Herdeiro do Caos

A revolução será remixada…

O que aprendi no Encontro de Blogueiros e Twitteiros com @jaqueswagner

Posted by admin

Salvador foi palco de um momento simbólico para as mídias sociais e colaborativas e sua relação com a esfera política nesta quarta (28). No Comitê Central do PT (BA) ocorreu o primeiro Encontro de Blogueiros e Twitteiros da Bahia com o governador e candidato a reeleição Jaques Wagner e demais candidatos em sua chapa. E é daí que deriva o simbólico da frase anterior.

Simbólico, pois foi o primeiro encontro entre políticos e a base, um momento onde as barreiras e burocracias foram deixadas de lado e a interação pode fluir livremente. Ainda que a interação entre o público presente fisicamente e virtualmente com os candidatos (?) não tenha sido realizada, ocupamos (falo enquanto usuário de redes sociais e colaborador) espaço importante no debate, ocupamos tradicionais espaços de poder e mostramos, na verdade materializamos, o discurso de como as mídias sociais e colaborativas podem fazer diferença em uma eleição.

A ubiquidade da comunicação, os efeitos pós-massivos potencializados pela Internet, a colaboração, a mobilidade e, sobretudo as possibilidades da conversação mediada pela Web e as Novas Tecnologias de Informação e Comunicação, foram repetidas como mantras em um ritual xamânico durante o encontro.

E aí temos mais um momento simbólico, pois quando um político diz que a Internet mudou a forma que ele se relaciona com o seu público/eleitor e reconhece que as pessoas tem mais poder para criticar, participar e sugerir temas para a campanha após a Web justifica um candidato a reeleição (vale ressaltar Wagner lidera a pesquisa - e a regra é não se expor quando se estar em primeiro lugar) convocar blogueiros e twitteiros para um encontro.

Durante o evento, Wagner disse duas frases, permita-me o leitor repetir a palvra, simbólicas. Primeiro diz que atualmente é impossível governar sem ouvir e dialogar com a sociedade, ainda mais que a Web potencializou as esferas de debate público e a segunda - ao seu estilo: papagaio velho tem medo de aprender.

@jaqueswagner, @dilmaboyoficial e @marcelobranco

As frases não revelam apenas um pensamento de Wagner, e sim, de uma geração, um método de se fazer política, ou melhor os desafios colocados para gestores e o próprio Estado. Esse desafio já começa de certa forma na campanha. Você até pode pensar que estou muito otimista nesse post, mas os mais de dois anos trabalhando no setor público permite diferenciar quando alguma mudança substancial se desenvolve na esfera pública.

O Marcelo Branco disse que a Internet retomou o sentido do voluntariado e o seu argumento é ratificado quando você assistir o vídeo abaixo elaborado por Pedro Henrique, o famoso @dilmaboyoficial. O cabra não é filiado ao PT, estuda publicidade e disse que sua ideia foi mostrar que o jovem se interessa por política e essa era sua forma de mandar o seu recado.

É engraçado, eu sei.

O certo é que essa mudança, ou desafios colocados para a política, também influenciam a comunicação. Se a Web reconfigura as relações entre esfera política e público/eleitor, se ampliou as ferramentas para a expressões das opiniões da sociedade, a comunicação e suas respectivas estratégias devem se basear pela conversação, em resumo: o objetivo da comunicação não deve ser apenas esperar que o blogueiro ou twitteiros publique o seu release. O ideal é gerar conversação na rede, incorporar a colaboração na plataforma política e comemorar quando o cidadão expressar sua opinião sobre a campanha.

Por fim, quando é que os candidatos vão transformar suas propostas de governo, sua plataforma política em ambientes wikis para amplo diálogo e escrita coletiva?

Quando é que as imagens das campanhas estarão sob uma licença livre?

crédito das imagens: Manu Dias/Bahiafotos

28

julho
2010
Time: 22:38

Salvador ganha totens com Wi-Fi, mas Prefeitura ainda estuda mecanismos de “cadastro” nos hotposts

Posted by admin

A Prefeitura de Salvador, em parceria com o setor privado, desenvolve uma iniciativa de instalação de hotpost público interessante na capital baiana. Até meados de julho serão instaladas 50 totens em diversos bairros equipados com Wi-Fi. Atualmente, cinco totens já funcionam parcialmente na orla de Salvador, segundo o executivo municipal.

De acordo com a ascom da SUCOM, órgão municipal responsável pelo licenciamento dos totens, os mecanismos que irão nortear o acesso aos serviço de Wi-Fi ainda não estão definidos, bem como se haverá cadastro, como ele será feito e os dados que (se adotado) serão solicitados ao cidadão. A previsão é que após a instalação dos 50 totens essas questãos sejam definidas.

Desde já vale destacar que endereços de IP não podem ser vinculados aos dados de um cidadão. É necessário ter cuidado com o tipo de cadastro adotado evitando ferir a privadicade do usuário e promover a vigilância da apropriação dos hotpost e, é claro, deve ser um serviço gratuito.

Além do Wi-Fi, os totens são equipados também com medição de raios solares, câmeras que monitaram o trânsito e toda movimentação em um ângulo de 90º, termômetro, relógio, entre outros.

crédito da foto: SUCOM

10

junho
2010
Time: 12:12

Caravana Digital: Em Salvador, Marcelo Branco debate Internet e Eleições

Posted by admin

“A sociedade em rede potencializa o empoderamento do indivíduo de forma inédita e esse processo pode mudar o curso das eleições”. A tese é do Marcelo Branco, ativista do software e conhecimento livre e atualmente coordenador de redes sociais da campanha de Dilma Rousseff, durante a etapa da Caravana Digital realizada nesta quarta-feira (26), em Salvador.

Branco lembrou que as redes sociais não foram criadas pela Internet. As redes sociais são espaços de convivência e sendo assim é impossível pensar uma campanha eleitoral na Internet sem potencializar a colaboração entre os cidadãos. “O cidadão não quer apenas ler as notícias sobre o candidato/campanha, ele quer participar, interagir”, disse.

Questionado sobre o desenrolar da campanha eleitoral na Web deste ano, Branco aposta que as ações na Internet serão baseadas em nichos e que a mediação nos processos conversacionais nas redes sociais e mídias colaborativas serão agregados pelos candidatos.

“A principal tarefa da campanha na Internet é organizar as pessoas. Devemos monitorar a campanha na Web, intervir nas redes e ir para as ruas”, recomenda.

Vale ressaltar a defesa do Marcelo Branco de que a “internet recupera o sentido de voluntariado nas campanhas eleitorais”, uma vez que o cidadão conta com mais ferramentas para participar, compartilhar ideias, influenciar pessoas, e a própria filosofia colaborativa da rede potencializa essa “participação ativa”.

Por fim, duas dica importantes para quem vai fazer campanha: 1- Busque audiência para o conteúdo e não para a plataforma (blog, orkut, twitter e afins). Ventilar o conteúdo é a lei. 2 - Não alimente trolls.

Registrei outras impressões sobre a palestra no Twitter e vale dar uma olhada na escrita coletiva da #caravanadigital em Salvador.

26

maio
2010
Time: 23:54

Quinta edição do Ciber.Comunica debate ciberdemocracia

Posted by admin

De 11 a 13 de maio a Unijorge será palco para o debate acerca da ciberdemocracia durante a quinta edição do Ciber.Comunica (edições anteriores aqui e aqui). O evento será realizado no  auditório Zélia Gattai, no campus da Paralela, e as inscrições devem ser realizada no site (no dia do evento é necessário levar um quilo de alimento não perecível).

Destaco a palestra do André Lemos sobre “O futuro da internet”, seguido do lançamento do livro homônino escrito em parceria com Pierre Lévy, que abre o evento, no dia 11, às 9h.

Em tempo, a hashtag oficial do evento é #Cibercomunica5

Confira a programaçâo completa do Ciber.Comunica 5

04

maio
2010
Time: 10:49

Shopping instala coletores de e-lixo em Salvador

Posted by admin

Para quem está em Salvador e não sabe o que fazer com o lixo eletrônico (pilhas, baterias, celular), o Shopping Piedade é uma opção para o descarte ecológico dos produtos. Diversos coletores foram instalados em algumas loja do Shopping e um coletor principal está localizado no Piso L1.

Vale dar uma olha no projeto E-lixo Maps desenvolvido no estado de São Paulo, que mapeia os pontos de coletas do lixo eletrônico naquele estado.

22

abril
2010
Time: 12:22

A Tarde aposta em infográficos na cobertura da chuva em Salvador

Posted by admin

Na mesa redonda que participei sobre os desafios do jornalista no século XXI apontei a necessidade de potencializar as narrativas multimídias nas páginas dos jornais. Para minha surpresa, o jornal A Tarde produziu nesta quinta-feira (8) um bom infográfico sobre a ameaça de chuva (que se concretizou) em Salvador. Podem ficar atentos que mais infográficos serão produzidos pelo jornal.

No infográfico é possível visualizar áreas com risco de desabamento, deslizamento e alagamento. A criação multimídia e editoração eletrônica foi realizada pelo Leandro Actis e a produção multimídia ficou ao cargo de Felipe Barbalho e Paula Pitta.

Para a professora Adriana Alves, mestre em comunicação e pesquisadora de infografia multimídia, “esta infografia demonstra avanços no que se refere à produção de infografias mais dinâmicas em relação ao que vinha sendo feita no jornal A Tarde, algumas totalmente estáticas e sem incremento quanto à narrativa infográfica”

Questionei a Adriana se o hiperlocal seria uma tendência para a infografia. A resposta: “não seria, em essência, tendência que vem se desenhando. Não é produtivo pensar em infográficos por temas, onde tudo pode ser infografado hoje em dia, em que as barreiras e limites são mínimos para tais produções. O que houve foi uma produção que retrata as chuvas que estão ocorrendo em Salvador, o Jornal é em Salvador, portanto, nada mais natural. É como se fosse fazer reportagem em texto sobre a chuva. A diferença é que eles infografaram”.

É justamente essa “diferença de infografar” que coloca-se como uma necessidade, um desafio para o jornalismo contar as histórias cotidianas e o mais importante como contar bem uma história.

A jornalista Paula Pitta que participou da elaboração do infográfico comenta que o produto “falou” mais do que um texto e atendeu aos internautas. Para ela, o conteúdo multimídia no jornalismo on line é o grande “filão do momento”. “Os internautas demonstram interesse nesse tipo de conteúdo e o jornalismo on line não pode se limitar a narrar os fatos através dos textos”, diz.

Paula Pitta pontua ainda que a notícia multimídia não deve se limitar ao texto. É preciso “pensar qual o melhor formato para contar essa história. Se for através de infográfico, você precisa fazer textos curtos e precisos, utilizar imagens, de preferência incluir vídeo e áudio (se for o caso). É necessário pensar a estrutura do infográfico para que ele fique claro e seja de fácil leitura e de preferência que seja interativo”.

Questionei a Paula se na prática é possível pensar a colaboração dos leitores/usuários em infográficos. A resposta:  “Sou defensora da participação do leitor (internauta) na produção da notícia. Acho que os leitores gostam de participação e se aproximam mais (fidelizam também) através da participação. Percebo que toda solicitação de interatividade é bem aceita pelos internautas, tem participação instantânea”

09

abril
2010
Time: 12:04

Projeto Wi-Fi Salvador mapeia hotsposts na capital baiana

Posted by admin

O Grupo de Pesquisa em Cibercidade, da Faculdade de Comunicação da Ufba retomou o mapeamento dos hotsposts Wi-Fi (pagos, gratuitos ou domésticos) localizados em Salvador. Para colaborar com o mapeamento basta informar via Twitter com a hashtag #wifi_salvador ou  através do blogo do projeto Wi-Fi Salvador.

21

março
2010
Time: 16:14

Documentário multimídia retrata cidade baixa de Salvador

Posted by admin

“Crush: histórias sobre uma ponte” é o título do registro documental e multimídia do jornalista Diego Mascarenhas. O documentário revela a rotina dos moradores e banhistas da Península de Itapagipe, na parte baixa da cidade de Salvador.

Para além da qualidade imagética e narrativa poética multimídia do documentário, o projeto mostra que um outro jornalismo é possível e que a fotografia pode ocupar o protagonismo nas narrativas jornalísticas.

Apesar do vídeo está abaixo sugiro acompanhar a entrevista que fiz com o Diego por e-mail e depois assistir ao doc. Teorizamos muito sobre o “futuro” do jornalismo e narrativas multimídias; temos aqui um bom exemplo de como fazê-lo.

(Either JavaScript is not active or you are using an old version of Adobe Flash Player. Please install the newest Flash Player.)

Como surgiu a idéia de criação do documentário?

Ao longo da minha trajetória na faculdade de comunicação da UFBA desenvolvi especial interesse pela fotografia. Busquei cursos de extensão e outras maneiras de me capacitar nesta área. Cheguei ao final do curso com alguma experiência, a mais importante no Jornal A TARDE, onde trabalhei como repórter fotográfico por quase 1 ano.

Quando encarei o desafio de produzir meu trabalho de conclusão de curso (TCC), nos últimos semestres da FACOM, não pude me desviar do meu interesse. Resolvi então arriscar um pouco e investir em um produto pouco explorado pela imprensa baiana, o audiovisual fotográfico (ou slideshow, pouco importa a denominação).

Tinha que me arriscar porque não queria concluir meu curso fazendo uma fotorreportagem para jornal impresso. Para mim não fazia sentido repetir este modelo chato e ultrapassado de fotojornalismo. Também não queria realizar uma exposição fotográfica ou tratar de questões teóricas, não era a minha.

Precisava pensar em um produto que resolvesse a minha carência por espaço e visibilidade. Um produto que pudesse evidenciar a fotografia, colocando-a em primeiro plano no discurso jornalístico. Onde também não houvesse limitação de espaço para a informação audiovisual e todos pudessem acessar em qualquer canto do mundo a partir da internet. Pensei no slideshow porque este produto agrega as diversas linguagens jornalísticas e eu acredito que é isso que precisamos fazer e oferecer aos leitores/internautas. Se a tecnologia nos permite fazer isso, não temos porque fechar os olhos e fragmentar a informação, como fazem os principais sites e portais de comunicação baianos (A TARDE, CORREIO, IBAHIA.COM).

Com o objetivo em mente, bastava escolher o tema a ser documentado. Nessa hora tive que ser o mais objetivo possível. Escolhi a minha rua como locação para depois fazer um recorte mais específico. Além da minha ligação pessoal com o bairro (sou apaixonado pela Ribeira, onde vivo desde minha infância), precisava escolher uma região onde eu pudesse ir a qualquer hora do dia, qualquer dia da semana. Tinha que compreender um pouco da alma do lugar para fazer um registro mais fiel, mais sincero. Como o tempo era curto para me aprofundar sobre qualquer outro ponto do mundo, escolhi minha própria rua.

A idéia então era criar um documentário multimídia para a web (com destaque para a linguagem fotográfica), sobre as dinâmicas sociais em torno da Ponte do Crush, locação escolhida por reunir grande número de pessoas na orla da península itapagipana (cidade baixa de Salvador). Elegi a ponte porque precisava de um espaço onde eu encontrasse os mais variados perfis de frequentadores da região, mas não me limitei a este espaço físico ao fazer o registro documental.

Para documentar a beleza da região e as interações em torno (e sobre) da ponte, busquei um fio condutor para a construção da narrativa: as histórias ou pequenos depoimentos das pessoas sobre o lugar que frequentam. Exaltar a beleza da Península de Itapagipe e dar visibilidade ao comportamento e às interações dos banhistas foram os meus principais objetivos neste desafio.

Em quanto tempo foi realizado?

Realizei o trabalho entre os meses de agosto e novembro de 2009. Utilizei algumas fotos mais antigas, do meu arquivo pessoal, contudo a maioria foi feita no período citado. Dediquei os primeiros meses à pesquisa histórica sobre a ponte e realização de entrevistas, além da produção das fotografias. No final, o trabalho mais pesado: selecionar o material, construir o roteiro e editar o documentário fotográfico.

Softwares e equipamentos utilizados na elaboração do projeto?

Utilizei a Nikon D300 e a Canon EOS 30D, ambas emprestadas de amigos. As objetivas mais exploradas durante o processo, apesar de uma ampla oferta de material, foram a Nikkor 17-55mm e 70-200mm, ambas autofocus f2.8 (quando a câmera era a Nikon D300), e a lente Canon 18-55mm autofocus f3.5 (durante o uso da Canon).

Claro que não me limitei ao uso das câmeras DSLR, profissionais digitais. Também recorri à Sony-Cyber Shot DSC W-50 de 6.0 mega pixels. Câmeras
digitais compactas são leves, práticas e não chamam tanto a atenção dos fotografados. Foi com ela que gravei o único vídeo aproveitado no documentário.

Já o áudio foi gravado com o meu celular, um LG Cokkie, que grava arquivos no formato “ARM”.

Gostaria de ter usado somente equipamentos simples, como as câmeras digitais compactas, para mostrar que é possível produzir boas reportagens ou documentários fotográficos à baixo custo, mas penso em, futuramente, transformar o trabalho em uma exposição fotográfica, daí precisava de fotografias com boa resolução, feitas com câmeras profissionais.

O documentário conta a história de uma comunidade local. Você acha que o hiperlocal pode potencializar o jornalismo multimídia?

Tem sido uma tendência do jornalismo impresso dar maior ênfase ao hiperlocal, exacerbando o valor notícia da “proximidade” para então consolidar um mercado consumidor. Acho, contudo, que este não é um privilégio do jornalismo impresso. O hiperlocal, desde que bem explorado, pode sim potencializar o jornalismo multimídia. Cabe ao jornalista se aprofundar sobre questões universais na abordagem do tema/fato, sem esquecer das singularidades do local. No caso da ponte do Crush, as especificidades da região foram um prato cheio para o meu registro multimídia, e isso pôde ser visto não só em fotos, mas também nas falas das fontes ou na escolha da trilha sonora.

Inicialmente, pensei que minhas fontes seriam o público alvo do meu documentário. Me enganei, percebi que o hiperlocal pode interessar a mais pessoas do que imaginamos e extrapolei os limites da Península de Itapagipe. Recebi comentários via twitter, e-mail e através do próprio youtube (onde hospedei o doc), de pessoas que nem conheciam a região.

A situação mais curiosa da quebra de “fronteiras”: Uma fonte disse que uma amiga italiana ligou para ele dizendo que o tinha visto no youtube ao fazer uma pesquisa de vídeos sobre a cidade baixa.

Frequentemente os bairros periféricos são enquadrados nos noticiários a partir da violência, pobreza e tragédias. Qual a reação dos cidadãos entrevistados/fotografados ao saberem da pauta; que era mostrar, sobretudo a beleza do local, o seu cotidiano?

Sempre me revoltei ao ouvir soteropolitanos falarem que não conhecem a Península de Itapagipe. A revolta era (e ainda é) ainda maior quando ouvia depoimentos de pessoas que conheciam a região apenas através dos noticiários policiais. Precisava mostrar de alguma maneira o outro lado dessa região. Era este um dos meus desafios.

Quando abordava as fontes, explicava os objetivos do trabalho e sempre era muito bem recebido. Mas a autorização do uso da imagem era acompanhada de uma condição, dar um retorno após a execução do trabalho. Não sei se por desconfiança ou vaidade, todos queriam dar seus e-mails para receber em outra oportunidade o link com o “vídeo” sobre a ponte do Crush (ou sobre suas histórias). Assim eu fiz e tive um retorno positivo, que me deixou alegre e tranquilo.

Você é repórter fotográfico e deve perceber que as fotografias são utilizadas no jornalismo (quase sempre) como complemento das matérias. Nessa perspectiva do jornalismo multimídia você acredita que as imagens podem obter um valor maior nas narrativas jornalísticas?

Além da falta de espaço para grandes publicações fotográficas em veículos impressos (onde as fotos sempre complementam os textos), os repórteres fotográficos também sofrem com a má utilização de sua produção na web, principalmente porque a rotina produtiva dentro das redações não mudou.

Com o jornalismo multimídia as imagens ganharam um valor incomparável. Porém temos um problema: A tecnologia está a nosso favor, mas ainda se planeja o jornalismo pensando no jornal impresso, e nesse contexto, o repórter fotográfico continua ocupando um lugar secundário na produção de informação. Quem perde é o leitor/internauta.

Hoje vemos grandes exemplos de jornalismo multimídia pelo mundo. O portal de notícias argentino “Clarín” (http://www.clarin.com/diario/especiales/index.html) e a “Magnum In Motion” (www.inmotion.magnumphotos.com), da agência fotográfica norte americana Magnum, desenvolvem desde 2004 webdocumentários fotográficos que merecem ser vistos. No Brasil, o coletivo Garapa (www.garapa.org) é o grande produtor de audiovisuais desse tipo, mas ainda temos muito que produzir. Espero que os grandes portais brasileiros abram os olhos para esse tipo de produção e parem de fragmentar informação.

03

março
2010
Time: 14:33

Salvador ganha capítulo do IxDA

Posted by admin

“O IxDA (Interaction Design Association) é uma organização baseada no voluntariado e na coesão da comunidade. O nosso objetivo é fomentar o design de interação em Salvador”. Assim fui apresentado ao capítulo do IxDA que entrou no “ar” hoje na capital baiana pelo Murilo Lima, via MSN.

Pelo Twitter a Eslinie comentou que o projeto pretende ser uma rede de auxilio e colaboração para as pessoas que trabalham com Web, estudantes e demais interessados em design. “O IxDA é o começo”, explica.

A Interaction Design Association já atua em diversos países e, no Brasil, possui capítulos em São Paulo, Belo Horizonte, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e Curitiba.

“Toda esta rede preocupa-se em dar foco às questões de divulgação da prática, educação do mercado, educação acadêmica de indivíduos e de criar uma relação saudável com os profissionais de mercado, independente de formação e anos e experiência”, disse Lima.

Se você se interessou pelo projeto vale dar uma olhada no site do IxDA (Salvador) ou http://twitter.com/ixdassa . Existem sete listas (células) para colaborar, contatos para participar da idéia e experiências nacionais e mundiais da atuação da Interaction Design Association.

26

fevereiro
2010
Time: 15:49

Bahia realiza etapa para Conferência Nacional de Comunicação neste fim de semana

Posted by admin

Acontece neste fim de semana (14 e 15) a etapa baiana preparatória da Conferência Nacional de Comunicação, que será realizada de 14 a 17 de dezembro em Brasília. Na Bahia, o evento será realizado na Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM). 100 delegados serão escolhidos para representar o estado na etapa nacional.

As inscrições podem ser realizadas no primeiro dia do evento, antes de iniciarem as atividades.

Confira a programação abaixo:

Sábado – 14/11

8h30 - Credenciamento

10h - Mesa de Abertura e votação do Regimento Interno

Palestra com o Jornalista Paulo Henrique Amorim

13h - Almoço

14h30 - Painéis

Eixo 1 – Produção de Conteúdo

Profº Marcos Dantas
Nelson Cadena - Publicitário
Profº Dr. Albino Rubim

Eixo 2 – Meios de Distribuição

Jonas Valente - Intervozes
Profº Sérgio Mattos
Secretário Estadual de Planejamento Walter Pinheiro

Eixo 3 – Cidadania: Direitos e Deveres
Altamiro Borges – Jornalista Portal Vermelho
Walter Ceneviva – Rede Bandeirantes
Dr. Almiro Sena - Promotor de Justiça da 2ª Promotoria de Justiça da Cidadania do Ministério Público Estadual

17h30 – Intervalo

17h30 – Grupos de Trabalhos

19h – Reunião dos Segmentos

Domingo – 15/11

8h30 – Plenária Final e Eleição dos Delegados

12h - Almoço

Mais informações aqui

13

novembro
2009
Time: 15:40
Page 1 of 512345»