Herdeiro do Caos

A revolução será remixada…

Marcos Palacios fala de Jornalismo em Bases de Dados e Mídias Sociais

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17

junho
2010
Time: 16:38

WSJ potencializa hiperlocalismo em Nova York

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Durante a apresentação do artigo “Jornalismo Participativo e Informação Hiperlocal“, de autoria do Nelson Oliveira, no Sessões Científicas (Petcom/Facom-UFBA), realizada nesta terça-feira (27), o foco do debate foi a necessidade de estratégias que precisam ser desenvolvida pelos jornais para potencializar a produção colaborativa e hiperlocalizada.

O Marcel Ayrestuitou” o anúncio da parceria entre o Wall Street Journal e o site FourSquare, cujo objetivo é ofertar aos usuários informações baseadas na localização através de dispositivos móveis. A cobertura do projeto atinge a área metropolitana de Nova York.

Imagine que você caminha pela cidade norte-americana e ao acessar o WSJ recebe dicas de restaurantes, museus e demais serviços. O jornal aposta também em “distintivos” o “Urban Adventurer”, guia para quem deseja visitar as cinco regiões de NY,o “Lunch Box”, guia de restaurantes na região e o BankerBadge, para aqueles que dedicam maior parte das suas vidas no Distrito Financeiro.

Apesar de pouco utilizado podemos pensar também que a tecnologia Bluetooth pode potencializar o jornalismo hiperlocal (em uma dimensão ainda mais micro) com informações baseadas na localização dos usuários. Um exemplo (dica da Jeniffer Santos) é projeto Bluetooth News desenvolvido no Centro Universitário Jorge Amado com notícias sobre a vida acadêmica e afins.

27

abril
2010
Time: 23:09

Notícia precisa ser “ventilada” e jornalista precisa repensar mediação na Web

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Pesquisa realizada pelo Pew Research Center sobre o hábito de consumo de notícia nos Estados Unidos revela dados curiosos sobre a “ventilação” da informação e a colaboração dos norte-americanos.

De acordo com o estudo, 75% das notícias lidas pela internet vêm do compartilhamento via e-mail ou redes sociais. Tenho dito aqui no blog que não basta pensar a otimização das técnicas de SEO, pensar em arquitetura da informação, em potencializar a interação a partir do visual, sem pensar em estratégias de “ventilação” das informações para além das páginas dos jornais. E aqui é claro entra as redes socias e mídias colaborativas.

Outro aspecto, que diz respeito a colaboração, apontado pelo estudo é que 37% dos norte-americanos interagem de alguma forma com a notícia, por meio de comentários, compartilhamento em sites como Facebook ou Twitter ou discussão em redes sociais.

Os dados ratificam o carater conversacional da Web e indica para o jornalista uma mudança no seu papel de mediador entre “realidade” e público. Não basta uma mediação conectiva (entre o fato e os leitores), mas um mediação relacional, que considere a audiência como co-autora na produção de conteúdo.

A pesquisa indica também uma reconfiguração da esfera de visibilidade pública, uma vez que a agenda pessoal dos cidadãos é cada vez mais influenciada pelas relações interpessoais, apesar desse conteúdo ser em grande parte filtrado do próprio mainstream midiático.

Aqui também cabe pensar na “multimidialidade do consumo”, tendo em vista que 92% dos norte-americanos acompanham a mesma notícia em múltiplos meios de comunicação. Atualmente, os comentários sobre a atuação dos personagens no Big Brother Brasil encontram no Twitter um campo fértil para o debate, troca de impressões entre os telespectadores do BBB conectados e até mesmo “campanhas” para eliminar um dos “hérois”, como prefere o Pedro Bial.

É um bom debate, quem sabe um artigo para o Intercom.

Em tempo…vale dar uma olhada no vídeo abaixo elaborado pelo Jesse Thomas com números da Web em 2009

JESS3 / The State of The Internet from Jesse Thomas on Vimeo.

02

março
2010
Time: 16:19

Credibilidade e jornalismo colaborativo

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Mecanismos para mensurar a credibilidade no jornalismo colaborativo é o principal desafio para as experiências pautadas pela colaboração dos usuários na produção de conteúdo.

Se já era difícil “validar” e “apurar” as escritas coletivas em um modelo de jornalismo colaborativo cidadão-media, a dificuldade aumenta quando adicionamos serviços de microblogs (Twitter) e redes sociais, pois o fluxo torna-se multidirecional e diante de um dilúvio informacional a capacidade para gerir a informação com êxito fica na berlinda.

Para tornar mais claro os argumentos acima basta relembrar da crise política em Honduras após o golpe que afastou Manuel Zelaya da presidência do país. Milhares de tweets informavam sobre os conflitos, pessoas feridas, discurso dos golpista e do presidente. Mas, como saber, diante da gama colaborativo o que era ou não verdadeiro, era ou não credível?

É uma equação matemática complexa: quanto maior o número de colaboradores maior o trabalho para “apurar” e/ou “validar” o conteúdo. Porém, se a “filtragem” for realizada pelos próprios cidadãos-repórteres pode existir também um ganho na credibilidade do produto final, ou seja a notícia.

Você deve estar pensando em um modelo wiki ou até mesmo o desenvolvimento de um software open source. E é com essa mesma concepção que o Ushahidi, umas das experiências mais inovadoras em jornalismo colaborativo na África, desenvolveu o Swift River, plataforma open source para gestão de informação.

An Introduction to Swift River from WhiteAfrican on Vimeo.

A idéia é reunir o maior número de informações sobre determinado fato e filtrá-lo (com o auxilio de máquinas e da própria comunidade) e convertê-lo em uma informação “apurada” e “credível” em tempo quase real. O Swift River foi pensado após a equipe do Ushahidi atuar no Haiti e ter ajudado a salvar algumas vítimas do terremoto a partir de um Tweet.

O Swift River pode ser dividido em três etapas:

1. Predictive Tagging - filtrar o conteúdo através das tags;

2. Verification and Taxonomy - considera localização e relevância das informações publicadas e posteriomente apurada com a rede de colaboradores;

3. Filtering by Authority and Trust - fontes confiáveis podem ser priorizadas aliada a potencialização do local de origem da informação.

O projeto mostra-se útil em questões hiperlocais e onde uma rede de colaboradores já está estabelecida para atuar na validação dos dados. Ainda há que se pensar se tal modelo teria êxito em experiências colaborativas mais globais. De qualquer forma é uma experiência em curso que pode responder aos desafios de credibilidade no jornalismo colaborativo.

Em tempo, vale lembrar o argumento da Ana Brambilla quanto pontua que a notícia jamais será beta. Diz a pesquisadora:

“uma vez publicada, a notícia ganha reconhecimento público e influencia no curso da sociedade, muitas vezes, de modo irreversível. Isso significa: ainda que os erros na notícia em jornalismo open source sejam como os bugs no que toca à fácil correção, a justificativa de um erro não é tão facilmente aceita na notícia como no software.”

29

janeiro
2010
Time: 15:34

AP atende chamado do Murdoch e rompe com o Google News

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E a convocação do Rupert Murdoch para que os jornais e agências boicotem o Google, em especial com o Google News, começa a dar resultado. A Associated Press (AP) rompeu a relação com o serviço de notícias da empresa e informações posteriores a 23 dezembro já não consta no Google News.

A motivação (oficial) da AP é a falta de acordo em relação a divisão dos lucros gerados pela publicidade online do Google. Porém, o viés dessa decisão é o questionamento da potencialidade da publicidade online e o Google como mediador de receita, ou como dizem no interior o meeiro (lucro divido ao meio).

No caso da AP, a sua principal fonte de receita provém das assinaturas dos meios de comunicação, logo o que vem do Google, ao que parece, não diferencia os rendimentos da agência.

Tenho insistido aqui blog sobre a decisão dos jornais em cobrar por conteúdo, que ao me ver será o grande debate para o jornalismo em 2010. Os rompimentos com o Google News (simbolicamente) fragilizam a publicidade online (aqui simbolizada pelo Google) e fortalecem a decisão dos jornais em cobrar por conteúdo e afastar o Google na geração de receita online.

15

janeiro
2010
Time: 17:02

YouTube lança canal para potencializar jornalismo colaborativo

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Após lançar o YouTube Reporters’ Center, projeto que tem por objetivo ajudar os cidadãos no aprendizado e tratamento da informação, o YouTube inaugurou um canal de “jornalismo colaborativo”, o YouTube Direct. Até o momento não existe intuito de se cobrar pelo serviço.

(Either JavaScript is not active or you are using an old version of Adobe Flash Player. Please install the newest Flash Player.)

A iniciativa tem uma dupla funcionalidade:

1- para os editores de emissoras de televisão e demais canais de conteúdo audiovisual o canal disponibilizará vídeos já “filtrados”. Considerando que a cada minuto são inseridos 20 horas de vídeos no YouTube, a pesquisa sobre uma catástrofe da natureza, por exemplo, tenderá a ser mais rápida.

2- Para os cidadãos-repórteres e para a prática colaborativa, o canal potencializará o valor testemunhal de determinados episódios e permitirá que a informação seja apropriada por um maior número de usuário (inclusive a própria mídia colaborativa e/ou social). Por fim, os meios de comunicação poderão contactar diretamente o autor do vídeo para maiores informações sobre o fato.

De acordo com o post no blog oficial do YouTube, os sites americanos Huffington Post, NPR, Politico, San Francisco Chronicle e duas estações da Boston TV já testam o serviço. É possível ainda que cada empresa personalize o arquivo para o seu site, graças a API do YouTube.

17

novembro
2009
Time: 16:12

Niiu: quando o ciberjornalismo influencia o jornalismo impresso

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E se você pudesse comprar um jornal impresso com as notícias do seu interesse? Este produto já existe, trata-se do Niiu, criado pela dupla Wanja Oberhof e Hendrik Tiedmann com circulação na Alemanha.

A estratégia, é claro, passou a ser vista como uma das alternativas para “salvar” a venda de jornais impressos. Diariamente os usuários podem escolher suas informações de veículos alemães e/ou internacionais, incluindo blogs e mídias colaborativas, que são convertidos em um jornal de 24 páginas, no formato berlinder, ao custo de 1,80 euro. (1,20 euro para estudantes)

(Either JavaScript is not active or you are using an old version of Adobe Flash Player. Please install the newest Flash Player.)

O exemplo do Niiu serve para sinalizar a reconfiguração entre os suportes comunicacionais. A personalização, característica do ciberjornalismo, possibilita ao usuário para configurar os produtos jornalísticos de acordo com os seus interesses individuais. Para quem ainda acredita que o ciberjornalismo “mata” as velhas formas de distribuição de notícia, esta aí um bom exemplo de como as característica da Web pode auxiliar (neste caso) o jornal impresso a atingir um público diferenciado.

Por outro lado, indica também uma mudança na concepção clássica do jornalismo, uma vez que os produtos impressos visam, sobretudo, a “massa de leitores”, o desafio agora é oferecer produtos personalizados e que considerem o gosto do leitor no cardápio diário jornalístico.

16

novembro
2009
Time: 15:46

O Globo será o primeiro jornal brasileiro a lançar versão para o Kindle

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E o jornal O Globo continua em suas apostas multimidiáticas e será o primeiro veículo brasileiro a lançar uma versão para o Kindle. Já comentei aqui no blog que a “venda” de notícia não pode se restringir a home dos jornais, é preciso fazer com que ela circule e navegue pelos mais diversos links e browser.

De acordo com o anúncio oficial, “a edição de O Globo no Kindle contém artigos encontrados na edição impressa, mas não inclui todas as imagens e tabelas” e “as edições são entregues automaticamente no seu Kindle a partir de 5:00 horário local do Rio de Janeiro via wireless”.

Em tempo, a Kindle anunciou também que irá comercializar o leitor de livros eletrônicos, em mais de 100 países (dentre eles o Brasil) a partir do 19 de outubro. Consumidores de países da Ásia, África, Europa e América do Sul poderão adquirir o leitor eletrônico por 279 dólares, na versão de seis polegadas e compatível com padrão de redes sem fio internacionais.

Veja também a lista dos jornais que irão “circular” no leitor do Kindle.

07

outubro
2009
Time: 16:52

EL PAÍS irá vender conteúdo através do Kindle

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Destaquei em alguns posts, as possíveis mudanças que serão causadas pelo Kindle, seja no hábito de leitura, consumo de informação e circulação do conhecimento, bem como as estratégias que as editoras adotaram para a comercialização de e-books. Entretanto, as análises concentravam-se apenas no mercado de livros.

Para trazer mais elementos, que podem confirmar a viabilidade do Kindle como suporte de leitura, o EL PAÍS anunciou nesta semana, que irá comercializar conteúdo noticioso através do Kindle. Além do EL PAÍS, o jornal esportivo As y e o Cinco Días, especializado em economia, também serão comercializados. A iniciativa que já deve vigorar nos próximos meses nos Estados Unidos, tem como objetivo:

“apostar na distribuição de conteúdo do Grupo PRISA através de diferentes meios de dispositivos eletrônicos, contribuindo com a inovação e adaptação das mudanças tecnológicas do veículo”

Tenho dito, que “vender” a notícia não pode se restringir as homes dos jornais, é preciso fazer com que ela circule e navegue pelos mais diversos links e browser. A experiência do EL PAÍS merece ser acompanhada atentamente, principalmente, no aspecto comercial, pois, o sucesso irá influenciar a entrada de outros jornais nesta área.

23

julho
2009
Time: 16:24

Chicago Tribune aposta em mídias colaborativas e hiperlocalismo

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O jornal Chicago Tribune antecipou o lançamento do ChicagoNow e colocou no ar o portal, mix de jornalismo colaborativo, recursos de mídia social, loja virtual, rede de blogs e opiniões de celebridades, que terá como foco o hiperlocalismo.

O projeto ainda passará por reformulações, mas já conta com cerca de 30 blogs especializados. A expectativa é que até o final de 2009, mais 50 blogs sejam somados ao ChicagoNow. Em termos de audiência, a meta é atingir 35% do tráfego local da web.

Via JW

29

maio
2009
Time: 12:07
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