Herdeiro do Caos

A revolução será remixada…

Intercom2009, parte II

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O segundo dia do Intercom 2009 começou (para mim) com a palestra do André Lemos no painel Cultura Digital e Fronteiras do Contemporâneo cujo foco foi a relação das novas tecnologias com o espaço, territórios e mídia locativa.

Lemos argumentou que o espaço é construído socialmente e o território evidencia a dinâmica dos lugares. Com as novas tecnologias, ao contrário do que dizem alguns pesquisadores, o espaço urbano é reconfigurado, resultando em novos sentidos para o lugar. “Não há um aniquilamento do território”, diz.

“As novas tecnologias produzem nova espacialização com a utilização das tecnologias móveis. QR Code, mashups, anotações eletrônicas urbanas e realidade aumentada reconfiguram o espaço, o local e o tempo”

Neste vídeo o André Lemos explica este processo de territorializações e o conceito de território informacional:

Em seguida fui ao GP de Cibercultura (#gpciber) e a palestra do Alex Primo já estava no fim sobre celebridade, fama, blogs, redes sociais e afins. O debate foi bastante produtivo e a questão central: porque precisamos/queremos celebridades nas redes sociais? A melhor forma de entender é dar uma lida no debate que ocorreu no Twitter.

A Rebeca Recuero abordou as redes sociais e a sua relação com o espaço fisico, interações offline sob o conceito de sociabilidade. Na apresentação ficou claro que as redes sociais online retornam para o território físico, o que prova que a internet não aniquila os lugares. Um ponto importante abordado foi o de que as ferramentas (msn, twitter e afins) indicam a intensidade dos laços sociais.

Ainda sobre redes sociais, o Jorge Rocha, baixou o @exucaveiracover no Intercom e realizou uma excelente apresentação com um título provocativo “Como fazer amigos e influenciar pessoas 2.0: quando o capital social desvia para o capital de influência”

O capital de influência seria um desvio no processo comunicacional, onde minimiza-se o caráter inter-relacional da comunicação. O capital de influência significa o retorno da mediação, do gatekeeper. No vídeo fica mais fácil o entendimento do conceito:

Foi um dia muito rico em termo de debate, o que torna fazer qualquer resumo algo difícil. Eu acho que a escrita coletiva e debates que ocorreram via Twitter deve ser lido para compreender as idéias levantadas nos parágrafos acima.

Além das idéias, o melhor mesmo foi encontrar as pessoas e, particularmente, as que já seguia no Twitter, que assinei o feed dos blogs e li teses e artigos, como o @exucaveiracover, @anabrambilla, @dosvald, @alexprimo, @samadeu, @carolterra, @andrelemos, @fernandofirmino além da turma do Pará, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, do camarada de Roraima e os divertidos baianos que encontrei por aqui, dai…

Amanhã tem mais, siga….

05

setembro
2009
Time: 22:21

Yes we did: os segredos da campanha online de Barck Obama

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Reportagem do EL PAÍS entrevistou Rahaf Harfoush, uma das coordenadoras da campanha online de Barack Obama na disputa presidencial nos Estados Unidos. Harfoush comentou as estratégias adotadas pela equipe para mobilizar os cidadãos via Web e converter o “discurso da esperança” em voto.

Apesar de ao longo da campanha terem reunido 3,2 milhões de amigos no Facebook, 137 mil seguidores no Twitter e postar 1.824 vídeos no YouTube, Harfoush diz que o importante é a estratégia, e não a tecnologia.

“É fácil criar perfis, obter amigos no Facebook ou manter um blog, mas o nosso objetivo era fazer com as pessoas saíssem de suas casas e votassem em nossas propostas”

Harfoush revela ainda que a equipe responsável pela campanha nos novos meios de comunicação, trabalhou sob o conceito da hipersegmentação, ou seja “nada de mensagens massiva. O segredo é o máximo de personalização no envio das mensagens.

“As pessoas se guiam mais pelas opiniões dos seus familiares, amigos, vizinhos do que pelos especialistas e pela televisão. Com a Internet e as redes sociais, houve uma potencialização do boca a boca”

Obviamente, Harfoush não esqueceu da importância da colaboração em campanhas online. Durante o período eleitoral, 35 mil voluntários conseguiram 13 milhões de emails de “eleitores potenciais”, que foram decisivos para a divulgação da campanha, sem falar na arrecardação de 750 milhões de dólares para o fincanciamento da campanha

“Nem os governos e nem as empresas controlam as mensagens. Com a Internet, as pessoas podem fazer o upload de um vídeo no YouTube, denúnciar uma repressão via Twitter ou criticar um produto”

Para quem se interessa pela temática, Rahaf Harfoush lançou o livro Yes we did, que conta as estratégias da campanha presidencial de Barack Obama.

13

agosto
2009
Time: 15:32

Dados sobre a Internet no Brasil

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A UOL criou um documento interessante com dados sobre a Internet, em termos de crescimento, penetração e oportunidades. O trabalho é voltado para a área comercial e auxilia as empresas que pretendem investir em anúncios online, analisando o mercado, comportamento e potencialidades do meio.

Na home, o conceito “A Internet merece ser vista com mais atenção” e um convite: “A Internet tem 62 milhões de usuários no Brasil. Ou você muda o seu conceito de Internet, ou muda seu conceito de mídia de massa”. A UOL criou um blog ainda que reúne textos sobre a temática. Abaixo os dados sobre a Internet no Brasil.

19

julho
2009
Time: 15:44

Adriana Amaral ministrará curso na FACOM

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“Reconfigurações das práticas de jornalismo e de consumo nas plataformas sociais de música online”. Este será o tema do mini-curso promovido pela FACOM/UFBA, via GJOL, nos dias 29 e 30 de abril, das 14h30 às 17h30 com a professora-doutora da Universidade Tuiuti, Adriana Amaral. As inscrições serão feitas no primeiro dia do curso na própria FACOM. Será emitido certificado de participação.

Confira abaixo a ementa do mini-curso:

O curso parte de uma discussão comparativa sobre a construção identitária dos perfis e do consumo musical em quatro diferentes plataformas : MySpace, Last.fm, Imeen e Blip.fm, nas quais pretendemos observar os fluxos comunicacionais característicos desse tipo de mídia, que incorpora tanto aspectos do jornalismo e da crítica musical tradicional quanto apresenta uma multiplexidade midiática e novos formatos como sistemas de recomendação além de mudanças na hierarquia da relação fã-artista-jornalista.

Através da análise das práticas  de buscas de fontes e de categorização dos gêneros musicais, observamos a construção/mediação das identidades online através da criação dos perfis como “performance de gosto”dentro das cenas musicais no contexto da web,  identificando as estratégias midiáticas de auto-apresentação e auto-promoção nos dispositivos de visibilidade das subculturas que, através dos múltiplos usos desses sites de redes sociais por seus participantes, no qual se observa três tipos de elementos constitutivos tanto da crítica quando do jornalismo musical 1) disputas simbólicas e hierárquicas na “formação de gosto” , 2) laços de amizade “fracos” que são complementados em interações multiplataformas 3) práticas de “social tagging” e folksonomia para a categorização de gêneros musicais”.

17

abril
2009
Time: 7:30

Livro “Para entender a internet” será lançado pelo twitter

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“Para entender a internet - Noções, praticas e desafios da comunicação em rede” Este é o título da obra organizada por Juliano Spyer, que conta com a participação de 38 autores.

Twitter, blogs, lei eleitoral e internet, software livre, Creative Commons são alguns dos temas abordados pelos autores, dentre eles, Edney Souza, Soninha Francine, Fábio Seixas, Sérgio Amadeu, Ronaldo Lemos

Syper explica que “apesar de terem sido produzidos pensando no leitor com pouca familiaridade com a Web, os textos vão além das simplificações e dos modismos para, ao mesmo tempo, ensinar e provocar”.

Lançamento
Twitter. Sim, o livro será lançado, online, pelo Twitter nesta terça-feira (17), às 18 horas. Syper conta que irá disponibilizar o link para o download do livro, que não tem versão impressa.

“Para chegar a essas pessoas (que ainda não entendem o motivo de tanta euforia em relação à internet) sem contar com os meios tradicionais de divulgação e distribuição, o jeito é usar a rede. E é por isso o arquivo em PDF do livro tem menos de 1000k - para caber em uma mensagem de email - e é por isso também que o lançamento deste livro não será em uma livraria e nem em outro espaço físico, mas online, pelo Twitter”, explica o organizador.

É bom ficar atento porque ao que tudo indica, os autores do livro irão participar de um debate via twitter sobre as temáticas abordadas pelo livro.

16

março
2009
Time: 8:32

Dados da publicidade online no Brasil

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O paraibano Assis Chateaubriand, o velho Chatô, dizia que as notícias serviam para separar os anúncios publicitários nas páginas dos jornais. Bom, apesar de mais de meio século após a declaração ela permanece atual.

Digo isso após analisar o relatório do Ibope Nielsen Online, divulgado nesta semana, que apontou: a publicidade online representou apenas 2,7% do bolo publicitário em 2008, totalizando um faturamento de R$ 1,6 bilhão.


crédito: criasites

A relação com a declaração do Chatô é simples: quem sustenta as inovações do jornalismo é a publicidade, logo enquanto a turma da publicidade não aumentar os investimentos no online, as novas experiências no ciberjornalismo continuarão a conta-gotas.

E o risco não é apenas este. De acordo com o relatório, os seis portais do país: UOL, Terra, iG, Globo.com, Yahoo! e MSN abiscoitam 91% de toda a audiência online. E o atraso na concepção de novos negócios não atinge apenas o jornalismo, mas também a publicidade, desta forma, como esses seis portais tendem a receber o maior montante dos anúncios, já que o critério da propaganda é o número de leitores, possivelmente eles continuarão “donos do pedágio comunicacional”.

Formatos
Os banners representam 82% do faturamento da midia online, seguidos por selos e botões (10%), anúncios em DHTML (5%), outros formatos (3%) e pop-ups (1%).

Ranking dos maiores anunciantes
1 - Bradesco (13,9%)
2- Itaú (6,3%)
3 - Ford (4,5%)
4 - Samsung (3,8%)
5 - Fiat (3,7%)
6 - Unilever Brasil (3,4%)
7 - Coca-Cola (3,2%)
8 - Sky Brasil (2,7%)
9 - Volkswagen (2,4%)
10 - Brasil Telecom (2,3%)

14

março
2009
Time: 12:29

A evolução das capas dos jornais

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Na pesquisa sobre a evolução das capas dos jornais  encontro um post do blog Serial Consign, onde aborda as transformação das primeiras páginas (impresso e online) do Los Angeles Times de 1881 a 2006. Curioso é que a publicidade praticamente desaparece da capa da versão impressa do jornal ao longo do tempo. As imagens ganham mais espaço com o surgimento da televisão e sofre uma produnda mudança com a internet.

Abaixo um comparativo da versão impressa:

infospace - the evolution of the los angeles times front page

A seguir as capas da versão online, onde nota-se a mudança de homepage (literalmente) para a estrutura de um portal. Na última versão de 2006 evidencia-se o equilibrio entre texto, imagem e publicidade. Contudo, comparando a capa de ambas versões nota-se ainda a hegemonia do texto.

InfoSpace - a evolução do latimes.com primeira página

Não deixe de ver o post na íntegra (em inglês)

12

novembro
2008
Time: 10:33