conteúdo sobre os acontecimentos em Tucson são bons exemplos de casar conteúdo e anúncio e não depender tanto da matriz.

28

maio
2009
Time: 14:36

Os jornais impressos não irão desaparecer

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Diferente dos discursos apocalípticos do fim dos jornais impressos, o presidente da Associação Mundial de Jornais (AMJ), Gavin O’Reilly acredita em outro futuro para o setor: os jornais irão continuar vivos.

Baseado em dados da AMJ, que engloba 18 mil jornais de todos os continentes, O’Reilly afirma que apesar da crise econômica mundial e a redução da publicidade nos jornais, o setor registrou crescimento de 1,3%, no comparativo de 2008 e 2007. No acumulado dos últimos quatro anos, o aumento foi de 8,8%. No total, 539 milhões de exemplares foram vendidos em todo mundo no ano passado.

O número de leitores que compram um jornal, diariamente, é de 1,9 bilhões no mundo. Se acrescentarmos os jornais de circulação gratuita teremos um aumento de 1,62% de leitores em 2008 e 13% nos últimos cinco anos.

Queda de vendas é setorizada

De acordo com os dados da AMJ, as vendas caíram 3,7% na Europa e nos Estados Unidos. Já na África, América Latina e Ásia houve crescimento, principalmente, nos três maiores mercados consumidores de informação: China, Índia e Japão. Estima-se que a queda da publicidade destinada aos jornais contabilizou 5% em 2008.

Otimismo para os próximos anos

O’Reilly acredita, que com o fim da crise, a publicidade volte aos jornais e equilibre as finanças. Atualmente, os jornais impressos abiscoitam 37% das verbas publicitárias no mundo. Questionado, sobre as constantes demissões e fechamentos dos jornais, o presidente da AMJ acredita que os medias já aprenderam a lição e encontraram novos modelos de negócios para manter a “vida”.

Via ElMundo

27

maio
2009
Time: 17:18

Citizens’ Global Studio: jornalismo colaborativo sob demanda

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Que o futuro do jornalismo passa pela sua relação com o público é óbvio e não apenas o diálogo, mas a produção colaborativa de conteúdo tod@s sabem. Entretanto, modelos desta relação são experimentados todos os dias e mais um para a lista é o Citizens’ Global Studio (CGS).

A proposta do CGS, que possui núcleos de produção em diversos países do mundo, é que a comunidade de colaboradores trabalhem a partir da demanda dos jornalistas, que propõem um tema aos cidadãos-repórteres que cuidam da apuração, levantamento de dados ou até mesmo a edição do material produzido.

Dei uma olhada no projeto, naveguei no site, vi algumas experiências, mas não gostei da filosofia “de cima para baixo” deste modelo de colaboração. Mais interessante seria o sentido bi-direcional desta troca, onde os próprios “voluntários” (como são intitulados os colaboradores), pudessem pautar também o mainstream midiático ou, a partir de uma demanda local, um jornalista profissional fosse “contratado” para auxiliar no processo produtivo.

De qualquer forma, a turma do Citizens’ Global Studio levantou um aspecto interessante, porém perigoso, nos modelos colaborativos de produção de conteúdo: o anonimato dos cidadãos-repórteres. Os colaboradores poderiam chegar aonde nenhum jornalista o faria, devido a sua identidade, e desenvolver melhor a pauta, bem como entrevistar fontes, e as pessoas tendem falar mais quando sentem-se iguais ao entrevistados e dar um olhar afeto a determinada realidade, já que (usando um clichê) só quem sente na pele é que sabe a dimensão do problema.

Outro aspecto curioso foi o reconhecimento da importância de um profissional no processo colaborativo Costumo dizer que apesar da mudança no fluxo da comunicação, da sociedade em rede, liberação do pólo emissor e demais elementos que contribuíram para a reconfiguração da paisagem comunicacional, a mediação é importante, mas sobre outros moldes: o jornalista precisa conectar o público ao conteúdo ou representação da realidade, mas também incentivar a conexão entre o público e se permitir adicionar novos olhares a sua narrativa. Para os idealizadores do CGS, a formação do jornalista e o conjunto de técnicas próprias a atividade é a alternativa para driblar a falta de credibilidade do conteúdo colaborativo.

“A união do jornalista com os cidadãos-repórteres reforça mutuamente a crebibilidade e relevância da notícia. Tal relação contribuirá para novas histórias e maior dinamicidade da informação, já que será uma escrita coletiva, cuja edição do produto final será realizada pelo jornalista, valorizando sua formação e conhecimento específico do profissional” (tradução livre), diz o texto do Citizens’ Global Studio.

Dica do Periodismo Ciudadano

23

maio
2009
Time: 8:08

Google pode comprar jornais, diz Eric Schmidt

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Para quem gosta daquelas teorias da conspiração de que o Google irá dominar o mundo, esta informação irá aumentar o pânico de alguns crentes em tal “revelação”. Em entrevista ao Finalcial Times, o presidente do Google, Eric Schmidt, disse que estuda a possibilidade de comprar veículos de comunicação. O interesse do Google teria aumentado após a crise financeira vivenciada por alguns jornais no setor de publicidade. Há quem aposte na compra de 20% das ações do New York Times pelo Google.

Schmidt deixa muito claro que o interesse em adquirir jornais não implica cruzar tecnologia com conteúdo. Para o presidente do Google, a saída é trabalhar com os responsáveis pela publicadade dos medias para melhorar o funcionamento dos anúncios online e criar sistemas de micropagamentos, mas (e é interessante a concepção do Schmidt) tal sistema seria apliacado apenas na mídia especializada, tendo em vista que as notícias cotidianas podem ser encontradas, gratuitamente, em outros sites.

Google News

Questionado sobre as críticas dos medias a indexação realizada pela Google News e, principalmente, sem nenhum retorno financeiro para os jornais, Schmidt disse buscar ampliar o diálogo com as empresas de comunicação para encontrar uma solução equilibrada para ambos.

Dívidas ainda são um problema

Dentre os jornais que estão na mira do Google, Schmidt comentou que eles ainda são muito caros e com grandes dívidas, ou seja, incorporar jornais, neste momento, na estrutura do Google não traria lucro.

Via El País

21

maio
2009
Time: 13:49

Conteúdo pago na internet não tem futuro

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Post do Periodismo Ciudadano resume o pensamento de duas das maiores referências no ciberjornalismo da atualidade, tanto pela qualidade dos produtos como por novas formas de negócios na atividade jornalística, sobre o pagamento de conteúdo no jornalismo como forma de superar a crise.

Pierre Haski, editor chefe do Rue89
e Turi Munthe, fundador do Demotix concordam que pagar para ter acesso ao conteúdo digital não é a melhor alternativa para o mainstream midiático. “O pagamento do conteúdo jamais cobrirá os gastos da produção”.

No Rue89, são três as fontes de renda: cursos para formação online para jornalistas, criação de sites para ong`s e entidades e micropublicidade. Mas Haski destaca algo que pode ser a “receita” para o sucesso: a qualidade e aproximação com o público.

“É estúpido pensar que o conteúdo na web precisa ser divulgado apenas mais rápido. É essencial qualidade na elaboração das matérias. Trabalhei no jornalismo tradicional durante 26 anos e as pessoas não confiavam nos jornalistas” sentencia.

Sobre a aproximação, o editor-chefe do Rue89 comenta “trabalhamos de forma transparente e mantemos o diálogo com nosso público, pois é ele que irá defender nossa companhia”.

Já Munthe, que tem como modelo de negócio no Demotix, a colaboração, firmou uma série de acordo para a comercialização da produção colaborativa para diversos meios de comunicação. O Demotix conta com 3.500 cidadãos-repórteres, em mais de 90 países.

“A redução dos correspondentes dos jornais em outros países potencializou a atividade do Demotix” explica Munthe, que acrescenta a ramificação dos cidadãos-repórteres, “que estão em todos os lugares e podem proporcionar novos olhares sobre os fatos”.

08

março
2009
Time: 3:41