Herdeiro do Caos

A revolução será remixada…

Uso das Redes Sociais nas Eleições

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O programa Cidadania da Agência Senado entrevistou na última semana o Pedro Sorrentino, diretor do documentário Obama Digital, acerca do uso das redes sociais nas eleições. Não há muita novidade na fala do entrevistado , mas serve como um resumo da relação entre a esfera política e as mídias sociais (muito bem abordada) e uma comparação entre o que houve nos Estados Unidos e no Brasil.

Os dois primeiros vídeos são da entrevista e o terceiro (para quem ainda não viu) o documentário #ObamaDigital.

Obama Digital #obamadigital from Obama Digital on Vimeo.

16

agosto
2010
Time: 16:01

O que aprendi no Encontro de Blogueiros e Twitteiros com @jaqueswagner

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Salvador foi palco de um momento simbólico para as mídias sociais e colaborativas e sua relação com a esfera política nesta quarta (28). No Comitê Central do PT (BA) ocorreu o primeiro Encontro de Blogueiros e Twitteiros da Bahia com o governador e candidato a reeleição Jaques Wagner e demais candidatos em sua chapa. E é daí que deriva o simbólico da frase anterior.

Simbólico, pois foi o primeiro encontro entre políticos e a base, um momento onde as barreiras e burocracias foram deixadas de lado e a interação pode fluir livremente. Ainda que a interação entre o público presente fisicamente e virtualmente com os candidatos (?) não tenha sido realizada, ocupamos (falo enquanto usuário de redes sociais e colaborador) espaço importante no debate, ocupamos tradicionais espaços de poder e mostramos, na verdade materializamos, o discurso de como as mídias sociais e colaborativas podem fazer diferença em uma eleição.

A ubiquidade da comunicação, os efeitos pós-massivos potencializados pela Internet, a colaboração, a mobilidade e, sobretudo as possibilidades da conversação mediada pela Web e as Novas Tecnologias de Informação e Comunicação, foram repetidas como mantras em um ritual xamânico durante o encontro.

E aí temos mais um momento simbólico, pois quando um político diz que a Internet mudou a forma que ele se relaciona com o seu público/eleitor e reconhece que as pessoas tem mais poder para criticar, participar e sugerir temas para a campanha após a Web justifica um candidato a reeleição (vale ressaltar Wagner lidera a pesquisa - e a regra é não se expor quando se estar em primeiro lugar) convocar blogueiros e twitteiros para um encontro.

Durante o evento, Wagner disse duas frases, permita-me o leitor repetir a palvra, simbólicas. Primeiro diz que atualmente é impossível governar sem ouvir e dialogar com a sociedade, ainda mais que a Web potencializou as esferas de debate público e a segunda - ao seu estilo: papagaio velho tem medo de aprender.

@jaqueswagner, @dilmaboyoficial e @marcelobranco

As frases não revelam apenas um pensamento de Wagner, e sim, de uma geração, um método de se fazer política, ou melhor os desafios colocados para gestores e o próprio Estado. Esse desafio já começa de certa forma na campanha. Você até pode pensar que estou muito otimista nesse post, mas os mais de dois anos trabalhando no setor público permite diferenciar quando alguma mudança substancial se desenvolve na esfera pública.

O Marcelo Branco disse que a Internet retomou o sentido do voluntariado e o seu argumento é ratificado quando você assistir o vídeo abaixo elaborado por Pedro Henrique, o famoso @dilmaboyoficial. O cabra não é filiado ao PT, estuda publicidade e disse que sua ideia foi mostrar que o jovem se interessa por política e essa era sua forma de mandar o seu recado.

É engraçado, eu sei.

O certo é que essa mudança, ou desafios colocados para a política, também influenciam a comunicação. Se a Web reconfigura as relações entre esfera política e público/eleitor, se ampliou as ferramentas para a expressões das opiniões da sociedade, a comunicação e suas respectivas estratégias devem se basear pela conversação, em resumo: o objetivo da comunicação não deve ser apenas esperar que o blogueiro ou twitteiros publique o seu release. O ideal é gerar conversação na rede, incorporar a colaboração na plataforma política e comemorar quando o cidadão expressar sua opinião sobre a campanha.

Por fim, quando é que os candidatos vão transformar suas propostas de governo, sua plataforma política em ambientes wikis para amplo diálogo e escrita coletiva?

Quando é que as imagens das campanhas estarão sob uma licença livre?

crédito das imagens: Manu Dias/Bahiafotos

28

julho
2010
Time: 22:38

Revista Espírito Livre aborda vigilantismo na Web

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“Sorria, você está sendo filmado…” Esta frase é sempre lida em diversos locais que visitamos, como bancos, supermercados, shopping center, etc. E na internet? Como é atualmente ou como deveria ser?

Vigilância e internet é o assunto de capa da edição 16 da revista colaborativa Espírito Livre, que dentre outros destaco a entrevista com João Caribé sobre ciberativismo e um artigo interessante do Thalles Waichert, que é jornalista da editoria de Mídias Sociais do Terra Networks Brasil fala do controle, vigilantismo e resistências nas redes sociais.

Meu artigo (pag. 69 e 72) versa sobre uma lei municipal aprovada em Lauro de Freitas, município da Bahia, que regula o funcionamento de Lan Houses na cidade. Em resumo, a lei promove a invasão de privacidade e instala um clima de insegurança nos estabelecimentos.

20

julho
2010
Time: 14:45

Jornal Correio cria projeto Leitor entrevista para potencializar colaboração

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Na mudança no site do Correio comentava o interesse do jornal em potencializar a colaboração e diálogo com o público. Uma ação para concretizar tal pensamento começa a ser desenvolvida pelo Correio, através do projeto Leitor entrevista.

A ideia é contar com a colaboração dos leitores na elaboração das perguntas para o entrevistado do mês. No total, as 10 melhores perguntas serão respondidas pelo entrevistado. Ivete Sangalo será a primeira entrevistada do projeto Leitor entrevista.

A iniciativa é interessante, principalmente por se tratar de uma nova fase para o Correio. Porém, é bem simples a ideia e poderia ser melhor desenvolvida. Quem sabe o autor da melhor pergunta poderia fazer a pergunta dos demais leitores, no momento da entrevista, coordenada por um jornalista da redação do Correio?

O Yoosk, por exemplo, permite aos usuários elaborarem questionamentos para relevância social ou política,formando uma rede de entrevistadores cidadãos. O Yoosk, composto por jornalistas e estudantes de jornalismo, se encarrega de entrar em contato com as personalidades pública e realizar a entrevista, com base nas perguntas elaboradas pela rede cidadã. Para isso, os questionamentos são colocados em votação e precisam atingir 100 votos.

20

julho
2010
Time: 12:12

Jornal decide cobrar por comentário para acabar com o anonimato

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O Sun Chronicle, um jornal de Massachusetts, criou um mecanismo (no mínimo assustador) para evitar comentários anônimos no site do jornal: cobrar 99 cents dos leitores que quiserem fazer comentários nas notícias. A taxa é única e só pode ser realizada através do cartão de crédito.

A obrigação de fornecer o número do cartão de crédito foi adotada para identificar os autores dos comentários, uma vez que fornecer os dados do cartão significa fornecer um nome real e demais dados pessoais. De acordo com o Sun Chronicle, o mesmo nome que aparecer no cartão de crédito será utilizado para identificar o leitor ao registrar um comentário.

Segundo o blog do Roy Greenslade, o The Sun Chronicle chegou a suspender a caixa de comentários em seu site no mês de abril e com a medida espera impedir o anomimato em suas páginas. Oreste D’Arconte, editor do jornal, avisa “todos os comentários que violarem a política do veículo serão banidos”.

Em minha experiência prática no jornal Correio pude notar o quanto é simples moderar comentário, tendo em vista a mecânica binária - sim ou não, além disso, e o mais importante era o teor do comentário e não a sua identificação. Por outro lado, o anonimato, em alguns casos, era fundamental para complementar a informação veiculado no jornal. Vale destacar que, de forma anônima, as opiniões minoritárias tendem a aparecer mais e o anônimato é a segurança para o cidadão realizar uma denúncia.

A identificação, ainda que paga, como propõe o Sun Chronicle não diminui o rigor que os jornais precisam adotar para validar um comentário. Em suma, o jornal terá o mesmo trabalho na moderação, agora, certamente, em uma escala menor, já que o número de comentários será menor.

O ideal é ampliar as práticas colaborativas para a moderação/fiscalização dos comentários e mudar a cultura de moderação dos jornais. O HuffPo, por exemplo, desenvolve um eficiente sistema de auto-moderação. A partir do momento em que colaboram com o jornal, o cidadão ganham “bagdes” e a depender do nível/status podem até delatar comentários.

Dica do GJOL

14

julho
2010
Time: 12:44

Termos das buscas dos usuários pautará blog do Yahoo!

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O Yahoo! lançou nesta terça-feira (6) o blog The Upshot, cujo conteúdo será pautado pelos termos pesquisados no mecanismo de busca da empresa. A tentativa do Yahoo! é oferecer respostas para as “dúvidas” dos leitores - traduzidas nas buscas, bem como produzir conteúdo de acordo com a demanda e perfil dos leitores.

Segundo o Yahoo!, uma equipe irá analisar os termos mais pesquisados e sinalizar para a equipe de conteúdo - formada por dois editores e seis blogueiros - responsável pela elaboração de informações relacionadas às buscas. Você pode pensar que trata-se apenas de técnica CEO para atrair mais visitantes (e de fato é), porém alguns desafios são notórios:

1- os critérios de noticiabilidade podem modificar de acordo com os termos mais pesquisados, deixando de lado valores como a atualidade, relevância, proximidade e afins para cair em assuntos antigos.

2- a rotina dos jornalistas também será alterada pois a pauta será determinada (de fato) pela audiência, decodificada em termos pesquisados, e não os assuntos que a redação do Yahoo! pensa ser de interesse do seu público. Essa mudança de cultura profissional não é fácil.

James Pitaro, vice-presidente do Yahoo Media, disse ao NYT, que a grande diferença para os seus concorrentes será a capacidade de agregar todos esses dados. “A ideia de criação de conteúdo em resposta a demanda e necessidade do público é um componente importante para a estratégia”, opina.

De certa forma, essa tentativa de monitorar a “necessidade” dos usuários e, a partir daí, adequar o conteúdo, foi potencializada pela Web, principalmente com as ferramentas analíticas de visitas. As mais lidas, as mais comentadas e afins jã são utilizadas pelas redações como termomêtros para as apostas noticiosas dos jornais.

Os diferenciais do projeto do Yahoo! são :

1- organizar os termos mais pesquisados em uma base de dados dinâmica (quem sabe em tempo real) para a pesquisa dos “hits” do momento - mesmo que os termos não tenham uma relação direta com a atualidade;

2- incorpora práticas colaborativas na etapa inicial da construção da notícia: a pauta - a partir de milhares de buscas, que na verdade podem ser considerada uma mineração de dados realizada de forma aleatória pelos usuários;

3- aumenta a resolução semântica (Fidalgo, 2003) de determinado assunto, uma vez que a própria busca converte-se em dados - dados que estruturam o conhecimento e acesso a um determinado termos e/ou palavra - e são transformado em notícias complementares para os assuntos mais pesquisados.

07

julho
2010
Time: 16:23

Marcos Palacios fala de Jornalismo em Bases de Dados e Mídias Sociais

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17

junho
2010
Time: 16:38

Jornais na Web devem ser mais compactos? The Guardian aposta na ideia

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Após hackear a própria redação, o The Guardian resolve abrir a API para a comunidade e o Phil Gyford tem a brilhante ideia de potencializar a navegabilidade do jornal a partir de uma arquitetura de “passar a página”, semelhante a edição impressa.

Gyford escreveu um extenso texto onde explica “teoricamente” as suas impressões sobre arquitetura, usabilidade e navegabilidade dos jornais, atualmente, e datalhe o seu projeto, intitulado “The Guardian de hoje”.

Para Gyford, os leitores perdem muito tempo e precisam tomar muitas decisões para ler uma notícia nas versões digitais dos jornais. Segundo ele existe muito atrito, pois o leitor precisa filtrar uma grande lista de notícias publicadas na home (manchetes e destaques), escolher uma e depois voltar a home, por exemplo, para passar para a próxima informação.

Perceba que no projeto, o leitor “vira a página” a partir das setas laterais, após escolher uma editoria específica. Essa estrutura, segundo Gyford diminui a quantidade de atrito e transporta a sensação de “surpresa” para a Web, semelhante à folhear um jornal impresso.

Outro ponto de crítica diz respeito a legibilidade. Gyford foca sua queixa sobretudo aos espaços ocupados pela publicidade nas páginas dos jornais na Web. Para ele, as decisões de escolha do local para inserir um anúncio prioriza mais o interesse dos anunciantes do que a experiência do usuário. “O anúncio aumenta o tempo de carregamento de páginas e são uma distração irrelevante para o leitor enquanto ler o artigo”, pontua.

Radical, Gyford alfineta: o propósito principal de uma página é a leitura de um artigo (a publicidade e os jornais não pensam da mesma forma, viu Gyford).

Por fim, e o mais curioso, e que vai na contracorrente do ciberjornalismo, Gyford diz, diferente do jornal imprenso, no ciberjornalismo é impossível a sensação de “já sei tudo  o que aconteceu hoje”, ou que o autor chama de finishability. Note que a crítica é sobretudo a “extensão” do jornal na Web. No impresso, as notícias terminam quando você chega ao fim, mas no online, graças ao hipertexto e hiperlinks rompe com a ideia de linha de chegada.

“Não vou perder um pedaço de notícia importante pois esqueci de clicar em um link para uma seção de um site, ou porque voltei para home e fui ler outra coisa, me distrai”, argumenta.

O The Guardian de hoje deve ser visto como uma opção de leitura e não a arquitetura principal de qualquer jornal. Será interessante para aqueles usuários que busquem uma leitura mais dinâmica e, principalmente, de uma editoria específica. A arquitetura de “passar a página” certamente será potencializada em aplicativos como o iPad e o Kindle, mas dificilmente “adotada” como estrutura em websites, tendo em vista que a babel de links e a possibilidade de navegar em uma notícia, principais características do ciberjornalismo, colocam no clique do usuário o poder de definir o que ler e em que ordem será a sua experiência.

10

junho
2010
Time: 17:06

Jornalismo e mídias sociais

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Participei de um bate-papo bem produtivo com a turma do sexto semestre de Jornalismo da Facom (UFBA) sobre jornalismo, mídias sociais e eleições nesta manhã (9). Agradeço ao Marcel Ayres e ao prof. Chico Araújo pelo convite.

Os jornais precisam transformar as redes sociais em áreas de atuação do jornal, e isso precisa ser desenvolvido a partir de uma estrutura colaborativa e mediação diálogica foi a tese defendida. Abaixo os slides que nortearam as ideias.

09

junho
2010
Time: 13:34

Como funciona a adequação do conteúdo aos usuário no El País?

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Chegar até um conteúdo jornalístico não acontece por apenas um caminho, além disso, o consumo e a apropriação das informações ocorrem de diferentes maneiras, a depender, é claro, do usuário. Dito isso, os jornais não precisariam de adequar o conteúdo aos usuários?

Quem responde ao questionamento é o Adrián Segovia, analista Web e jornalista do El País.com, que aponta: “oferecer um bom conteúdo ao leitor não resume-se a boas matérias, mas pensar na usabilidade, navegabilidade e hábitos de leituras”

06

junho
2010
Time: 14:46
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