Herdeiro do Caos

A revolução será remixada…

Evolução do consumo de informação nos últimos dez anos

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Apresentação do Lee Rainie, diretor da Pew Research Center’s Internet & American Life Project (abaixo), aponta as mudanças nos últimos dez anos no hábito de consumo de informação nos Estados Unidos. Destaco o consumo multimidiático de conteúdo, que de acordo a pesquisa, 92% dos entrevistados acompanham de 2 a 6 plataformas para manterem-se informados. A audiência também tornou-se mais participativa nos últimos dez anos. O crescimento neste período foi de:

- 25% comentam as narrativas;
- 17% publicam links em suas redes sociais;
- 11% etiquetam notícias;
- 9% publicam novas informações;
- 3% criam novos tweets

Os leitores usam cada vez mais as redes sociais para compartilhar e/ou comentar as informações, a saber:

- 72% comentam com amigos e familiares sobre o que acontece no mundo;
- 69% acreditam que acompanhar os jornais é uma obrigação cívica;
- 50% das pessoas confiam nas recomendações e/ou informações compartilhadas por seus amigos e familiares;
- 57% compartilham links de notícias;
- 30% recebem notícias diárias a partir das suas redes sociais;
- 13% seguem organizações e jornalistas nas redes sociais;
- 6% seguem notícias a partir de atualizações no Twitter

Os resultados indicam que os jornais precisam transformar as redes sociais em áreas de atuação do jornal, e isso precisa ser desenvolvido a partir de uma estrutura colaborativa e mediação diálogica. É preciso pensar em ventilar as notícias, tendo em vista o alto índicie de pessoas que compartilham informações em suas respectivas redes. A tarefa é potencializar os jornais como fornecedores de argumentos para as conversas cotidianas.

28

junho
2010
Time: 8:45

StarNews lança modelo de jornalismo colaborativo baseado nas perguntas dos leitores

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O StarNews, jornal localizado na Carolina do Norte (EUA), desenvolve um interessante modelo de jornalismo colaborativo. Através do canal MyReporter, os leitores podem fazer perguntas sobre assuntos relacionados a região e os jornalistas respondem. O StarNews possui também o Brunswick Voice, modelo tradicional de produção colaborativa de conteúdo.

Penso que tal modelo de jornalismo colaborativo possibilita uma mudança dos critérios de noticiabilidade, uma vez que a pauta é definida pelo próprio cidadão, ele irá ler no jornal o que realmente quer saber e não informações que os editores/jornalistas julgam ser de interesse dos leitores.

Em uma rápida análise das perguntas dos leitores observa-se,sobretudo, a necessidade de notícias hiperlocais, como “O que será construido ao lado do restaurante Whitey´s?” ou “Quem regula as empresas de tv a cabo”?. Curiosamente (só a título de exemplo) nenhum dos dois assuntos foram abordados pelo StarNews, o que pode indicar ao próprio corpo editorial do jornal, boas sugestões de pautas para serem abordados no veículo.

Dica da Gabi e Groc

25

janeiro
2010
Time: 11:05

10 dicas para ser um bom cidadão-repórter

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O site NewsMeBack publicou uma relação com 10 conselhos básicos para o bom exercício do jornalismo colaborativo, a saber:

1- Seja realista - verifique cada informação antes de escrever.

2- As notícias estão ao seu redor esperando para ser contadas - fique atendo aos acontecimentos ao seu redor, pois podem se transformar em boas notícias.

3- Escreve sua opinião - use sua perspectiva para abordar determinado assunto. Esse olhar particupar é o diferencial.

4- Compartilhe seus trabalhos - A sua história será vista por mais gente.

5- Não maqueie as notícias - Os leitores não gostam de mentiras

6- Escreva sobre coisas cotidianas - Priorize as notícias da dia a dia.

7- Não exagere nas descrições - Um descrição simples é sempre melhor.

8- Seja objetivo - A melhor informação é aquela mais exata.

9- Utilize sempre uma gramática correta - Facilitará o entendimento da sua história se você escrever corretamente.

10- Ande sempre com um caderno, um laptop, um celular e uma câmera digital - Nunca se sabe quando acontecerá algo interessante.

Conselhos também disponíveis no vídeo abaixo:

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Via Periodismo Ciudadano

12

dezembro
2009
Time: 13:53

Crise afeta autonomia jornalística, aponta pesquisa

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Pesquisa da Associação dos Jornais de Madri (ESP) aponta que a crise econômica afetou a autonomia informativa dos jornais, uma vez que a pressão dos anunciantes e instituições é cada vez maior. O estudo ouviu mil jornalistas de todo o país, ou seja, a opinião de quem faz o jornalismo.

Para 57,5% dos diretores dos veículos, a independência jornalística foi abalada pela crise. De 0 a 10, os jornalistas classificaram a autonomia da imprensa com a nota 4,6. De acordo com a pesquisa, a crise afetou também a credibilidade das notícias (a nota foi 3,1).

As condições de trabalho também sofreram com a crise. 29,4% dos jornalistas tiveram perda salarial e as demissões atingiram 16%. 41,3% dos entrevistados mencionaram a preocupação com a instabilidade profissional.

12

dezembro
2009
Time: 13:32

Murdoch e o futuro do jornalismo

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“Alguns jornais não conseguirão se adaptar a realidade digital contemporânea e irão acabar. A culpa deste processo não é da tecnologia”. O argumento é do magnata Rupert Murdoch, em artigo publicado no The Wall Street Journal nesta terça-feira (8), para quem o futuro do jornalismo é mais promissor do que nunca, desde que “as empresas jornalísticas encontrem as melhores maneiras de satisfazer as necessidades dos seus telespectadores, ouvintes e leitores”

O magnata destaca que a prosperidade dos jornais deve-se, sobretudo, a credibilidade e a capacidade que a mídia tem de oferecer notícias que são importantes para os leitores. Segundo ele, as novas tecnologia de informação e comunicação permitem ampliar o papel da imprensa e chegar a bilhões de pessoas que não tinham acesso à informação.

Murdoch aponta três elementos que serão fundamentais para garantir a sobrevivência dos jornais:

1- as empresas de mídia precisam dar às pessoas as notícias que eles querem. De acordo com ele, não basta “uma parede repleta de prêmios e um circulação em declínio”. Murdoch frisa ainda que os jornais precisam investir em novos meios de distribuição e a mobilidade é palavra-chave deste processo pois “os consumidores de notícias não querem estar presos em suas casas ou escritórios para obterem notícias favoritas”.

2- o bom jornalismo não pode ser feito de graça. “Os consumidores precisam pagar pelas notícias oferecidas na Internet. Os críticos dizem que as pessoas não vão pagar, mas os nossos leitores são inteligentes o suficiente para saber que nada é de graça”, defende o magnata.

Para ele, o modelo de negócio baseado em publicidade on-line não pode sustentar os jornais mesmo que ocorra um aumento dos anunciantes. Murdoch alfineta indiretamente o Google quando diz que “eles estão se alimentando dos esforços e suor dos outros” e diz se sentir “roubado” quando alguns veículos reescrevem as matérias publicadas em seus jornais, sem ao menos dar crédito ao autor da matéria. Por fim, diz estar aberto para diferentes modelos de remuneração, mas nada sairá de graça.

3- Governo deve “livrar” jornais de regulamentações e não deve financiar a mídia. Sobre a regulamentação, Murdoch diz que as regras são obsoletas, quando impede, por exemplo, as pessoas possuirem uma estação de televisão e um jornal. “Atualmente, a sua concorrência não é necessariamente a estação de TV na mesma cidade.Pode ser um site do outro lado do mundo, ou mesmo um ícone no  telefone celular.

Já sobre o investimento público em jornais é classificado como “assustador” para quem se preocupa com a liberdade de expressão, uma vez que os jornais devem ser um contrapeso aos governos. “Os lucros garantem a independência dos jornais”, finaliza.

Comentários sobre o pensamento do Murdoch

O magnata acerta quando diz que as “empresas de mídia precisam dar às pessoas as notícias que eles querem” e quando destaca a necessidade de convergência e multimidialidade das notícias.

Porém, cobrar por acesso ao conteúdo no ciberespaço limita a difusão e acesso do conhecimento. Os leitores são inteligentes ao ponto de descobrirem mecanismos para ler os jornais do Murdoch de outra forma. Por outro lado, a decisão de cobrar pelas notícias, certamente irá diminuir o número de leitores e, principalmente, a influência dos seus jornais no agendamento da agenda pública.

Por fim, sobre o financiamento público de jornais, os governos devem investir em experiências públicas e/ou estatais, visando a pluralidade de discursos, o regionalismo e as culturas locais e não na lógica mercadológica das empresas de comunicação. Já em relação ao “deixar fazer, deixar passar” é discurso velho de empresário que ninguém se engana.

09

dezembro
2009
Time: 16:05

Versão digital do Zero Hora já é comercializada no Kindle

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Os usuários do Kindle contam com mais um jornal brasileiro no leitor eletrônico, o Zero Hora que iniciou suas atividades no Kinlde nesta terça-feira (8). O Globo foi o primeiro jornal do Brasil disponível no leitor eletrônico no mês de outro deste ano.

Semelhante ao Globo, a edição de Zero Hora no Kindle será composta por artigos encontrados na edição impressa, porém não inclui todas as imagens, gráficos e tabelas e a funcionalidade Text-to-Speech disponível no Kindle é destinado ao texto no idioma Inglês.

De acordo com o anúncio oficial, as edições serão entregues via wireless a partir das 6h, sob o custo 9 centavos de dólar por edição ou assinatura mensal de 15,99 dólares.

Vale dar uma lida na avaliação do próprio Zero Hora publicada no blog do editor

09

dezembro
2009
Time: 14:06

Murdoch está certo…

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Não há nada de errado na decisão do Rupert Murdoch em tirar o conteúdo dos seus jornais do buscador Google e listagem do Googel News. O único erro, vale destacar, é cobrar por acesso ao conteúdo no ciberespaço, que limita a difusão e acesso do conhecimento.

Mas, voltando a decisão do magnata. Primeiro, o Google é o sistema de busca mais utilizado no mundo, o que indica que através dele o usuário se conecta ao ciberespaço. Ora, se a idéia do Murdoch é cobrar por conteúdo é preciso “bloqueiar” os atalhos que levem ao pote de ouro (notícias).

Segundo, o Google e o seu Google News não repassam os lucros obtidos aos jornais, dos quais sugam os conteúdos. Mais uma vez, vendo por esta lógica, acerta o Murdoch. Segundo a decisão, apenas o título da matéria e o primeiro parágrafo irá figurar no Google. Ao clicar no link, o usuário será redirecionado para um formulário (em um dos jornais da rede) onde será exigido o pagamento para acesso a informação.

Vai dar certo? (pois envolve localização, recomendação, hipertexto, diálogo, influência, ampliação do público) Não. Mas, nessa “briga” com o Google, o Murdoch tem razão.

Até o Google sabe disso, tanto que sua resposta a declaração do magnata da comunicação foi: se quer fazer, que o faça. “Os editores disponibilizam os conteúdos na Web para que estes sejam encontrados, mas se eles dizem não incluam, nós o faremos.

10

novembro
2009
Time: 23:58

ABC formará cidadãos para potencializar o jornalismo colaborativo

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A Ana Brambilla comenta em seu blog que na relação entre jornalismo e mídias sociais, “se o público não vai ao site jornalístico, é o veículo que encontra o público”. Brambilla comenta ainda que “aproximar um veículo das pessoas (nas mídias sociais) é mais prático, leve e promissor do que tentar puxar as massas para dentro do veículo”.

Estou totalmente de acordo com a tese da professora, mas acresentaria que (falando de desafios) cabe também ao jornalismo colaborativo “formar” cidadãos para a produção de conteúdo noticioso. Este processo resultaria em uma audiência alerta sobre os interesses ideológicos dos meios de comunicação e novos olhares sobre a realidade local dos cidadãos.

Na Austrália, a ABC (Australia Broadcasting Corporation), que agrega uma rádio e rede de televisão estatal, anunciou na última quinta-feira (5) que irá atuar na formação de cidadãos das zonas rurais para que estes possam produzir e divulgar conteúdos jornalísticos.

Mark Scott, diretor da ABC, disse que “para emissora é um papel vital construir novas relações com a audiência” e que a “formação dos cidadãos irá beneficiar outros meios de comunicação do país, tendo em vista que mais pessoas saberão como participar da produção de conteúdo.”

Entretanto, a iniciativa da ABC não teve uma boa receptividade junto aos mass media do país. O The Australian (propriedade da News Corp, de Rupert Murdoch) carregou nas tintas e disse que o projeto da rede estatal “tem um potencial de destruir a capacidade competiviva das organizações privadas”. Sim, você leu isso mesmo. Traduzindo: a colaboração poderá destruir o jornalismo.

Tenho dito que só a liberação do pólo emissor ou maior relacionamento com o público (seja lá através de qual meio) não irá mudar as rotinas produtivas, os critérios de noticiabilidade e, consequentemente, o agendamento midiático. É preciso casar educação com apropriação das novas tecnologias de informação e comunicação. Obviamente é preciso ainda debater os programas de formação e garantir que eles estejam a serviço da comunidade e não de uma lógica jornalística. (mas isso é assunto para outro post).

Por outro lado, é preciso entender que a produção de conteúdo noticioso não pode (e nem irá) permanecer restrito a meia dúzia de agentes autorizados (leia-se jornalistas). Noticiar deixará de ser uma atividade profissional para tornar-se em uma prática cidadã.

Na próxima semana estarei em Brasília para participar do I Fórum Internacional de Ouvidorias/Ombudsman/Defensores del Pueblo/Provedores de Justiça/Médiateur de la République, que será realizado de 10 a 12 de novembro no centro de eventos da CNTC em Brasília. Por isso, o blog poderá não ser atualizado durante esses dias.

07

novembro
2009
Time: 14:32

Monografia aborda reconfigurações da imprensa no jornalismo colaborativo

Posted by admin

“Reconfigurações da Imprensa no Webjornalismo Participativo – uma análise do Leitor-Repórter, do diario.com.br”. Este foi o tema do Trabalho de Conclusão de Curso de Joel Minusculi defendido e aprovado na Universidade do Vale do Itajaí em julho.

Ainda não li a monografia, mas já está na fila e a proposta do trabalho é interessante. Abaixo o resumo e o link para o download.

Resumo

A presente monografia tem por objetivo detalhar as reconfigurações da imprensa tradicional diante do fenômeno do Webjornalismo Participativo. O Leitor-Repórter, pertencente ao diario.com.br do portal ClicRBS, é o objeto de estudo utilizado para detalhar a dinâmica da participação das audiências na produção de conteúdo no jornalismo. A base teórica conta com os preceitos de Web 2.0 e cibercultura, através de conceitos e estratégias pregadas por autores da área da comunicação na rede mundial de computadores. Foi realizada uma análise do conteúdo do material enviado pelos usuários do Leitor-Repórter no período de 22 a 29 de novembro de 2008, quando a população de Santa Catarina foi atingida por uma catástrofe climática causada por chuvas. O desenvolvimento da monografia teve apoio dos métodos de revisão bibliográfica dos conceitos, da observação participante no canal colaborativo e das entrevistas com os profissionais responsáveis pela edição da produção dos usuários do Leitor-Repórter – estas últimas utilizadas para traçar o perfil da rotina dos profissionais desse meio. Com isso ficou evidente a adequação dos jornalistas como organizadores dos fluxos de informação na web. É mostrado também que as empresas precisam criar estratégias para administrar os canais colaborativos, através de uma interação real com suas audiências. Ao final desta monografia ainda são traçadas perspectivas de adequação dos profissionais jornalistas dentro da nova dinâmica da produção de conteúdo pelas audiências.

09

agosto
2009
Time: 21:48

Notas sobre Juazeiro (Bahia)

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O tempo é curto. Portanto serei breve. Estou em Juazeiro, o clima por aqui está agradável e a cidade mudou pouco desde 2003, última vez que estive aqui. O município passou por uma profunda transformação política e a atual administração do PcdoB (com o auxilio de alguns partido) conduz um processo para reorganizar Juazeiro. Porém, o clima continua desolador.

Daqui da janela do hotel (estou no Rio Mar; o Wi-Fi é gratuito e funciona bem) contemplo a magia do Rio São Francisco, o velho Chico, mas no calçadão garotos cheiram cola, meninas ensaiam a prostituição, ao que parece ser a futura profissão; indiferentes, pessoas fazem a sua caminhada, alheias a situação caótica. Na beira do Velho Chico, o antigo prefeito gravou a inicial do seu nome “M”. Culto à personalidade, lembrou um antigo camarada stalinista.

Por falar em Stálin, encontrei por aqui camaradas do PcdoB, da época em que militava no partido e outros companheiros de luta. Deles, ouvi histórias curiosas e lastimáveis sobre a ditadura militar.Torturas, greves, sonhos, uma causa para lutar, uma bandeira para levantar…Comentei sobre o potencial da Internet para organização e mobilização popular, citei algumas ações do ciberativismo. Apesar da censura, e curiosamente, o número de jornais e boletins que circularam durante a ditadura militar foi intenso. Mesmo com diversas posturas ideológicas durante o debate, todos concordaram com o Lênin, que comentava o papel essencial que cumpre a comunicação nos processos revolucionários.

Daí, não deu outra conclusão: se tivéssemos o artefato tecnológico que possuímos hoje, certamente, a história do Brasil seria outra. Se faltavam dispositivos e meios para expandir a luta política, sobravam conscientização e força para ir às ruas. Atualmente, é o inverso, sobra tecnologia, mas falta rebeldia.

Amanhã tem fotos de Juazeiro e notas sobre Petrolina.

28

julho
2009
Time: 0:09
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